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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O Tempo e a Saudade



Se há um sujeito que eu admiro é o Josias Silva. Pastor, cantor gospel, uma pessoa sensível, inteligente e que escreve com o coração.

O Tempo e a Saudade me marcaram, pelo jeito simples e principalmente pela minha identificação com o narrado. Uma história parecida com a minha, quem não sente saudades da infância, das coisas que comia e amava comer, dos lugares onde ia?

Pedi a ele autorização para compartilhar com vocês.

Leia e viage no tempo.

Fernando Marin

O Tempo e a Saudade

Por: Josias Silva

Das coisas mais tristes, e também mais lindas de se sentir – é a saudade. A saudade é algo difícil de explicar, na realidade, toda emoção é difícil de explicar; e saudade é emoção. Saudade tem a ver com a alma. É como tentar explicar a lágrima, não há explicação, por mais cientificamente que se tente explicar, não pode explicar a vontade chorar. Saudade não se explica, se sente.
Saudade é como quando a gente é pequena,  e tem vontade de comer doce, a vontade não passa enquanto não comemos. Só que quando a gente é adulto, nem sempre conseguimos comer os doces que queremos, pois, às vezes, eles nem fazem mais parte desse mundo, ai, a vontade e saudade se confundem. Rubem Alves diz no seu livro Tempus Fugit, que significa – O tempo foge: “Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será”
Às vezes sinto saudades de coisas singelas – como ver meu pai chegando às sextas-feiras do trabalho e ficar feliz porque no sábado de manhã iríamos na casa do meu tio, Zequinha; ou para algum lugar que faríamos uma parada no “rancho da pamonha”. E eu iria me deliciar com saborosas pamonhas. Saudade de quando minha mãe fazia roupas para mim e eu saía me exibindo para meus coleguinhas da escola, me sentindo muito bem vestido e feliz; mas não havia sentindo de competição ou rivalidade, era tudo muito puro.

Saudade de quando íamos à igreja e não víamos maldade nas pessoas, não percebíamos que havia ganância por posição, status, poder e exclusivismos. Não se notava tanto egoísmo e egocentrismo. Deus era a única coisa que importava, parece que havia uma comunhão intensa entre a maioria; o comum era mais importante que o individual. Tudo parecia ser muito correto e havia um grande temor da maior parte de nós com as coisas de Deus. Nesse tempo ninguém precisava de subterfúgios para ir à igreja. E não havia, tal como Nicolau Maquiavel “os fins justificam os meios” para dar resultados – Jesus era o começo o meio e o fim.

Saudade de lugares que nunca mais vi; uma nostalgia que parece nos arrebatar. Saudade de ouvir meu irmão, o Quiel (como o chamávamos), cantando Caetano Veloso, e eu ficar de olho em seus dedos para aprender tocar violão; como na música Tigresa “E eu corri pra o violão num lamento, e a manhã nasceu azul. Como é bom poder tocar um instrumento”.

 Saudade de ser inocente e achar que todo mundo era bom, e que o futuro seria sempre um amanhã muito distante, pois ainda havia muito tempo. Saudade de boas risadas com amigos que eram mais que irmãos e que nunca esquecemos.

Saudade de quando era domingo de manhã, e minha mãe fazia cuscuz pernambucano para comermos. Hmm!, valia muito a pena acordar cedo. Saudade quando chegava à época de Natal, e meu pai trazia um panetone que ficava guardado em cima da geladeira para ser servido somente no Natal. E eu não via a hora de chegar o Natal para comê-lo!

Cecilia Meireles nos da uma ideia do que é saudade no poema “Silenciosas Lembranças”
De que são feitos os dias?

– De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,

momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.

De loucuras, de crimes,

de pecados, de glórias
– do medo que encadeia
todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,

dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças…


 Fernando Pessoa já diz de uma maneira mais nostálgica sobre a saudade:
Saudades! Tenho-as até do que me não foi nada, por uma angústia de fuga do tempo e uma doença do mistério da vida. Caras que via habitualmente nas minhas ruas habituais – se deixo de vê-las entristeço; e não me foram nada, a não ser o símbolo de toda a vida.

Saudade tem a ver com tempo. Saudade é a vontade de voltar a um tempo que já não existe, mas que ainda há dentro do coração. Rubem Alves diz: “A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar.” Alias o tempo é eterno, quem passa não é o tempo, somos nós. Por isso a alma eterniza a memoria do que já não há para nós, mas que, para ela (a alma) – ainda existe. A alma é nossa eterna finitude frente a infinitude de um momento. O tempo, no sentido cronológico, é criação humana. Pois o tempo em si é livre de tempo: é atemporal, é continuo, é perene – é eterno. A eternidade, sempre existiu. Na realidade, o tempo nunca houve, nem haverá, o tempo é o agora.

