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domingo, 24 de agosto de 2014

OS PALESTINOS, ISRAEL E A IGREJA (1)






  Creio que todos nós estamos acompanhando com pesar e preocupação a questão que envolve judeus e palestinos, uma guerra que já causou milhares de mortes e que não tem perspectiva de solução, já que não há acordo entre os envolvidos. 

  Essa questão tem raízes históricas, que muitos não conhecem. Por isso, transcrevo abaixo um artigo escrito pelo Pr Julio César Paiva Gonçalves que nos ensina as raízes e causas dessa animosidade entre dois povos irmãos.


  Essa é apenas a primeira parte, as demais serão publicadas posteriormente, à medida em que o autor as produza

Fernando Marin


OS PALESTINOS, ISRAEL E A IGREJA (1)



“Tenha cuidado para que, ao lutar contra o dragão, você não se transforme em um dragão também”. Nietzsche

  Inegavelmente, poucos povos foram tão perseguidos e vilipendiados, ao longo dos séculos, como o povo judeu. Desde as páginas bíblicas até a história secular atestamos o sofrimento desse povo sem pátria, errante, peregrino em terra estranha, pelo menos até a primeira metade do século passado. Soa-nos cruel a declaração de Mahmoud Ahmadinejad, o ex-presidente iraniano, ao afirmar que o holocausto judeu nunca ocorreu. Todos nos condoemos com tão triste barbárie, os campos de extermínio alemães, que mostra o quanto o ser humano pode ser tão mau contra o seu semelhante.


  Pois bem, Israel, considerado biblicamente o povo da aliança com Deus, a nação eleita pelos céus, poderia aprender com sua própria história de dores e agruras, de tormentos infindáveis, a não repetir as injustiças sofridas contra um outro povo agora na sua mesma situação. Mas não é o que temos visto no conflito existente na Faixa de Gaza. É indiscutível a superioridade bélica de Israel em relação aos refugiados palestinos, e, mesmo sabendo dos ataques terroristas islâmicos contra os judeus, não podemos aceitar a campanha genocida abraçada por Benjamim Netanyahu e seus comandados políticos, ao perpetrarem um massacre reprovável aos olhos do mundo.

  Quero convidar você a entender comigo, a partir de agora, um pouco do que está por detrás desse conflito, que é de ordem milenar. Começo hoje uma série de reflexões acerca de tal tema, que entendo ser tremendamente polêmico, e, portanto, discutível e sujeito às críticas mais diversas. Tentaremos caminhar por um viés histórico e bíblico, a fim de que a nossa compreensão dos fatos seja a mais aguçada possível.

  Quando o Estado de Israel foi formado, em 1948, milhares de palestinos árabes (muçulmanos e cristãos) foram expulsos das terras onde eles e seus ancestrais viviam há mais de mil anos. Isto fez com que campos de refugiados palestinos fossem formados em diferentes países do Oriente Médio e na própria Palestina. As pessoas que neles vivem são consideradas cidadãs de segunda classe, sem esperança e sem perspectiva de um futuro melhor. Milhares de árabes palestinos, assim como de judeus e cristãos, já morreram como resultado das tensões causadas por esta situação. A cada semana, mais mortos são adicionados à lista. 

  Tal realidade faz com que os muçulmanos em geral, mas particularmente os que vivem no Oriente Médio e Norte da África, alimentem um forte ódio contra os judeus e cristãos de todo o mundo. Contra os judeus até podemos entender a razão de tal animosidade, mas por qual motivo existe a ira contra os cristãos também? Em parte por causa das convicções e ações de cristãos evangélicos sionistas. O que vem a ser isso? Vejamos. 

  O Sionismo é um movimento de ordem internacional para o retorno do povo judeu à sua pátria e a retomada da soberania judia na Terra de Israel. Há muitos cristãos evangélicos que aderiram à causa sionista, crendo que o cumprimento de algumas profecias bíblicas passa pela reaquisição da chamada Terra Prometida pelo povo judeu, que deve reocupar o território palestino em toda a sua extensão original, tal qual nos governos de Davi e Salomão. Para tais cristãos, Deus continua a tratar Israel como a “menina dos seus olhos”, sendo o moderno Estado de Israel a personificação viva de algumas das promessas das Escrituras Sagradas.

  Assim, ocorre um apoio incondicional de milhões de cristãos evangélicos ocidentais a praticamente todas as decisões e ações politicas do governo israelense. Alguns fatos dignos de nota:

• Uma espécie de limpeza étnica de árabes palestinos (muçulmanos e cristãos) é interpretada como se fosse a implementação da vontade de Deus e o cumprimento de profecias.
• O muro de cerca de dez metros de altura e de quilômetros de extensão, que separa Belém e outras cidades da Cisjordânia de Israel, e que traz consequências politicas, econômicas e sociais irreparáveis para os árabes palestinos (muçulmanos e cristãos), é visto como um mal irreparável.
• Cristãos sionistas de todo o mundo enviam milhões de dólares para Israel, a fim de sustentar a criação de assentamentos considerados ilegais pelas Nações Unidas, acirrando a violência entre árabes e judeus.
• Igrejas evangélicas no Brasil e no mundo desenvolvem liturgias com espalhafatosos componentes do judaísmo vétero-testamentario, produzindo uma quase idolatria aos costumes e tradições judaicos.

