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domingo, 27 de dezembro de 2015

Palavra de fé para o ano novo.



Palavra de fé para o ano novo




Por: Fernando Marin






 Fim de ano e as mensagens para o que se inicia estão chegando, todas esperançosas de tempos melhores e de realizações que não puderam se concretizar no ano que ora finda.

 2015 foi mesmo um ano difícil, para todos. Uma crise econômica inesperada pela população pegou a muitos desprevenidos e os estragos foram grandes. Desemprego, inflação alta, queda nos negócios, um ano para ser mesmo esquecido.

 Alguns vêm o novo ano com desconfiança, outros com medo, poucos esperam mudanças positivas, e por isso estão cautelosos. Na verdade, espero que o novo ano se inicie com muitas dificuldades, porém vejo uma luz no fim do túnel já no último bimestre – numa perspectiva otimista.

 Vejo as pessoas abatidas, e nesse momento é que devemos fortalecer nossa fé e esperança em tempos melhores.

 Tudo isso me lembra do texto bíblico em Josué 1.

 Moisés, que liderava a caminhada do povo hebreu com destino à terra prometida, havia morrido. Deus levantou Josué como o novo líder e o encarregou de conquistar a terra. Isso demandava muitas lutas, guerras e enfrentar o desconhecido.

 Muitos de nós se sentem assim em relação ao ano de 2016, enfrentando o desconhecido. O que virá pela frente?

 Mas, Deus diz a Josué: "Seja forte e muito corajoso. Tome cuidado e viva de acordo com toda a Lei que meu servo Moisés lhe deu. Não se desvie dela em nada e você terá sucesso em qualquer lugar para onde for. " (Josué 1.7) .

 Seja forte e corajoso! E, principalmente, siga sempre a Palavra do Senhor! Viva dessa maneira, e você com certeza vencerá todas as batalhas!

 Creio que essa é a palavra de ordem para o ano novo: coragem ! Enfrentemos a crise com coragem, fé e disposição, afinal sabemos que Deus está conosco, assim como esteve com Josué naquele momento.

 Deixo para todos um versículo apenas da Bíblia, uma palavra de encorajamento para que possamos passar pelas dificuldades que surjirem com determinação, para que recebamos a força que necessitamos para enfrentar as lutas que virão com a certeza de que não estamos sós!

 "Lembre da minha ordem: Seja forte e corajoso! Não fique desanimado, nem tenha medo, porque eu, seu Deus, estarei com você em qualquer lugar para onde você for!"  ( Josué 1.9 NTLH).

Feliz Ano Novo ! Com fé e coragem!

Fernando Marin


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A Igreja e o Estado




 Um texto para a reflexão de todos, afinal, Estado e Igreja devem caminhar juntos?

 Aqui, meu amigo Leonardo Stuepp dá a sua opinião. Leonardo é professor, escritor, pensador católico, participa ativamente da vida na sua comunidade de fé em Blumenau, Santa Catarina e é conhecedor de todos os documentos e rotinas que norteiam a Igreja Católica Romana.

 Em um momento em que vivenciamos movimentos sociais que visam a implantarem novas modalidades de pensamentos sobre opção sexual, diversidade familiar, como deverá acontecer a ação da igreja ?

 Tenho analisado a atuação do papa Francisco e noto que ele se coloca como pastor, muito mais do que como Chefe de Estado.

 Qual deve ser o verdadeiro papel da igreja no mundo atual?



A Igreja e o Estado. O fim do Estado do Vaticano como necessário para a sobrevivência da Igreja Católica. Uma reflexão para o futuro.


Por: Leonardo Stuepp



 Algo está me atormentando a tempos quanto aos rumos da minha amada Igreja Católica Apostólica Romana.

  De seu início lá na Igreja Primitiva, onde, com os encontros e o sangue de milhares de mártires foi se construindo historicamente, com a complementação dos Evangelhos e de todo o Novo Testamento, com os escritos dos Padres e Doutores da Igreja, chegando a tornar-se a religião oficial de um Império, quando assume um papel quem sabe até necessário no contexto histórico, que muito colaborou para o bem das populações, mas ao mesmo tempo, muito colaborou para um lado obscuro, sendo participante e até conivente com muitas barbáries praticadas em nome de Deus.