Depois que escrevi estas sentenças, fui ler o poeta dos poetas, T.S Eliot, e fiquei espantado com a constatação da similaridade de ideia em relação ao tempo; percebi que não estou só. Vejamos:
O tempo presente e o tempo passado. Estão ambos talvez presentes no tempo futuro. E o tempo futuro contido no tempo passado. Se todo o tempo é eternamente presente. Todo tempo é irremedivel. O que poderia ter sido é obstração Que permanece, perpétua possibilidade. Num mundo apenas de especulação. O que poderia ter sido e o que foi. Convergem para um só fim, que é sempre presente. Ecoam passos na memória. Ao longo das galerias que não percorremos. Em direção à porta que jamais abriu. Para o roseiral. Assim ecoam minhas palavras. Em tua lembrança.

Rubem Alves, parafraseando Adélia Prado, também tem alguma coisa a dizer em relação a eternidade e memoria, que poderíamos traduzir por Tempo e Saudade. Diz ele:
Aquilo que está escrito no coração não

necessita de agendas porque a gente não
esquece. O que a memória ama fica eterno.


O tempo e a saudade são amigos mais que inimigos. São instantes eternos que nos roubam a alma num sonho que sonhamos acordados e sempre existirá.
Servo de Cristo,
Josias Silva

Leiam mais outros lindos textos de Josias no blog:
https://crertambemepensar.wordpress.com/

Josias Silva

domingo, 8 de novembro de 2015

Política: participar ou ignorar?



Política: participar ou ignorar?


Por: Fernando Marin



 Política, palavra feminina que, de acordo com o Dicionário Michaellis significa “ arte ou ciência de governar, arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados“.

 É a política que cuida do governo e de tudo que envolve a administração pública no mundo todo, desde os tempos bíblicos.

 Já naqueles tempos haviam bons e maus governantes. Israel teve um total de 40 reis, e a Bíblia nos conta que uns fizeram governos bons e honestos, como Asa (1Rs15.9,10) e Josafá (1Rs22.42), por exemplo, e outros governaram mal e longe dos caminhos do que seria do agrado de Deus – Jeoás (2Rs 13.10) e Acabe (1Rs 16.28-30) são bons exemplos disso.

 Lendo o texto bíblico em Provérbios 29 . 2 (" Quando os honestos governam, o povo se alegra; mas,, quando os maus dominam, o povo reclama “), temos uma exata noção do que acontece nos dias de hoje, com o povo brasileiro.

 Há uma enorme insatisfação popular com o governo do país devido à crise econômica que nos assola e pelos escândalos éticos envolvendo a diretoria de empresas estatais e particulares, que teriam de alguma maneira beneficiado financeiramente políticos ligados a alguns partidos, há até mesmo uma grande operação apurando tudo isso, que já obteve bons resultados colocando na prisão e condenando vários nomes ligados ao esquema criminoso.

 Quando alguém se diz político hoje no Brasil é logo taxado de desonesto, corrupto ou sanguessuga do erário. A classe está mesmo muito mal vista pelo povo devido a todos esses fatos desabonadores a que assistimos nos noticiários diários. Parece que não há um político honesto sequer , é o que se diz.

 Não podemos pensar assim. Com certeza há pessoas de bem nesse meio, e se não há mais devemos nos culpar por isso, já que todos foram eleitos pelo voto popular e estão lá porque o povo depositou a sua confiança neles.

 Costumo dizer que , em relação a isso, temos dois caminhos a tomarmos. Ou permanecemos criticando, reclamando e sofrendo ou decidimos participar mais ativamente da vida política, procurando fazer com que nossos direitos de cidadãos sejam cumpridos, fiscalizando, cobrando e exigindo lisura em todos os processos da administração pública.

 Escolhi o segundo caminho, me filiando a um partido político e participando mais ativamente do processo. Sou criticado por alguns, que alegam que a política não é lugar para homens de bem, é reduto de corruptos e gente do mal.

Tenho que discordar disso, e com base na própria Bíblia. Ora, somos a luz desse mundo ("Vocês são a luz para o mundo". Mt 5.14) , ou seja, de acordo com Jesus o nosso papel é o de iluminar onde há trevas. O mal ( trevas) somente se instala onde o bem (luz) não está presente!

Jesus ainda nos ordena que devemos estar em todos os lugares, levando a Palavra ( "Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores".  Mt 28.19), devemos estar em todos os lugares, sendo exemplo, mostrando como obedecer a Cristo e fazendo novos discípulos.

 Lembro que a nossa missão é centrípeta ( para fora). A própria palavra igreja, é tradução do grego “ekklesia” , 'chamados para fora', aqueles que tem uma missão a cumprir pelo mundo.

 Não, Jesus não nos quer confortavelmente sentados nos bancos das igrejas, ele nos quer pelo mundo, pregando, dando bom testemunho, ocupando os espaços para que o mal não se instale. Afinal, se os maus estão no poder é porque os bons se omitiram, não é?

 Muitos creem que devemos orar pedindo a Deus que resolva todos os problemas, e se esquecem de que NÓS somos os braços e a boca Dele aqui na terra! Essa função é nossa, devidamente orientada e dirigida por Ele.

 Claro que a nossa vida espiritual é importante, e devemos orar, cultuar e nos colocarmos na presença de Deus. Mas, lembremos daquela passagem em Marcos 12.16 , onde o próprio Jesus ensina de que “Deem a César o que é de César , e deem a Deus o que é de Deus".