Como resultado de toda essa ação discriminatória, fica cada vez mais difícil um cristão ocidental falar do amor de Jesus para os muçulmanos em todo o mundo, visto que nossas posturas são consideradas contraditórias em relação às nossas palavras. Novamente, digo: tenho plena ciência da dificuldade de lidar com um assunto tão vasto e complexo, mas precisamos emitir opiniões que nos ajudem a buscar uma via alternativa para resolução desse conflito. É necessário olhar esse dilema por outro ponto de vista, por uma ótica não tradicionalmente fomentadora de tantos ressentimentos e dissensões. 

  Nas próximas semanas estaremos ainda tratando desse tema, buscando elucidar questões acerca das quais ouvimos, mas que nos fogem à compreensão plena.

  Que Deus nos abençoe!

Júlio Cesar Paiva Gonçalves

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Educação e Contemporaineidade






   Muito se fala hoje de educação. O povo cobra escolas melhores, os professores lutam por melhores salários e condições de trabalho, o governo anuncia a cada ano mais verbas , porém na prática o que vemos é que as mudanças não acontecem.

   Estudei em escola pública, na década de 60, quando essas eram as referências em padrão de ensino. Depois, me transferi para uma conhecida escola particular, tradicional, rígida, e isso me deu condições de aprendizado para ousar voos mais altos.

   Mas, se olharmos à nossa volta hoje, o que encontramos? A educação pública aos frangalhos, às vezes as estruturas escolares até são de boa qualidade, porém os professores estão despreparados ou desmotivados. Em algumas partes do país, as escolas não dispõem de nenhuma estrutura física, os professores trabalham por amor - recebem salários irrisórios - e não vemos nenhuma expectativa de mudança nos métodos utilizados, parece que não há mesmo interesse algum em que nossos jovens aprendam a serem verdadeiros cidadãos, que eles aprendam para se tornarem bons profissionais.

   Já o ensino particular parece que baixou os seus níveis para se adequar ao público. Paralelamente, o ensino privado hoje se tornou uma mercadoria, entregue para aqueles que podem pagar bem por ela.

   E quanto ao futuro? O que devemos esperar? Como obter essas tão necessárias mudanças?

   Reproduzo aqui um artigo escrito pela Jéssica Simões, estudante de pedagogia, de quem tive a honra de ser professor.

   Com muita simplicidade e lucidez, a Jéssica nos mostra claramente o que e como devemos buscar.

   Fica aí a esperança de dias melhores !


Educação e contemporaneidade

        O papel principal  da educação é o de formar cidadãos conscientes de seus atos, humanizá-los para  conviverem  em sociedade,respeitando as opiniões diferentes da sua,  fazendo  a relação entre o que é ensinado na sala de aula e o que ele vivencia fora dela. Fazemos então uma relação entre a educação quando ainda era aplicada como paidéia ¹ na Grécia e a educação na atualidade.

  Se pararmos para pensar, a educação vem mudando o seu objetivo de acordo com o tempo, pois na Grécia  sua educação era classificada como paidéia  , onde havia o desejo de se realizar uma educação completa, não só no sentido religioso, mas de forma geral. Não se tem  uma definição única para paidéia, mas muitos a classificam com o sentido  de propor a felicidade entre a sociedade, onde havia a troca de informações dos mais experientes  para os jovens. Sócrates e Platão nesta época utilizavam o método de levar os indivíduos a pensarem  nas respostas de suas próprias perguntas. Essa forma de fazer com que o individuo pense é nomeada como Maiêutica.  A  educação paidéia  respeitava o conceito de dimensão superior, ou seja, o homem não se importa só com o corpo,mas com o seu  lado espiritual,pois para eles não é somente nasceu, viveu , morreu e acabou.

       Diferentemente dos conceitos da educação paidéia, a educação  moderna gira em torno do capitalismo, onde a sociedade a classifica  como algo primordial, pois é a partir dela que o individuo irá conseguir um emprego.É preciso que o individuo se qualifique cada vez mais fazendo cursos, faculdades, para conseguir um trabalho classificado como “bom” onde terá uma “renda salarial” melhor, para conseguir viver em meio a uma sociedade que se importa mais com o “ter” do que com o “ser”.