 Foi poderosa, onde seu Chefe o Papa teve um poder temporal impensável nos dias de hoje.

  Com o caminhar lento e gradual da História, a Igreja aos poucos foi se distanciando do Estado, mas nem sempre o Estado da Igreja. Chegamos ao nosso tempo em que a maioria dos estados ocidentais se declaram laicos e, uma diversificação inumerável de denominações cristãs fazem com que a importância católica no mundo se torna bem menor.

  Nesse nosso mundo instantâneo, onde as comunicações são imediatas, onde as palavras e imagens circulam à velocidade da luz, a pessoa do Papa em suas duas figuras, a de Chefe da Igreja e de Chefe de Estado, não têm mais um sentido verdadeiro ( causando grandes confusões nas declarações do Papa em solenidades oficiais perante Chefes de Estado) considerando-se o fim a que a Igreja existe, ou seja sua missão, que é de evangelizar.

 Penso que falta ainda mais um passo para a Igreja voltar a ser novamente a Barca de Pedro: acabar com o Estado do Vaticano. O Papa tornar-se tão e simplesmente o Pastor da Igreja, sem vínculo algum com um Estado.

 Leonardo Stuepp

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O Tempo e a Saudade



Se há um sujeito que eu admiro é o Josias Silva. Pastor, cantor gospel, uma pessoa sensível, inteligente e que escreve com o coração.

O Tempo e a Saudade me marcaram, pelo jeito simples e principalmente pela minha identificação com o narrado. Uma história parecida com a minha, quem não sente saudades da infância, das coisas que comia e amava comer, dos lugares onde ia?

Pedi a ele autorização para compartilhar com vocês.

Leia e viage no tempo.

Fernando Marin

O Tempo e a Saudade

Por: Josias Silva

Das coisas mais tristes, e também mais lindas de se sentir – é a saudade. A saudade é algo difícil de explicar, na realidade, toda emoção é difícil de explicar; e saudade é emoção. Saudade tem a ver com a alma. É como tentar explicar a lágrima, não há explicação, por mais cientificamente que se tente explicar, não pode explicar a vontade chorar. Saudade não se explica, se sente.
Saudade é como quando a gente é pequena,  e tem vontade de comer doce, a vontade não passa enquanto não comemos. Só que quando a gente é adulto, nem sempre conseguimos comer os doces que queremos, pois, às vezes, eles nem fazem mais parte desse mundo, ai, a vontade e saudade se confundem. Rubem Alves diz no seu livro Tempus Fugit, que significa – O tempo foge: “Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será”
Às vezes sinto saudades de coisas singelas – como ver meu pai chegando às sextas-feiras do trabalho e ficar feliz porque no sábado de manhã iríamos na casa do meu tio, Zequinha; ou para algum lugar que faríamos uma parada no “rancho da pamonha”. E eu iria me deliciar com saborosas pamonhas. Saudade de quando minha mãe fazia roupas para mim e eu saía me exibindo para meus coleguinhas da escola, me sentindo muito bem vestido e feliz; mas não havia sentindo de competição ou rivalidade, era tudo muito puro.

Saudade de quando íamos à igreja e não víamos maldade nas pessoas, não percebíamos que havia ganância por posição, status, poder e exclusivismos. Não se notava tanto egoísmo e egocentrismo. Deus era a única coisa que importava, parece que havia uma comunhão intensa entre a maioria; o comum era mais importante que o individual. Tudo parecia ser muito correto e havia um grande temor da maior parte de nós com as coisas de Deus. Nesse tempo ninguém precisava de subterfúgios para ir à igreja. E não havia, tal como Nicolau Maquiavel “os fins justificam os meios” para dar resultados – Jesus era o começo o meio e o fim.

Saudade de lugares que nunca mais vi; uma nostalgia que parece nos arrebatar. Saudade de ouvir meu irmão, o Quiel (como o chamávamos), cantando Caetano Veloso, e eu ficar de olho em seus dedos para aprender tocar violão; como na música Tigresa “E eu corri pra o violão num lamento, e a manhã nasceu azul. Como é bom poder tocar um instrumento”.