 Há um tempo para tudo em nossas vidas ("Tudo nesse mundo tem seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião". Eclesiastes 3.1).

 Há o tempo para estarmos nas igrejas, orando, cultuando, há o tempo do nosso trabalho, das nossas obrigações civis, do nosso descanso e lazer e há o tempo para a participação na vida pública, visando buscarmos as mudanças que tanto queremos para a nossa cidade e para o Brasil.

 Fica aqui o desafio: vamos ocupar a política nacional com homens de bem, para que possamos trazer paz, conforto, justiça e dignidade, principalmente para os mais pobres e que mais sofrem com a situação atual.

Fernando Marin





sábado, 10 de outubro de 2015

Cotidiano IV- O toma-lá-dá-cá




Cotidiano IV - O toma-lá-dá-cá

Fernando Marin


"Quando os bons alcançam o poder, todos festejam; mas, quando o poder cai nas mãos dos maus, o povo se esconde de medo." Provérbios 28-12 NTLH

 Na Bíblia temos vários exemplos de reis e governantes, muitos tidos como bons e honestos e outros maus , exploradores do povo e distantes dos caminhos de Deus.

 Não muito diferente do que vemos hoje, aqui mesmo em nosso país.

Vivemos uma época em que a política está efervescente, com ameaças de impeachment da presidenta, onde se divulga que o presidente da Câmara possui alguns milhões de dólares em contas no exterior e estamos ,ainda, em meio a uma grande investigação, a chamada “Lava-Jato”, que já atingiu a muitas pessoas importantes e conhecidos empresários e políticos, envolvidos com a corrupção que sempre grassou livre por aqui.

 Enquanto as acusações mútuas e negativas de culpa ocupam a mídia, vivemos uma crise econômica muito grave, que vem atingindo diretamente aos trabalhadores com o desemprego, aos pequenos e médios empresários e à maioria da população, que tem sofrido com a alta de preços, principalmente da energia elétrica e dos combustíveis, sem falar na ameaça do ressurgimento de um imposto já extinto, tão criticado anteriormente pelos atuais governantes do país, e que agora reaparece como a grande saída para equilibrar o orçamento nacional: a CPMF.

 Alegam os do governo que esse imposto é “leve”, apenas 0,20 % de tudo o que se sacar dos bancos, e que as pessoas “pagariam sem sentir” , que não seria um fator de aumento de preços e que não prejudicaria mais às camadas mais pobres do povo.

 Mentira.

 Os que alegam isso se esquecem de que esse imposto é pago em “cascata”, quer dizer, em todos os elos da cadeia produtiva, por isso ele causa, sim, aumento de preços, mais recessão e mais inflação.

 E o governo já se movimenta para a recriação da “contribuição”, distribuindo cargos, ministérios e verbas para os redutos dos deputados e senadores, que deveriam representar os interesses do povo.

 Volto para a Bíblia, para o texto de Romanos 13, onde o verso 1 diz “Obedeçam às autoridades, todos vocês. Pois nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus, e as que existem foram colocadas nos seus lugares por ele. "

 Sim, Deus nos manda obedecer às autoridades, lembrando que foi Ele quem as pôs em seus lugares, mas, quando lemos mais adiante - "É por isso também que vocês pagam impostos. Pois, quando as autoridades cumprem os seus deveres, elas estão a serviço de Deus. Portanto, paguem ao governo o que é devido. Paguem todos os seus impostos e respeitem e honrem todas as autoridades." (versículos 6 e 7).

 Fica aí a questão: as nossas autoridades estão cumprindo com seus deveres?

 Esse é o tema para a nossa reflexão.

Fernando Marin

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Meio ambiente: alerta vermelho!


Meio ambiente: alerta vermelho!



Por: Fernando Marin



O sinal de alerta foi dado: uma crise hídrica sem precedentes está ameaçando a população de São Paulo e de outras cidades no Brasil. De dois anos para cá a quantidade de chuva diminuiu bastante, mostrando a fragilidade dos sistemas de captação e abastecimento de muitas cidades.

Em algumas regiões do nordeste, não chove há mais de dois anos,e a situação é crítica.

Mananciais importantes, como os rios São Francisco e Paraíba do Sul , estão com seus níveis abaixo do normal, deixando muitas populações na iminência da seca.

As previsões não são animadoras, os técnicos preveem um índice de chuvas abaixo do normal para esse ano.

O que está acontecendo com o nosso planeta?

Desde a Revolução Industrial , no século XVIII, o homem vem explorando de forma insustentável os recursos naturais. O consumo de carvão fóssil na Europa, já naquela época, jogou milhares de toneladas de resíduos na atmosfera, e daí para a frente nosso planeta vem sofrendo com a poluição ambiental e, mais recentemente, com o efeito estufa, um aquecimento causado pela grande quantidade de gases poluentes pairando no ar.

Com isso, a temperatura global vem aumentando, causando o derretimento do gelo nas calotas polares e o consequente crescimento do nível do mar, o que põe em risco a maioria das cidades costeiras no mundo, em um futuro muito próximo.

O aquecimento também causa uma maior evaporação das águas, principalmente as dos oceanos, tendo como consequência a formação de nuvens mais pesadas que irão gerar tempestades, furacões e tornados cada vez mais violentos.