     Escutamos sempre a mídia falando sobre “ EDUCAÇÃO DE QUALIDADE” mas  na verdade não é isso que presenciamos , muitas escolas não possuem uma boa estrutura, não há a exploração dos saberes culturais que seus alunos possuem, alguns professores se consideram  incapazes de dominar os conteúdos que devem ser transmitidos de maneira clara ao seus alunos, fazendo com que eles pensem em como chegar ao resultado daquele assunto.  E  por não conseguir acabam  por adotar a educação bancária como o principal método de ensino , o que torna  suas aulas monótonas e mecânicas, fazendo com que haja a desistência dos alunos. Sem contar na quantidade de crianças que não tem acesso a escola pelo fato de já estarem lotadas.

     Essa educação de qualidade pode ser que seja  o que as indústrias consideram como maior lucro, pois quanto mais trabalhadores capacitados mais lucro para a empresa. 

     Pode-se pensar na probabilidade de que esta educação de qualidade esteja voltada para que haja a igualdade na sociedade. Mas como haver igualdade se não há cursos profissionalizantes o bastante para todos? Para se conseguir  ter acesso a uma faculdade ou curso gratuito é necessário que o individuo passe por uma prova  imposta pelo governo ( um exemplo é o ENEM).Mas como esse aluno de escola pública que não sabe nem estruturar uma redação simples ,pois na escola isso não é muito explorado quando na verdade  o correto seria que desde as séries iniciais os professores já incentivá-los a escrever , alunos que muitas vezes voltaram para casa por causa da ausência do professor ou até mesmo por desinteresse pelas aulas serem tão monótonas, por precisar trabalhar para ajudar em casa,a disputa com alunos de colégios particulares que tem aulas mais rígidas e condições de pagar uma faculdade particular  mas querem concorrer com os menos favorecidos, por estas e diversas outras razões hà a dificuldade para esses alunos conseguirem ingressar numa faculdade com a nota do ENEM.  

     O governo não se importa se você possuiu ou não aquelas disciplinas durante todos os seus anos de estudo, ele só impõe o que realmente deveria ter sido passado, pois o sistema escolar possui uma grade curricular imposta pelo governo com todos os conteúdos que devem ser  seguidos, mas como o tempo é  curto e muitos professores  não o aproveitam de maneira correta, acaba por prejudicar os alunos da rede pública.

     Para concluir faço uma citação do que Malala diz em uma entrevista à BBC “A MELHOR MANEIRA DE SUPERAR OS PROBLEMAS E LUTAR CONTRA A GUERRA É ATRAVÉS DO DIÁLOGO”.

       Se quisermos que haja a modificação deste quadro onde a educação ainda é vista de maneira desvalorizada é necessário que isso comece nas salas de aulas, com os professores conversando com os seus alunos sobre o que realmente estamos vivenciando, fazendo relação entre o que é ensinado e o que está acontecendo fora das salas de aula,  fazendo com que seus alunos obtenham um saber mais critico que saiba opinar nas decisões de seu governo.

     Pois  como Malala mesmo cita “ O maior defeito do nosso governo é achar que virá um próximo e consertará” ,  se pensarmos assim, nunca irá haver uma  mudança, pois vivemos em torno de procurar melhorias para nós mesmos, quando na verdade ao assumir o papel de político o que deveria ser feito é pensar no coletivo na melhoria do país em geral. Quando  os governantes perceberem que seus cidadãos já sabem dos seus direitos, começando a cobrar do governo o que é preciso mudar, haverá de certa forma uma mudança. Se o indivíduo  chega a ser GOVERNANTE, ou a qualquer outro  cargo político é porque a SOCIEDADE  permitiu que esse cidadão chegasse a esse cargo,  e somente a sociedade pode fazer com que o mesmo não preencha mais esse cargo.

      Não é necessário que haja uma confusão para se conseguir isto, e necessário que a sociedade saiba dialogar entre si de forma crítica para mudar este quadro de desleixo tanta na educação quando no modo de vida em geral dos cidadãos menos favorecidos.

Jéssica Simões
Estudante de Pedagogia

¹ Paidéia - Segundo Werner Jaeger (2001), Paidéia era o "processo de educação em sua forma verdadeira, a forma natural e genuinamente humana" na Grécia antiga. O termo também significa a própria cultura construída a partir da educação. Era este o ideal que os gregos cultivavam do mundo, para si e para sua juventude. 

sábado, 21 de junho de 2014

O Desafio de ser Jovem do Século XXI



O Desafio de ser Jovem no Século XXI


Por: Fernando Marin


“Nos dias de hoje somos desafiados, mas não transformados; convencidos, mas não convertidos. Ouvimos mas não praticamos. E desse modo enganamos a nós mesmos” Vance Havner

  Convidado a falar aos jovens de nossa igreja, procurei um tema que fosse atual e que os fizessem pensar sobre seu futuro. Buscando na Bíblia – e ela tem respostas para todas as nossas questões – encontrei no livro do profeta Daniel os subsídios que necessitava para transmitir à juventude os padrões ideais de uma ‘Geração Forte” – esse era o tema do encontro.