 Saudade de ser inocente e achar que todo mundo era bom, e que o futuro seria sempre um amanhã muito distante, pois ainda havia muito tempo. Saudade de boas risadas com amigos que eram mais que irmãos e que nunca esquecemos.

Saudade de quando era domingo de manhã, e minha mãe fazia cuscuz pernambucano para comermos. Hmm!, valia muito a pena acordar cedo. Saudade quando chegava à época de Natal, e meu pai trazia um panetone que ficava guardado em cima da geladeira para ser servido somente no Natal. E eu não via a hora de chegar o Natal para comê-lo!

Cecilia Meireles nos da uma ideia do que é saudade no poema “Silenciosas Lembranças”
De que são feitos os dias?

– De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,

momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.

De loucuras, de crimes,

de pecados, de glórias
– do medo que encadeia
todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,

dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças…


 Fernando Pessoa já diz de uma maneira mais nostálgica sobre a saudade:
Saudades! Tenho-as até do que me não foi nada, por uma angústia de fuga do tempo e uma doença do mistério da vida. Caras que via habitualmente nas minhas ruas habituais – se deixo de vê-las entristeço; e não me foram nada, a não ser o símbolo de toda a vida.

Saudade tem a ver com tempo. Saudade é a vontade de voltar a um tempo que já não existe, mas que ainda há dentro do coração. Rubem Alves diz: “A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar.” Alias o tempo é eterno, quem passa não é o tempo, somos nós. Por isso a alma eterniza a memoria do que já não há para nós, mas que, para ela (a alma) – ainda existe. A alma é nossa eterna finitude frente a infinitude de um momento. O tempo, no sentido cronológico, é criação humana. Pois o tempo em si é livre de tempo: é atemporal, é continuo, é perene – é eterno. A eternidade, sempre existiu. Na realidade, o tempo nunca houve, nem haverá, o tempo é o agora.

Depois que escrevi estas sentenças, fui ler o poeta dos poetas, T.S Eliot, e fiquei espantado com a constatação da similaridade de ideia em relação ao tempo; percebi que não estou só. Vejamos:
O tempo presente e o tempo passado. Estão ambos talvez presentes no tempo futuro. E o tempo futuro contido no tempo passado. Se todo o tempo é eternamente presente. Todo tempo é irremedivel. O que poderia ter sido é obstração Que permanece, perpétua possibilidade. Num mundo apenas de especulação. O que poderia ter sido e o que foi. Convergem para um só fim, que é sempre presente. Ecoam passos na memória. Ao longo das galerias que não percorremos. Em direção à porta que jamais abriu. Para o roseiral. Assim ecoam minhas palavras. Em tua lembrança.

Rubem Alves, parafraseando Adélia Prado, também tem alguma coisa a dizer em relação a eternidade e memoria, que poderíamos traduzir por Tempo e Saudade. Diz ele:
Aquilo que está escrito no coração não

necessita de agendas porque a gente não
esquece. O que a memória ama fica eterno.


O tempo e a saudade são amigos mais que inimigos. São instantes eternos que nos roubam a alma num sonho que sonhamos acordados e sempre existirá.
Servo de Cristo,
Josias Silva

Leiam mais outros lindos textos de Josias no blog:
https://crertambemepensar.wordpress.com/

Josias Silva

domingo, 8 de novembro de 2015

Política: participar ou ignorar?



Política: participar ou ignorar?


Por: Fernando Marin



 Política, palavra feminina que, de acordo com o Dicionário Michaellis significa “ arte ou ciência de governar, arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados“.

 É a política que cuida do governo e de tudo que envolve a administração pública no mundo todo, desde os tempos bíblicos.

 Já naqueles tempos haviam bons e maus governantes. Israel teve um total de 40 reis, e a Bíblia nos conta que uns fizeram governos bons e honestos, como Asa (1Rs15.9,10) e Josafá (1Rs22.42), por exemplo, e outros governaram mal e longe dos caminhos do que seria do agrado de Deus – Jeoás (2Rs 13.10) e Acabe (1Rs 16.28-30) são bons exemplos disso.