O aquecimento global também tende a causar um aumento de temperatura no verão – o que já vem ocorrendo – e um esfriamento maior no inverno, principalmente no hemisfério norte, com nevascas duradouras e muito mais devastadoras a cada dia.

Cidades cada vez maiores e mal planejadas permitem que os esgotos sejam despejados diretamente nos rios e mares, por falta de planejamento urbano, de investimentos e de educação de seus habitantes.

Apavorante a estatística apresentada pelos estudiosos do assunto : hoje tiramos da natureza 30% a mais do que ele pode repor, ou seja, a necessidade da sustentabilidade foi deixada de lado há tempos, em nome da necessidade do lucro imediato.

Outro fator de degradação ambiental é o acúmulo de grandes quantidades de lixo, em lixões e aterros sanitários, que geram enormes quantidades de gás metano, o maior causador do aquecimento da atmosfera. Esse gás também está presente em grande quantidade no fundo dos oceanos, e vem sendo liberado pelo derretimento das geleiras e pelo aumento da temperatura do mar, ampliando ainda mais o aquecimento e a poluição.

O consumismo exagerado e sem critérios vem criando montanhas enormes de lixo, havendo a necessidade de se separar áreas cada vez maiores para que se criem aterros sanitários. Imaginem que no Brasil apenas 7% dos municípios realizam a coleta seletiva e a reciclagem de seus detritos, um número muito abaixo do que seria o ideal. Assim, 93% das cidades brasileiras jogam 100% de seu lixo nos aterros, o que causa o seu exaurimento em poucos anos e a permanente necessidade de se prepararem novas áreas para esse uso.

Quando recorremos à Bíblia, aprendemos que Deus , ao criar todas as coisas, nos preparou um planeta maravilhoso, dotado de uma natureza perfeita e de tudo o que necessitamos para uma existência saudável. A Terra tem a distância ideal do sol para nos prover uma vida confortável, nem fria nem quente demais, nossa atmosfera tem os gases necessários nas doses exatas para que a criação respire com normalidade, os oceanos tem o índice ideal de sal e demais minerais para suprir a sua abundante vida. E o homem foi criado por Deus para dominar e cuidar de todos os seres vivos e de tudo o que compõe a natureza, que lhe seria útil para a sua sobrevivência e a das demais gerações posteriores.

No entanto, a ganância do ser humano quebrou a harmonia da Criação, e hoje a ideia de que outras pessoas virão depois de nós foi esquecida.

Esquecemos de que somos pó, e ao pó voltaremos ( Genesis 2.7)

Não levaremos nada dessa vida, como disse Jó ( Jó 1.21) “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei a ele” . A Criação é obra de Deus , e a Ele pertence!

Estamos aqui de passagem, como inquilinos e administradores, e prestaremos contas a Ele por tudo o que fizemos e pelo que deixamos de fazer (Mateus 25. 31-46).

Sim, cuidar da terra é nossa missão, mas ela não nos pertence!

Lembremos disso e mudemos imediatamente de atitudes, ou a vida de nossos filhos e netos estará ameaçada


É mais que hora de mudanças !

Fernando Marin

domingo, 26 de julho de 2015

O Verdadeiro Papel da Igreja




O Verdadeiro Papel da Igreja



Por: Fernando Marin



 Acompanhando a mídia temos visto muitos fatos relativos à Igreja hoje, alguns positivos e muitos negativos. Em grupos de internet do qual faço parte, são inúmeras as discussões, muitas infrutíferas, como, por exemplo, a da ordenação ou não de mulheres ao pastorado, pelos batistas, se o crente pode ou não beber ou fumar, se as músicas que devem ouvir devem ser essas ou aquelas, e por aí vai.

 Temos visto até mesmo alguns fatos estranhos, como a construção de templos imitando os antigos judaicos, candelabros e shofares, o que nos remete aos tempos do Antigo Testamento, ou seja, do judaísmo, quando na verdade estamos no tempo da Graça, do cristianismo, numa tentativa de se pregar Jesus fora se seu contexto histórico.

 Fora isso, acompanhamos nas mídias pastores e outros tipos de lideranças que se colocam como guardiães da Palavra, porém com atitudes de afronta, de polêmica que vem apenas a criarem um clima quase que de guerra entre os cristãos e aqueles que, por opção própria, decidiram traçarem outros caminhos para as suas vidas.

 Outros, optam por pregarem doutrinas próprias, bastante diferentes das que são ensinadas e ordenadas pela Bíblia, com teologias criadas por eles mesmos e sem nenhum fundamento nas Escrituras.

 E me pergunto: foi isso que Cristo nos ensinou? Será que Ele está satisfeito com os rumos que a Sua igreja vem tomando em nossos tempos? Creio que não, na sua condição de Deus Ele mesmo deixou a pergunta “ Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18.8).

 Creio que, como igreja, estamos bastantes distantes do que Jesus nos deixou como missão.