  Não irei aqui pregar sobre o livro de Daniel, nem falar sobre a sua característica apocalíptica, nem debater a questão das 70 semanas. Não. Irei apenas e tão somente estudar o caráter e o comportamento do jovem Daniel e extrair dele exemplos que podem e devem ser seguidos por todos os jovens que almejem uma vida de sucesso dentro da integridade e da ética, como o profeta nos ensinou.

  Daniel, então com 12 a 16 anos, era um jovem nascido em família real, provavelmente em Jerusalém, onde vivia quando o rei babilônico Nabucodonosor invadiu a cidade e levou todo o povo cativo para sua terra. Nessa época, o rei chamou seu assistente Aspenaz e mandou que ele escolhesse entre os prisioneiros alguns jovens que fossem de boa aparência, sem defeitos  físicos, inteligentes, instruídos e que pudessem ser preparados por 3 anos para servirem no palácio. Daniel foi um desses escolhidos.

  Quando lemos os primeiros 6 capítulos do livro, aprendemos com Daniel uma série de comportamentos que , se seguidos por nós, nos levam a uma vida de integridade, de excelência, o que o pastor batista Irland Azevedo¹ considera as atitudes mais importantes para o século XXI.

  Daniel foi ético, quando se recusou a comer as comidas e bebidas que o rei mandou servir a eles ( 1.8), preferiu apenas legumes e água, evitando assim de quebrar a lei mosaica que regia a vida do povo hebreu. Ele não se deixou seduzir pelos manjares, requinte, fartura de que poderia usufruir, não. Abriu mão de tudo isso em benefício de sua consciência moral, dando um excelente exemplo à juventude atual, mostrando que a ética é uma opção saudável.

 Daniel foi fiel , quando se negou a prestar culto à estátua de ouro que Nabucodonosor tinha mandado erigir e a qual todos eram obrigados a adorarem (3.18). Não, ele e seus amigos próximos se recusaram, se mantiveram fiéis a Deus, mesmo frente à ameaça de serem severamente punidos.Seus amigos foram atirados em uma fornalha extremamente quente, porém foram salvos por Deus do castigo injusto.

 Daniel foi leal, quando foi colocado como alta autoridade no reino, como o governador da Babilônia, e pediu ao rei que colocasse seus amigos próximos Ananias, Misael e Azarias como administradores ( 2.48,49). Ele não foi egoísta, não quis o poder e a honra somente para ele, não. Ele a dividiu com os amigos.

  Daniel foi honesto, os ministros e governadores, invejosos da posição do profeta, procuraram de todas as maneiras achar um motivo para acusar Daniel de ser mau administrador, mas não encontraram ( 6.4). Honestidade e caráter reto eram características próprias dele, e isso foi fundamental para que o jovem Daniel se destacasse entre os demais componentes do governo.

  Daniel foi humilde. Quando solicitado a comparecer diante do rei para explicar o sonho que o monarca não compreendia, Daniel foi claro afirmando que não havia ninguém que pudesse explicar aquele sonho, apenas Deus o poderia fazer ( 2.27,28). Ele não tomou para si a glória dessa explicação, mas foi claro quando se colocou como um mero servo do Senhor e, na dependência divina, esclareceu a Nabucodonosor o significado do sonho que tanto o afligiu.

 Daniel deu excelente testemunho, a ponto de o rei ter louvado a Deus, ao deus de Daniel, pelo fato de ter livrado seus amigos do fogo da fornalha ardente. Além disso, ordenou a todos que adorassem a Deus, e prometeu punir com a morte todo aquele que insultasse o nome Dele, pois, através da fé e das atitudes positivas de Daniel e de seus amigos, o rei se convencera que o verdadeiro Deus os havia livrado. Quando foi lançado – e livrado – da cova dos leões, mais uma vez o nome de Deus foi exaltado pelo rei , agora Dario, pelo livramento concedido aos rapazes judeus.

  Pelo relato bíblico, aprendemos que Daniel foi um jovem íntegro, reto, incorruptível e que fazia todas as coisas com excelência, ou seja, extremamente bem feitas.

 Foram muitas as qualidades do profeta Daniel, todas elas devem nos servir de exemplo, para que possamos dar bom testemunho de nossas vidas  a outros.

 Em uma época tão carente de boas lideranças políticas e espirituais, é mais que necessário que nos revistamos de integridade moral, que nossa vida, nossa presença e nosso trabalho possam servir de exemplo para outras pessoas e que possamos ser modelo para as futuras gerações, que vivamos da maneira mais agradável a Deus, em integridade e santidade.