 Lendo o texto bíblico em Provérbios 29 . 2 (" Quando os honestos governam, o povo se alegra; mas,, quando os maus dominam, o povo reclama “), temos uma exata noção do que acontece nos dias de hoje, com o povo brasileiro.

 Há uma enorme insatisfação popular com o governo do país devido à crise econômica que nos assola e pelos escândalos éticos envolvendo a diretoria de empresas estatais e particulares, que teriam de alguma maneira beneficiado financeiramente políticos ligados a alguns partidos, há até mesmo uma grande operação apurando tudo isso, que já obteve bons resultados colocando na prisão e condenando vários nomes ligados ao esquema criminoso.

 Quando alguém se diz político hoje no Brasil é logo taxado de desonesto, corrupto ou sanguessuga do erário. A classe está mesmo muito mal vista pelo povo devido a todos esses fatos desabonadores a que assistimos nos noticiários diários. Parece que não há um político honesto sequer , é o que se diz.

 Não podemos pensar assim. Com certeza há pessoas de bem nesse meio, e se não há mais devemos nos culpar por isso, já que todos foram eleitos pelo voto popular e estão lá porque o povo depositou a sua confiança neles.

 Costumo dizer que , em relação a isso, temos dois caminhos a tomarmos. Ou permanecemos criticando, reclamando e sofrendo ou decidimos participar mais ativamente da vida política, procurando fazer com que nossos direitos de cidadãos sejam cumpridos, fiscalizando, cobrando e exigindo lisura em todos os processos da administração pública.

 Escolhi o segundo caminho, me filiando a um partido político e participando mais ativamente do processo. Sou criticado por alguns, que alegam que a política não é lugar para homens de bem, é reduto de corruptos e gente do mal.

Tenho que discordar disso, e com base na própria Bíblia. Ora, somos a luz desse mundo ("Vocês são a luz para o mundo". Mt 5.14) , ou seja, de acordo com Jesus o nosso papel é o de iluminar onde há trevas. O mal ( trevas) somente se instala onde o bem (luz) não está presente!

Jesus ainda nos ordena que devemos estar em todos os lugares, levando a Palavra ( "Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores".  Mt 28.19), devemos estar em todos os lugares, sendo exemplo, mostrando como obedecer a Cristo e fazendo novos discípulos.

 Lembro que a nossa missão é centrípeta ( para fora). A própria palavra igreja, é tradução do grego “ekklesia” , 'chamados para fora', aqueles que tem uma missão a cumprir pelo mundo.

 Não, Jesus não nos quer confortavelmente sentados nos bancos das igrejas, ele nos quer pelo mundo, pregando, dando bom testemunho, ocupando os espaços para que o mal não se instale. Afinal, se os maus estão no poder é porque os bons se omitiram, não é?

 Muitos creem que devemos orar pedindo a Deus que resolva todos os problemas, e se esquecem de que NÓS somos os braços e a boca Dele aqui na terra! Essa função é nossa, devidamente orientada e dirigida por Ele.

 Claro que a nossa vida espiritual é importante, e devemos orar, cultuar e nos colocarmos na presença de Deus. Mas, lembremos daquela passagem em Marcos 12.16 , onde o próprio Jesus ensina de que “Deem a César o que é de César , e deem a Deus o que é de Deus".

 Há um tempo para tudo em nossas vidas ("Tudo nesse mundo tem seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião". Eclesiastes 3.1).

 Há o tempo para estarmos nas igrejas, orando, cultuando, há o tempo do nosso trabalho, das nossas obrigações civis, do nosso descanso e lazer e há o tempo para a participação na vida pública, visando buscarmos as mudanças que tanto queremos para a nossa cidade e para o Brasil.

 Fica aqui o desafio: vamos ocupar a política nacional com homens de bem, para que possamos trazer paz, conforto, justiça e dignidade, principalmente para os mais pobres e que mais sofrem com a situação atual.