 Vivemos uma época de templos lotados, mas, de crentes vazios, confortavelmente instalados em bancos de boa qualidade, ar-condicionado, som e mídias de alta tecnologia, cantando “louvores” ( muitos deles repletos de heresias e de falsa teologia), preparando eventos diversos, muitas vezes apenas para entreter as pessoas mas que nada tem a ver com aquilo que nos foi ordenado pelo Mestre.

 Construímos templos cada vez maiores e melhores, repletos de salas para abrigar os alunos da Escola Bíblica, salas essas que permanecem fechadas pelo resto da semana, sem utilização alguma, e que poderiam render ótimos frutos se fossem colocadas à disposição da comunidade.

 Oramos e contribuímos financeiramente para Missões, na certeza de que Deus levantará alguém que se disponha a ir ao campo fazer o trabalho, enquanto permanecemos na nossa zona de conforto, certos de que cumprimos com o nosso dever.

 Entregamos nosso dízimo e ofertas , afinal é a nossa obrigação, ou não é? 

 Frequentamos os cultos aos domingos, e assim pensamos que Deus está muito satisfeito conosco, afinal, cumprimos com todas as nossas obrigações, não é verdade?

 Será que é essa a verdadeira missão da Igreja? O que diz a Bíblia?

 No Evangelho de Mateus, capítulo 28, está o que se costuma chamar de “A Grande Comissão” , ou seja, a Missão que Jesus nos deixou como Sua igreja.

 Vou copiar o texto: “Então Jesus chegou perto deles e disse: — Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo  e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.” (Mateus 28, 18-20 NTLH)

 Lendo o texto, vimos que o Mestre antes de mais nada informou que estava na autoridade do Pai, recebeu Dele TODO o poder na terra, tinha autoridade para determinar os rumos que seus discípulos deveriam tomar, a partir dali.

 Então, determinou que fôssemos a TODOS os povos do mundo, ou seja, a TODOS os lugares, perto ou longe, sejam nossos vizinhos ou não, fazendo que sejam seguidores de Jesus. Quer dizer, Ele nos determinou que pregássemos o evangelho a todos, com palavras, com testemunho de vida, com atitudes ou da maneira com que fomos capacitados pelo Espírito, batizando as pessoas, fazendo com que elas demonstrassem publicamente essa escolha por uma nova vida.

 E mais, ensinando-as a obedecer a TUDO o que Ele nos ordenou: cuidar do próximo, amar, perdoar, curar, alimentar e a fazer novos discípulos, pessoas que também seguirão no mesmo propósito, de espalhar as boas novas.

 Mas, Jesus não nos deixou sós. Ele afirma que estará conosco TODOS os dias, ou seja, sempre, a cada momento, nos capacitando e fortalecendo para o cumprimento dessa Missão.

 Assim, podemos entender que a Igreja de Cristo não permanece dentro dos templos, mas, sim, pelo mundo afora, demonstrando às pessoas o amor que Jesus tem por todos, agindo em nome Dele e como Ele, falando, ensinando, vivendo da maneira como Ele nos ensinou.

 Agora, fica aqui o desafio: reflita, é isso o que vem acontecendo no seio da igreja?


 Sempre é tempo de mudarmos.

Fernando Marin

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A Família Tradicional Ameaçada !




  Temos acompanhado as notícias acerca da questão da Ideologia do Gênero, se ela será ou não adicionada no Plano de Educação de seu município.

  A questão é séria e corremos o risco de , caso aprovada, colaborarmos para a extinção da família tradicional.

  Como muitos ainda não tem conhecimento acerca da seriedade dessa questão, publico um artigo esclarecedor de autoria do Pastor Luciano Estevam Gomes, muito bem redigido, e que poderá esclarecer os fatos para que todos possamos tomar posição acerca dele.

  A inclusão, ou não da Ideologia de Gênero se dará por votação na Câmara de Vereadores de cada município, e as discussões estão abertas.

  Aqui em nossa cidade, Rio das Ostras (RJ), felizmente essa proposta de inclusão não foi aprovada.

  E aí, na sua cidade? Como está sendo vista essa questão?

  Informe-se, envie e-mails ao seu vereador rechaçando o que pode ser o fim das famílias.

Fernando Marin


FAMILIA TRADICIONAL AMEAÇADA!


Pr. Luciano Estevam Gomes

 Você concorda que expressões como "PAI" e "MÃE" sejam excluídos de nossa vivência como sociedade? Pois é isso que o Governo Brasileiro tem como proposta, em parceria com a OAB, para atender a "Agenda Gay" brasileira. É justo, por causa de um grupo específico e minoritário, ver toda a sociedade ser prejudicada em sua tradição? Será que de fato é necessário, por causa dos "direitos" dos homossexuais, palavras tão ternas e doces como "mãe" e "pai" serem excluídas de nossa cultura? 

 Talvez você não perceba a grande batalha que existe entre os que defendem a família tradicional, e os que desejam ver o seu fim.
Atualmente a família corre um risco muito grande por causa da ideologia marxista, denominada: "Ideologia do Gênero", pouco a pouco aplicada em nossa educação e cultura através do Governo Federal, para atender aos desejos dos que optam livremente pela prática homossexual.