 Que esse seja o nosso grande legado para as gerações futuras

Fernando Marin

1 AZEVEDO, Irland Pereira. De: pastor para: pastores, JUERP, Rio de Janeiro.2001



domingo, 18 de maio de 2014

Cotidiano II


Cotidiano II

Por: Fernando Marin





  Sempre tive prazer em ler os jornais aos domingos, afinal nesse dia eles são bem mais, digamos, “recheados”, circulam com mais cadernos, as notícias geralmente são mais leves, enfim, há mais coisas a serem lidas.

  Isso é bom, já que nos domingos  geralmente temos mais tempo para dedicarmos à leitura, depois que fomos à igreja e almoçamos com a família.

  E hoje não foi diferente, O Globo chegou aqui em casa pelas 8 horas, pude lê-lo após o almoço. Já que hoje não havia o artigo da profª  Magali Cunha, segui a sequencia normal das páginas, e fui efetuando as leituras criticando os artigos, como sempre o faço.

  A primeira notícia que leio, me impacta: o governo perfurou 21  poços artesianos profundos no nordeste, a fim de minorar as consequências da estiagem. Custo total do projeto: 40 milhões. Ótima noticia! Afinal sabemos que existe água com abundância no subsolo nordestino, mas ela não é utilizada por falta de atitudes que venham a trazer essa água à superfície e distribuí-la ao povo carente. E é exatamente isso que acontece, os poços estão lá, mas faltam energia elétrica, bombas e adutoras para distribuir a água. Coisas da burocracia, já que quem perfura os poços é um órgão, quem financia as bombas e adutoras é outro e quem fornece a energia necessária é a empresa regional responsável.

  Enquanto isso, o povo vive uma peregrinação em busca do precioso líquido.

  Ainda em relação a Pasadena, nunca antes na história desse país um presidente foi convocado ao TCU para dar explicações. Mas, parece que vamos quebrar esse tabu também!

  A semana foi marcada por manifestações em várias partes do país, parece que o povo não aguenta mais, há um clima estranho no Brasil, de insatisfação, de anarquismo, sei lá. Bom, mas o minstro-chefe da Secretaria Geral da Presidência diz que tudo isso vai acabar com a alegria que a Copa vai gerar nos brasileiros. Ahh, bom, falta pouco.

  Votação importante marcada, lei deverá efetivar em seus postos donos de cartórios que não são concursados, como diz a lei, estipulada desde a Constituição de 88. Esses cartórios receberam, só no segundo semestre de 2013, R$ 5,2 BILHÕES !! Quem quer perder a boca?? Pior, há um deputado liderando o movimento por essa efetivação que usa um escritório de um desses donos de cartório não concursado de graça! É, amigos antigos, diz o deputado, pode?

  Estranho, sempre tem um deputado defendendo privilégios...

  Os divórcios no Rio de Janeiro cresceram  41 % em 6 anos, enquanto que o número de casamentos subiu em 21%. Uai, conta estranha, não? Muito mais divórcios do que casamentos?  Explicação: o custo do casamento aumentou muito, as pessoas agora optam pela União Estável, mais fácil e mais barata, enquanto que o valor do divórcio barateou, já que ele agora pode  ser feito em cartório, de maneira rápida e fácil,. Ah bom, então é por isso. Sei lá, o que está acontecendo com as famílias no Brasil? Bom, mas isso merece um estudo oportuno.

  Aí me deparo com uma notícia preocupante:  muitas pessoas estão realizando testes genéticos a fim de ajudar a prever doenças futuras, coisas da tecnologia. Porém, creio que isso ainda é muito perigoso. Essa verdadeira revolução tecnológica ainda não tem regras próprias, ainda não há um conselho de bioética para estudar essa questão.

  Já pensou se planos de saúde, ou empregadores, conseguem esses exames, e negam atendimento ou emprego a alguém porque a pessoa pode, em tese, adquirir certa doença no futuro?

  Me lembrei da atriz Angelina Jolie, que , depois de realizar um desses testes e descobrir que tinha 85% de  chances de ter câncer de mama, solicitou a retirada de ambas, por  medo da doença. Era só uma possibilidade, mas, por via das dúvidas, ...

  Nunca tinha ouvido falar do Boko Haram ( traduzindo, “educação ocidental proibida”), grupo extremista islâmico que sequestrou cerca de 300 meninas na Nigéria, apenas porque elas estavam estudando.  Afinal, mulheres instruídas rejeitam o radicalismo e tem uma visão mais moderada. Esse grupo, armado, quer impor o islã a qualquer preço na Nigéria, explodiram cerca de 50 escolas ano passado e assassinaram cerca de 1700 pessoas entre alunos e professores. Para eles, as mulheres não podem estudar e nem praticarem uma série de atividades profissionais.

  Espero que haja uma movimentação internacional para combater esses malucos, e que possa libertar essas meninas para que elas estudem em paz.

  Mas, o que mais me chamou a atenção no jornal de hoje está na página 25: um pastor evangélico que se transforma em drag-queen , prega uma releitura da Bíblia e diz que o maior legado de Cristo é a liberdade.