Fernando Marin





sábado, 10 de outubro de 2015

Cotidiano IV- O toma-lá-dá-cá




Cotidiano IV - O toma-lá-dá-cá

Fernando Marin


"Quando os bons alcançam o poder, todos festejam; mas, quando o poder cai nas mãos dos maus, o povo se esconde de medo." Provérbios 28-12 NTLH

 Na Bíblia temos vários exemplos de reis e governantes, muitos tidos como bons e honestos e outros maus , exploradores do povo e distantes dos caminhos de Deus.

 Não muito diferente do que vemos hoje, aqui mesmo em nosso país.

Vivemos uma época em que a política está efervescente, com ameaças de impeachment da presidenta, onde se divulga que o presidente da Câmara possui alguns milhões de dólares em contas no exterior e estamos ,ainda, em meio a uma grande investigação, a chamada “Lava-Jato”, que já atingiu a muitas pessoas importantes e conhecidos empresários e políticos, envolvidos com a corrupção que sempre grassou livre por aqui.

 Enquanto as acusações mútuas e negativas de culpa ocupam a mídia, vivemos uma crise econômica muito grave, que vem atingindo diretamente aos trabalhadores com o desemprego, aos pequenos e médios empresários e à maioria da população, que tem sofrido com a alta de preços, principalmente da energia elétrica e dos combustíveis, sem falar na ameaça do ressurgimento de um imposto já extinto, tão criticado anteriormente pelos atuais governantes do país, e que agora reaparece como a grande saída para equilibrar o orçamento nacional: a CPMF.

 Alegam os do governo que esse imposto é “leve”, apenas 0,20 % de tudo o que se sacar dos bancos, e que as pessoas “pagariam sem sentir” , que não seria um fator de aumento de preços e que não prejudicaria mais às camadas mais pobres do povo.

 Mentira.

 Os que alegam isso se esquecem de que esse imposto é pago em “cascata”, quer dizer, em todos os elos da cadeia produtiva, por isso ele causa, sim, aumento de preços, mais recessão e mais inflação.

 E o governo já se movimenta para a recriação da “contribuição”, distribuindo cargos, ministérios e verbas para os redutos dos deputados e senadores, que deveriam representar os interesses do povo.

 Volto para a Bíblia, para o texto de Romanos 13, onde o verso 1 diz “Obedeçam às autoridades, todos vocês. Pois nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus, e as que existem foram colocadas nos seus lugares por ele. "

 Sim, Deus nos manda obedecer às autoridades, lembrando que foi Ele quem as pôs em seus lugares, mas, quando lemos mais adiante - "É por isso também que vocês pagam impostos. Pois, quando as autoridades cumprem os seus deveres, elas estão a serviço de Deus. Portanto, paguem ao governo o que é devido. Paguem todos os seus impostos e respeitem e honrem todas as autoridades." (versículos 6 e 7).

 Fica aí a questão: as nossas autoridades estão cumprindo com seus deveres?

 Esse é o tema para a nossa reflexão.

Fernando Marin

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Meio ambiente: alerta vermelho!


Meio ambiente: alerta vermelho!



Por: Fernando Marin



O sinal de alerta foi dado: uma crise hídrica sem precedentes está ameaçando a população de São Paulo e de outras cidades no Brasil. De dois anos para cá a quantidade de chuva diminuiu bastante, mostrando a fragilidade dos sistemas de captação e abastecimento de muitas cidades.

Em algumas regiões do nordeste, não chove há mais de dois anos,e a situação é crítica.

Mananciais importantes, como os rios São Francisco e Paraíba do Sul , estão com seus níveis abaixo do normal, deixando muitas populações na iminência da seca.

As previsões não são animadoras, os técnicos preveem um índice de chuvas abaixo do normal para esse ano.

O que está acontecendo com o nosso planeta?

Desde a Revolução Industrial , no século XVIII, o homem vem explorando de forma insustentável os recursos naturais. O consumo de carvão fóssil na Europa, já naquela época, jogou milhares de toneladas de resíduos na atmosfera, e daí para a frente nosso planeta vem sofrendo com a poluição ambiental e, mais recentemente, com o efeito estufa, um aquecimento causado pela grande quantidade de gases poluentes pairando no ar.

Com isso, a temperatura global vem aumentando, causando o derretimento do gelo nas calotas polares e o consequente crescimento do nível do mar, o que põe em risco a maioria das cidades costeiras no mundo, em um futuro muito próximo.