 A ideologia do gênero propõe que os pais não tenham nenhum tipo de controle sobre os seus filhos, e as propostas que estão sendo votadas no Congresso Nacional, já sob a influência desta ideologia, definem que as crianças assimilem:

        * Que não há uma identidade masculina e nem feminina;
        * Que homem e mulher não são necessariamente complementares;
        * Que não há uma vocação própria para cada um dos sexos;
        * E, finalmente, que tudo é permitido em termos de prática sexual.

Pasmem! Tudo isso ensinado nas escolas, sem a anuência da família.

 A origem da ideologia de gênero é marxista. Note-se que a doutrina marxista não se contenta apenas com melhorias para a classe proletária. Ela considera injusta a simples existência de classes. Não pode existir o “proletário” nem o “burguês”. A felicidade virá em uma sociedade sem classes – o comunismo – onde tudo será de todos

 Este é o discurso marxista defendido pela feminista radical Shulamith Firestone (1945-2012), que em seu livro A dialética do Sexo (1970) defende, não apenas o término dos privilégios dos homens sobre as mulheres, o que é legítimo, mas a própria eliminação da distinção entre os sexos. O fato de haver "homens" e "mulheres" é, por si só, inadmissível para ela.


 Com esta ideologia, os sexos estão destinados a desaparecer, ato contínuo,  também desaparecerão todas as proibições de práticas sexuais, como o incesto e a pedofilia. Diz Firestone: O tabu do incesto é necessário agora apenas para preservar a família; então, se nós acabarmos com a família, na verdade acabaremos com as repressões que moldam a sexualidade em formas específicas. Firestone continua: Os tabus do sexo entre adulto/criança e do sexo homossexual desapareceriam, assim como as amizades não sexuais. Todos os relacionamentos estreitos incluiriam o físico. Firestone trata "pedofilia" e "incesto" como tabus a serem vencidos.

 A nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC), elaborada pela Comissão Especial de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), está amplamente baseada nesta ideologia e tem na senadora Marta Suplicy (PT-SP), atual Ministra da Cultura, sua madrinha e defensora.
O texto da PEC tem a pretensão de introduzir na Constituição Federal, todas as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que favorecem a "agenda gay".

De acordo com a agência de notícias do Senado, “a PEC tem como um de seus principais pontos a criminalização da homofobia, e estabelece pena de dois a cindo anos de reclusão para aqueles que praticarem atos de discriminação e preconceito em virtude da orientação sexual de alguém. A mesma punição se estende aos que incitarem o ódio ou pregarem [contra a] orientação sexual ou identidade de gênero”.

 Segundo Júlio Severo, esta PEC (Proposta de Emenda Constitucional), traz os seguintes perigos para as famílias brasileiras:

Legitimação da PEDOFILIA e outras anormalidades sexuais: Título III, Art. 5º § 1º – É indevida a ingerência estatal, familiar ou social para coibir alguém de viver a plenitude de suas relações afetivas e sexuais”.


 Note a inclusão do termo "ingerência ... familiar" em matéria tida tradicionalmente como de responsabilidade da família. Sob essa lei, a família nada poderá fazer para orientar os filhos sobre um desvio de comportamento ou mesmo um problema sexual. Numa atrevida atitude marxista, o estado assume a tarefa de família e impede a sua interferência.

Retirar o termo PAI E MÃE dos documentos: Título VI, Art. 32 – Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte, carteira de habilitação, não haverá menção às expressões “pai” e “mãe”, que devem ser substituídas por “filiação”.


 Essa lei visa beneficiar diretamente os ajustamentos de comportamentos homossexuais para o reconhecimento como família. Para que as crianças se acostumem com “papai e papai” ou “mamãe e mamãe”, a PEC tem como objetivo eliminar da mente delas o tradicional: “papai e mamãe”.

Contos infantis que apresentem casais heterossexuais devem ser banidos se também não apresentarem duplas homossexuais travestidas de casais: Título X, Art. 61 – Os estabelecimentos de ensino devem adotar materiais didáticos que não reforcem a discriminação com base na orientação sexual ou identidade de gênero”.

 Nossos filhos serão mergulhados em uma massificação do pensamento homossexual, cujo tema sexualidade, ao juízo da família, ainda não seria introduzido, pois seriam estimulados pelos contos travestidos de homossexualidade, a pensarem na prática sexual antes do tempo.

As escolas não podem incentivar a comemoração do Dia dos Pais e das Mães: Título X, Art. 62 – Ao programarem atividades escolares referentes a datas comemorativas, as escolas devem atentar à multiplicidade de formações familiares, de modo a evitar qualquer constrangimento dos alunos, filhos de famílias homo afetivas”.

 Completo sepultamento da nossa cultura de homenagem ao dia dos pais, sendo o homem a figura do "pai" e a mulher como figura de "mãe".

“Casos de pedofilia homossexual irão correr em segredo de justiça: Título XIII, Art. 80 – As demandas que tenham por objeto os direitos decorrentes da orientação sexual ou identidade de gênero devem tramitar em segredo de justiça”.


 Certamente para a proteção da imagem de homossexuais envolvidos na prática de pedofilia, a fim de não provocar a reprovação da sociedade, já que a tendência é acontecer vários casos, já que na sala de aula o professor será obrigado a estimular os seus alunos a prática homossexual.