  O pastor Marcos – ou Luandha Perón- é professor da rede pública, evangélico de berço e diz que sofreu muito quando se revelou homossexual. Aí, ele optou por uma denominação cujos fiéis sao ligados aos LGBT e passou a defender uma releitura da Bíblia, diz qe "o essencial é o amor que a palavra de Deus transmite”.

   Quando ele vai participar de eventos ou de alguma parada gay, o pastor leva cerca de 30 minutos se maquiando, pinta o rosto, põe uma peruca, sobe no salto alto e então se transforma em Luandha.  Sei lá, seria bom que todos lessem e formassem opinião.

  Bom, mas o que importa mesmo é que a Copa está aí, não é? Mesmo que muitas coisas ainda estejam pendentes, estádios ainda em construção, aeroportos em obras, trânsito caótico e por aí vai, vai ter Copa, sim. Se vai correr tudo bem eu não sei.


  E fica o alerta aos estrangeiros que vem para essas bandas: cuidado porque no Brasil ainda tem dengue!

Fernando Marin

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Alimentação nos Tempos Bíblicos V - O Guisado de Jacó



O Guisado de Jacó


  Depois da publicação das receitas do pão de trigo integral, do pão ázimo, da sopa de cevada e da coalhada seca, apresento agora a do famoso e conhecido guisado de Jacó.

  "Um dia, Jacó preparava um guisado; voltando Esaú cansado do campo disse-lhe: Deixa-me comer um pouco dessa coisa vermelha... Jacó deu-lhe pão e um prato de lentilhas..." (Gn. 25: 29- 30; 25: 34)."

  Nessa passagem bíblica, Esaú  ,o neto de Abraão, filho de Isaque, vende a sua primogenitura ao irmão, Jacó, por um prato de guisado.

  Muitas vezes imaginei como seria esse guisado . Pesquisando, encontrei a receita, e repasso para todos.

  Com certeza, vale a pena experimentar !

Ingredientes:
500 g de lentilhas secas;
1 kg de costeletas de carneiro frescas (não salgadas);
2 dentes de alho socados;
1 folha de louro;
2 colheres de azeite; sal a gosto.

Preparo:
Cozinhe as costeletas de carneiro em água e sal por dez minutos em panela de pressão. Acrescente as lentilhas e deixe cozinhar, fora da panela de pressão, até os grãos de lentilhas ficarem macios, tendo o cuidado de não deixar que eles desmanchem. Escorra a água e reserve-a para ser usada como caldo posteriormente.
Refogue no azeite o alho e a cebola com um pouco de sal e junte aí as lentilhas cozidas e as costeletas, mais a folha de louro. Misture muito bem para pegar gosto e acrescente o caldo reservado, deixando em fogo brando até engrossar o caldo. Sirva quente acompanhado de arroz branco.

Que tal? Acho que vale a pena experimentar um prato que alimentou personagens tão importantes como Jacó e Esau.