O aquecimento também causa uma maior evaporação das águas, principalmente as dos oceanos, tendo como consequência a formação de nuvens mais pesadas que irão gerar tempestades, furacões e tornados cada vez mais violentos.

O aquecimento global também tende a causar um aumento de temperatura no verão – o que já vem ocorrendo – e um esfriamento maior no inverno, principalmente no hemisfério norte, com nevascas duradouras e muito mais devastadoras a cada dia.

Cidades cada vez maiores e mal planejadas permitem que os esgotos sejam despejados diretamente nos rios e mares, por falta de planejamento urbano, de investimentos e de educação de seus habitantes.

Apavorante a estatística apresentada pelos estudiosos do assunto : hoje tiramos da natureza 30% a mais do que ele pode repor, ou seja, a necessidade da sustentabilidade foi deixada de lado há tempos, em nome da necessidade do lucro imediato.

Outro fator de degradação ambiental é o acúmulo de grandes quantidades de lixo, em lixões e aterros sanitários, que geram enormes quantidades de gás metano, o maior causador do aquecimento da atmosfera. Esse gás também está presente em grande quantidade no fundo dos oceanos, e vem sendo liberado pelo derretimento das geleiras e pelo aumento da temperatura do mar, ampliando ainda mais o aquecimento e a poluição.

O consumismo exagerado e sem critérios vem criando montanhas enormes de lixo, havendo a necessidade de se separar áreas cada vez maiores para que se criem aterros sanitários. Imaginem que no Brasil apenas 7% dos municípios realizam a coleta seletiva e a reciclagem de seus detritos, um número muito abaixo do que seria o ideal. Assim, 93% das cidades brasileiras jogam 100% de seu lixo nos aterros, o que causa o seu exaurimento em poucos anos e a permanente necessidade de se prepararem novas áreas para esse uso.

Quando recorremos à Bíblia, aprendemos que Deus , ao criar todas as coisas, nos preparou um planeta maravilhoso, dotado de uma natureza perfeita e de tudo o que necessitamos para uma existência saudável. A Terra tem a distância ideal do sol para nos prover uma vida confortável, nem fria nem quente demais, nossa atmosfera tem os gases necessários nas doses exatas para que a criação respire com normalidade, os oceanos tem o índice ideal de sal e demais minerais para suprir a sua abundante vida. E o homem foi criado por Deus para dominar e cuidar de todos os seres vivos e de tudo o que compõe a natureza, que lhe seria útil para a sua sobrevivência e a das demais gerações posteriores.

No entanto, a ganância do ser humano quebrou a harmonia da Criação, e hoje a ideia de que outras pessoas virão depois de nós foi esquecida.

Esquecemos de que somos pó, e ao pó voltaremos ( Genesis 2.7)

Não levaremos nada dessa vida, como disse Jó ( Jó 1.21) “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei a ele” . A Criação é obra de Deus , e a Ele pertence!

Estamos aqui de passagem, como inquilinos e administradores, e prestaremos contas a Ele por tudo o que fizemos e pelo que deixamos de fazer (Mateus 25. 31-46).

Sim, cuidar da terra é nossa missão, mas ela não nos pertence!

Lembremos disso e mudemos imediatamente de atitudes, ou a vida de nossos filhos e netos estará ameaçada


É mais que hora de mudanças !

Fernando Marin

domingo, 26 de julho de 2015

O Verdadeiro Papel da Igreja




O Verdadeiro Papel da Igreja



Por: Fernando Marin



 Acompanhando a mídia temos visto muitos fatos relativos à Igreja hoje, alguns positivos e muitos negativos. Em grupos de internet do qual faço parte, são inúmeras as discussões, muitas infrutíferas, como, por exemplo, a da ordenação ou não de mulheres ao pastorado, pelos batistas, se o crente pode ou não beber ou fumar, se as músicas que devem ouvir devem ser essas ou aquelas, e por aí vai.

 Temos visto até mesmo alguns fatos estranhos, como a construção de templos imitando os antigos judaicos, candelabros e shofares, o que nos remete aos tempos do Antigo Testamento, ou seja, do judaísmo, quando na verdade estamos no tempo da Graça, do cristianismo, numa tentativa de se pregar Jesus fora se seu contexto histórico.