Uso de banheiros e vestiários de acordo com a sua opção sexual do dia: Título VII, Art. 45 – Em todos os espaços públicos e abertos ao público é assegurado o uso das dependências e instalações correspondentes à identidade de gênero”.


 Se aprovada esta PEC, os espaços públicos terão que ter um banheiro alternativo, ou os heterossexuais terão que conviver com o constrangimento de aceitar que no mesmo banheiro de nossas filhas, esposas avós, alguém que optou por um gênero sexual diferente, que lhe pareça a melhor para aquele dia.

“Não é permitido deixar de ser homossexual com ajuda de profissionais nem por vontade própria: Título VII, Art. 53 – É proibido o oferecimento de tratamento de reversão da orientação sexual ou identidade de gênero, bem como fazer promessas de cura”.


 Seremos proibidos de ajudar um filho ou filha que deseje abandonar a prática homossexual. 

Direito para iniciar aos 14 anos os preparativos de cirurgia para mudança de sexo que só poderá acontecer aos 18 anos. (Inicia-se com hormônios sexuais para preparação do corpo): Título VII, Art. 37 – Havendo indicação terapêutica por equipe médica e multidisciplinar de hormonoterapia e de procedimentos complementares não cirúrgicos, a adequação à identidade de gênero poderá iniciar-se a partir dos 14 anos de idade. Título VII, Art. 38 - As cirurgias de redesignação sexual podem ser realizadas somente a partir dos 18 anos de idade”.


 A família nada poderá fazer, nem mesmo orientar seus filhos sobre qualquer influência neste assunto, desconsiderando completamente as influências que nossos filhos poderão receber da "ditadura gayzista", estimulada na escola.

O Kit Gay em escolas públicas será desnecessário, pois será dever do professor sempre abordar a diversidade sexual e consequentemente estimular a prática: Título X, Art. 60 – Os profissionais da educação têm o dever de abordar as questões de gênero e sexualidade sob a ótica da diversidade sexual, visando superar toda forma de discriminação, fazendo uso de material didático e metodologias que proponham a eliminação da homofobia e do preconceito”.


 A família não poderá interferir quando um professor(a) estiver estimulando seu filho na prática da homossexualidade, ou seja, neste caso a pedofilia não existirá mais e nossos filhos correrão perigos dos mais absurdos que você possa imaginar.

 A família como de fato a conhecemos está em grande perigo. Não há como entender que mesmo aqueles que têm suas preferências sexuais respeitadas, exijam que nossos valores e princípios sejam desrespeitados por uma ideologia marxista, funesta e destruidora dos mais elementares princípios e valores criados por Deus e mantidos por nossos pais, avós, bisavós e toda a nossa ascendência.

O que os pais devem fazer? 

1) Preste a atenção nos livros educacionais de seus filhos que, mesmo sem a aprovação da referida PEC, já segue as orientações do PNDH-3 no seu Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática "d", que diz: “reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade”. Preste a atenção nisso: A lei assinada por Lula, determina a “desconstrução da heteronormatividade". Para o governo, não basta "construir a homonormatividade", é necessário "desconstruir a (heteronormatividade", que é a prática na qual homens só se casam com mulheres, e mulheres só se casam com homens. Com esta desconstrução, "família" passa a ser designada como qualquer aglomerado de pessoas, com qualquer tipo de comportamento sexual. 

2) Converse com seus filhos sobre o respeito pelos que optam por uma orientação sexual diferente, sem abrirem mão do direito de opinião contrária, principalmente em defesa dos valores da família tradicional. Devemos estar atentos a qualquer ação agressiva ou discriminatória, condenação judicial ou mesmo prisão sobre o direito de opinião de que somente se constitui uma família, quando um homem se casa com uma mulher, para denunciarmos estas ações contrárias ao direito de opinião como heterofobicas. A liberdade de expressão nos dá o direito de opinião.

3) Escreva para os políticos e diga o que você não concorda desta PEC, com a ditadura gay imposta e apoiada pelo próprio governo e seu partido. Ligue para o Senado que estará votando esta matéria em breve, e dê sua opinião.

4) Crie grupos de estudos/debates dentro das escolas, para conhecer a "Ideologia do Gênero" e suas influências no programa de governo para a educação, analisando suas intenções que colidem com os de uma sociedade cristã, e que coloque a família tradicional em risco. 

 Devemos lembrar aos que defendem a destruição da família tradicional, que em numa sociedade democrática todos tem o direito de escolher a opção sexual que mais lhe agrade, entretanto, ninguém pode ser impedido de ter opinião contrária a esse respeito, e nem impedido de continuar considerando a família da mesma forma como nossos antepassados a trataram. 

 É um trabalho paciente, pois nem todos compreendem a importância e a extensão do problema. A vitória da ideologia de gênero significaria a permissão de toda perversão sexual (incluindo o incesto e a pedofilia), a incriminação de qualquer oposição ao homossexualismo, a perda do controle dos pais sobre a educação dos filhos, a extinção da família e a transformação da sociedade em uma massa informe, apta a ser dominada por regimes totalitários.


 É a própria família brasileira que está em jogo.