Fernando Marin

Fonte: 
KATTER ,Alaice Mariotto. Culinária do Tempo de Jesus; EBF

terça-feira, 15 de abril de 2014

Cotidiano




Cotidiano
 
 
Por: Fernando Marin
 
 
  As manchetes dos jornais ainda comentam a vitória do Flamengo sobre o Vasco, quando o rubro-negro sagrou-se campeão carioca. A questão é que o gol que levou o mengão ao campeonato foi irregular, havia um impedimento, fato esse demostrado claramente pelos vídeos e atestado, inclusive, pelo próprio presidente da Federação de Arbitragem.
  Regras estranhas, essas do futebol brasileiro. Um gol irregular é validado pelo árbitro, que alega que não viu a irregularidade. As imagens mostram o flagrante impedimento, o árbitro reconhece o engano, porém, o resultado do jogo permanece inalterado. Aí o goleiro flamenguista afirma que ‘roubado é mais gostoso’.
  Mas, outras manchetes chamam a atenção, principalmente as que comentam o que vem acontecendo com a Petrobrás , que era a 12ª empresa do mundo. Era, não é mais, agora é a 120ª. Sei lá, nós que moramos aqui junto à chamada Capital Nacional do Petróleo ( Macaé) nos surpreendemos com essa informação. A produção da empresa está em queda, e os escândalos estão aí, à solta.
  Tudo começou quando um deputado foi pego em uma carona no jatinho de um conhecido doleiro, que era sócio de alguém, que era parceiro de um ex-diretor da estatal, e quando se vai puxando o fio da meada, se chega até a Delta com seus já conhecidos problemas. E por aí vai. Sabe-se lá onde vai parar essa sucessão de roubos escancarados.
  Algumas páginas adiante, leio a palavra ‘rebelião’. Sim, os técnicos do IBGE se rebelaram contra uma medida que visa a  paralisar certas pesquisas rotineiras do órgão para que informações econômicas não sejam divulgadas. Mas, por que?
  Mas, vamos falar de feriados, em abril de 2014, a sucessão de feriados vai custar ao país R$ 3,07 bilhões!! São muitos feriados, não?  Nesse ano, a Semana Santa emendará no dia de Tiradentes (21 de abril), que quase ninguém mais sabe quem foi e nem o motivo desse feriado. Mas, no Rio de Janeiro, o 23 de abril também é de folga, já que nessa data se celebra  o dia de São Jorge. Aí, o dia 22 de abril, aliás, o dia em que se deveria celebrar o descobrimento do Brasil, ganhará status de feriado, pois estará entre duas datas realmente importantes.
  Agora uma notícia interessante: pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, descobriram que o açúcar diminui os índices de agressividade, e sugere que os casais não discutam antes da sobremesa ! Em caso de discussão, que tal um brigadeirozinho para amenizar?
  Sim, descobriram água em Encéfalo, uma das luas de Saturno e em Europa, uma das 67 luas de Júpiter . Puxa! 67 luas? Imagino nosso céu aqui iluminado por tantos satélites naturais! Essas descobertas abrem a discussão sobre a possibilidade de vida fora do nosso planeta, por que não?
  Mas, a noticia mais triste vem do Chile, um incêndio de grandes proporções atingiu milhares de casas em Valparaíso, matando pelo menos 15 pessoas e deixando muitos desabrigados, famílias que perderam tudo o que tinham – e não era muito. As regiões mais atingidas foram justamente a dos morros da cidade, habitados pelos mais pobres, causando uma situação dramática e para qual o governo do Chile está atento. Esperamos que esteja atento mesmo.
 
  E no Rio de Janeiro os militares que, juntamente com a polícia, ocuparam o complexo de favelas da Maré, estão sendo atacados pelos bandidos pelo menos 2 vezes por dia. Pode? Devo estar envelhecendo, me lembro que bandido não atirava em policial. Hoje, eles atacam as tropas militares! Onde iremos parar?
  Sim, a leitura de um jornal com certeza nos mantém informados sobre uma série de temas e assuntos, que englobam o cotidiano do mundo. Mas, mais do que isso, deveria nos servir como motivo de reflexão: para onde caminha a humanidade? Como resolver problemas básicos mas que parecem sem solução? O que esperar do futuro?
  Parece que estamos chegando a um beco sem saída, sem ética, sem educação, sem princípios morais e patrióticos.
  É verdade, é mais fácil reclamarmos do governo, da corrupção, da insegurança. Mas, eu pergunto: qual é o nosso papel nisso tudo?
  Será que se cada um de nós fizesse a sua parte a situação não seria diferente?
  A resposta fica por sua conta.
 
Fernando Marin
 
 


terça-feira, 8 de abril de 2014

A Páscoa



A Páscoa
 

Por: Fernando Marin



  Visitando o supermercado, deparei-me com aquela cena já tradicional nessa época do ano, os ovos de chocolate pendurados, vendidos a preços altos e já procurados por muitas pessoas, afinal é quase páscoa.
  Claro que as pessoas, principalmente as crianças gostam desse tempo ,quem não aprecia chocolate?
  Mas, será que todos conhecem o real sentido da páscoa, suas origens , o que é celebrado, como nasceu essa tradição de presentear com ovos de chocolate?
  Dentro da minha pesquisa pessoal encontrei pouquíssimas pessoas que souberam responder a essas questões. Por isso me senti motivado a escrever esse artigo contando um pouco acerca das origens e tradições pascais.
  Com certeza, a páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes  das culturas ocidentais. Se recorrermos à História, encontraremos uma festa de passagem, que era comemorada por povos europeus, principalmente da região mediterrânea, há milhares de anos atrás. O motivo dessa festa seria a passagem, a mudança da estação do inverno para a primavera, o que era motivo de celebração devido ao frio rigoroso  que dificultava a obtenção de alimentos e a sobrevivência.
  Mas, é entre o povo judeu que encontramos seu significado mais importante, a páscoa (pessach – passagem) significa a saída do povo hebreu, que se encontrava escravizado no Egito lá pelo ano de 1445 a.C. Portanto,  é uma festa religiosa para que o povo de Israel não se esqueça  de que foram libertados pela mão poderosa de Deus para O servirem, conforme o relato bíblico no livro do Êxodo, capítulo 12.
  E a páscoa é muito importante para os cristãos, pois celebra o sacrifício de Jesus, que morreu crucificado e ressuscitou durante as celebrações da páscoa judaica. Aliás, a Bíblia considera Jesus Cristo como o próprio cordeiro pascal ( 1Coríntios 5.8), que tira o pecado do mundo (João 1.29)e cujo sangue nos liberta, nos resgata da escravidão do pecado e nos sela como seus filhos de direito.
  Porém, Páscoa e Pessach são eventos diferentes e que não devem ser confundidos.
  O nome foi adotado pela igreja, tendo em vista que os primeiros cristãos eram descendentes de judeus, como o próprio Jesus. Assim, a igreja romana o tornaria oficial no Concílio de Nicéia ( ano 325), associando a ‘passagem’ à ressurreição de Cristo ( da morte para a vida), que aconteceu em um domingo, hoje chamado de Páscoa.
  Mas, qual é a história da páscoa?
  Ano de 1445ª.C, dia 14 do mês  de abibe (março/abril) , essa foi uma noite de alegria para uns e de desespero para outros, a noite em que o anjo de Deus visitaria o Egito e mataria todos os filhos mais velhos, desde os dos animais até o filho do próprio faraó.
Êxodo 12 – 12,13
"Nessa noite eu passarei pela terra do Egito e matarei todos os primeiros filhos, tanto das pessoas como dos animais. E castigarei todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR. O sangue nos batentes das portas será um sinal para marcar as casas onde vocês moram. Quando estiver castigando o Egito, eu verei o sangue e então passarei por vocês sem parar, para que não sejam destruídos por essa praga."
  Depois de 400 anos de escravidão, Deus chamou Moisés para que ele guiasse a saída dos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó do Egito. Como Faraó não permitia a saída do povo, Deus estabeleceu 10 pragas sobre a terra, a última delas de morte de todos os filhos mais velhos.
  Para escaparem da praga, as famílias israelitas foram instruídas a matarem um cordeiro e marcarem a frente de suas casas com o sangue desse cordeiro. À noite, deveriam comer esse cordeiro assado com ervas amargas. O anjo destruidor passou, e matou os filhos primogênitos em todas as casas que não tinham a marca do sangue, livrando da tragédia as casas marcadas.
  Daí o termo páscoa, ‘pessach’, passagem, o anjo passou por aquelas casas protegidas pelo sangue do cordeiro, e a praga não as atingiu. Naquela mesma noite, o povo de Israel deixou o Egito.
  A partir desse dia, todos os anos, na mesma data, os israelitas celebram a páscoa, matando um cordeiro e comendo a sua carne, juntamente com o matzá (pão sem fermento), para que seja lembrada a pressa da saída ( não houve tempo para esperar a fermentação do pão) e com ervas amargas, relembrando os tempos difíceis que passaram no Egito, como escravos.
  Assim, a páscoa judaica, e a cristã são diferentes em sua essência, embora ambas abordem  o mesmo tema, a libertação: a primeira comemora a libertação do cativeiro egípcio sob a liderança de Moisés, enquanto que a segunda enfoca a libertação do pecado em Jesus Cristo, através da sua morte e ressurreição.
  Em muitos países ainda é comum se presentearem ovos pintados, na páscoa, enquanto que em  outros os ovos verdadeiros tenham sido substituídos pelos de chocolate, tradição essa que não se encontra na Bíblia. Na verdade, esse costume tem origem em rituais pagãos. Na primavera, lebres ( e não coelhos) e ovos pintados eram considerados como símbolos da fertilidade e da renovação. Diz-se, ainda, que as sacerdotisas da deusa Eostre eram capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre abatida, talvez daí tenha se originado aquela musiquinha “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?”.
  A tradição de presentear com ovos comuns é muito antiga. Na Ucrânia, por exemplo,  centenas de anos antes de Cristo já se trocavam ovos pintados com motivos da natureza , lá chamados de ‘pêssanka”,  em celebração à chegada da primavera.
  Os chineses e os povos do Mediterrâneo também tinham o costume de dar ovos uns aos outros, para comemorar a chegada da primavera. Para que eles ficassem coloridos cozinhavam-nos com beterrabas, mas os ovos não eram para serem comidos, eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos da Europa.
  Um dia, os cristãos também adotaram esse costume, presenteavam com ovos, de galinha, de gansa,  pintados com motivos religiosos, como as figuras de Jesus ou de Maria.
  Já na Inglaterra, no século X, o rei Eduardo I ( 900 – 924) costumava presentear a realeza e seus súditos na Páscoa com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas, hábito que não durou por muito tempo, claro.
  Foi no século XVIII que confeiteiros franceses tiveram a ideia de confeccionar ovos com o chocolate para serem presenteados na Páscoa, chocolate esse que surgiu cerca de 1500 a.C no Golfo do México e que era sagrado para os Maias e os Aztecas e que apareceu na Europa no século XVI, vindo da América.
  Assim, a tradição da troca de ovos, sejam de chocolate ou não, é prática pagã, e não há motivos para que os cristãos a adotem.
  Paulo escreveu aos Coríntios: “Cristo é a nossa páscoa!” ( 1 Coríntios 5.7).
  Sua morte significou o nosso livramento, a nossa salvação.
  Feliz Páscoa !!
Fernando Marin