Pr. Luciano Estevam Gomes 
Especialista em Educação
Pastor da PIBARA
Primeira Igreja Batista em Aracruz-ES

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Polêmica Cotidiana




Polêmica Cotidiana


Por: Fernando Marin




 Dia dos namorados chegando, e a grande discussão do momento é a publicidade de uma rede de perfumarias, que mostra namorados entregando presentes aos seus pares. O que choca a muitos é que esses pares são do mesmo sexo, casais homossexuais.

 Muitos sugerem um grande movimento de boicote aos produtos dessa rede, muito conhecida, outros se dizem indignados, outros, ao contrário, não se abalam, já se sentem acostumados com fatos assim e já os aceitam como normais.

 Sim, sabemos que a Bíblia condena o homossexualismo, embora Jesus nos deixe claro que devemos amar a todos da mesma maneira com que nos amamos a nós mesmos (Mateus 22,39 ).

 Aliás, a Bíblia condena os roubos, os assassinatos, o adultério, a bebedeira e outras coisas ruins mais. Está lá, em 1 Coríntios 6.9,10 ("Vocês sabem que os maus não terão parte no Reino de Deus. Não se enganem, pois os imorais, os que adoram ídolos, os adúlteros, os homossexuais,   os ladrões, os avarentos, os bêbados, os caluniadores e os assaltantes não terão parte no Reino de Deus".).

 Porém, o verso 10 deixa claro que “Alguns de vocês eram assim. Mas foram lavados do pecado, separados para pertencer a Deus e aceitos por ele por meio do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus.” . Quer dizer, por meio de Jesus somos justificados e tomamos nossos lugares como filhos de Deus, na vida eterna.

 Assim, boicotes, choro, reclamações ou qualquer outro movimento que não a evangelização, a entrega do Evangelho para que aqueles que ainda não O conhecem, com certeza não serão capazes de reverter essa situação.

 Impor o evangelicalismo à força, por meio de boicotes ou coisas parecidas, não é a tarefa que Jesus nos determinou. Nossa missão é , palavras de Jesus , “Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo 28.20   e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”.

 Nossa missão não é boicotar, reclamar, indignar. É levar a Palavra e fazer discípulos!

 Se fatos assim acontecem, é porque a Igreja, em muitos casos, não tem cumprido com a sua tarefa a contento, é porque ela se fechou em si mesma, como um clube social, onde as pessoas comparecem costumeiramente nas suas melhores roupas, participam juntas das celebrações, festas, jantares e se esquecem completamente das mazelas que acontecem do lado de fora, muitas vezes na porta dos templos.

 O Evangelho é para ser pregado e ... vivido!!!

 Termino citando João 13.34,35 “  Eu lhes dou este novo mandamento: amem uns aos outros. Assim como eu os amei, amem também uns aos outros. Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos.”

 Julgar e condenar também são pecado ("Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus. Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros." Mateus 7.1,2 NTLH).

 Mais amor, mais evangelização, mais vida com Cristo, é isso que mudará situações como essas.


 O crescimento numérico dos muçulmanos no mundo


 Outra publicação que me chamou a atenção foi uma postagem em um grupo da internet de uma matéria publicada no Jornal Batista, baseada em uma matéria da Folha de São Paulo, de 2 de abril último.

 Nessa matéria, a Folha citava uma pesquisa do Pew Research Center que, analisando uma série de dados, informava da possibilidade de, em 2100, o número de muçulmanos vir a superar o de cristãos no mundo.

 O instituto de pesquisas norte americano afirma que as altas taxas de natalidade do povo islâmico ( 3.1 filhos por mulher) seriam as responsáveis pelo crescimento do islã, já que uma mulher cristã tem cerca de 2,7 filhos, e que essa taxa está em decréscimo.

 Assim, a sugestão do instituto, confirmada pelo autor do texto que li, é que o melhor método para o crescimento dos cristãos no mundo é ... a cama!! Sim, os cristãos deveriam, segundo o pastor que assina o texto, usar mais a cama como forma de aumentarem o número de filhos e, assim, fazer frente ao crescimento dos muçulmanos no planeta.

 Aí, não pude evitar um pensamento: estamos em disputa numérica com alguma outra religião?

 O pastor que escreve essa mensagem afirma que deveremos, nos púlpitos e em aconselhamento ,incentivar que os casais cristãos tenham mais filhos, e que deixem de lado a preocupação com as eventuais crises financeiras , que tenham fé que Deus proverá a educação e o sustento desses filhos.

 Não sei de onde o pastor em questão tirou essa ideia, eu até o respeito pelo ótimo trabalho que vem fazendo com as famílias, porém essa “disputa” religiosa não pode e nem deve ser ganha numericamente, mas sim através da qualidade.

 Qualidade de trabalho cristão! Evangelização, vida cristã, o cumprimento do ‘ide’ de Jesus.

 Esse pensamento de que filhos de cristãos também serão cristãos por sí só não significa incremento do número de seguidores de Cristo.

 Portanto, façamos aquilo que Jesus nos ordenou: saiamos pelo mundo pregando o Evangelho, batizando e fazendo discípulos.

 É assim que o povo cristão multiplica.

Fernando Marin