 Fora isso, acompanhamos nas mídias pastores e outros tipos de lideranças que se colocam como guardiães da Palavra, porém com atitudes de afronta, de polêmica que vem apenas a criarem um clima quase que de guerra entre os cristãos e aqueles que, por opção própria, decidiram traçarem outros caminhos para as suas vidas.

 Outros, optam por pregarem doutrinas próprias, bastante diferentes das que são ensinadas e ordenadas pela Bíblia, com teologias criadas por eles mesmos e sem nenhum fundamento nas Escrituras.

 E me pergunto: foi isso que Cristo nos ensinou? Será que Ele está satisfeito com os rumos que a Sua igreja vem tomando em nossos tempos? Creio que não, na sua condição de Deus Ele mesmo deixou a pergunta “ Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18.8).

 Creio que, como igreja, estamos bastantes distantes do que Jesus nos deixou como missão.

 Vivemos uma época de templos lotados, mas, de crentes vazios, confortavelmente instalados em bancos de boa qualidade, ar-condicionado, som e mídias de alta tecnologia, cantando “louvores” ( muitos deles repletos de heresias e de falsa teologia), preparando eventos diversos, muitas vezes apenas para entreter as pessoas mas que nada tem a ver com aquilo que nos foi ordenado pelo Mestre.

 Construímos templos cada vez maiores e melhores, repletos de salas para abrigar os alunos da Escola Bíblica, salas essas que permanecem fechadas pelo resto da semana, sem utilização alguma, e que poderiam render ótimos frutos se fossem colocadas à disposição da comunidade.

 Oramos e contribuímos financeiramente para Missões, na certeza de que Deus levantará alguém que se disponha a ir ao campo fazer o trabalho, enquanto permanecemos na nossa zona de conforto, certos de que cumprimos com o nosso dever.

 Entregamos nosso dízimo e ofertas , afinal é a nossa obrigação, ou não é? 

 Frequentamos os cultos aos domingos, e assim pensamos que Deus está muito satisfeito conosco, afinal, cumprimos com todas as nossas obrigações, não é verdade?

 Será que é essa a verdadeira missão da Igreja? O que diz a Bíblia?

 No Evangelho de Mateus, capítulo 28, está o que se costuma chamar de “A Grande Comissão” , ou seja, a Missão que Jesus nos deixou como Sua igreja.

 Vou copiar o texto: “Então Jesus chegou perto deles e disse: — Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo  e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.” (Mateus 28, 18-20 NTLH)

 Lendo o texto, vimos que o Mestre antes de mais nada informou que estava na autoridade do Pai, recebeu Dele TODO o poder na terra, tinha autoridade para determinar os rumos que seus discípulos deveriam tomar, a partir dali.

 Então, determinou que fôssemos a TODOS os povos do mundo, ou seja, a TODOS os lugares, perto ou longe, sejam nossos vizinhos ou não, fazendo que sejam seguidores de Jesus. Quer dizer, Ele nos determinou que pregássemos o evangelho a todos, com palavras, com testemunho de vida, com atitudes ou da maneira com que fomos capacitados pelo Espírito, batizando as pessoas, fazendo com que elas demonstrassem publicamente essa escolha por uma nova vida.

 E mais, ensinando-as a obedecer a TUDO o que Ele nos ordenou: cuidar do próximo, amar, perdoar, curar, alimentar e a fazer novos discípulos, pessoas que também seguirão no mesmo propósito, de espalhar as boas novas.

 Mas, Jesus não nos deixou sós. Ele afirma que estará conosco TODOS os dias, ou seja, sempre, a cada momento, nos capacitando e fortalecendo para o cumprimento dessa Missão.

 Assim, podemos entender que a Igreja de Cristo não permanece dentro dos templos, mas, sim, pelo mundo afora, demonstrando às pessoas o amor que Jesus tem por todos, agindo em nome Dele e como Ele, falando, ensinando, vivendo da maneira como Ele nos ensinou.

 Agora, fica aqui o desafio: reflita, é isso o que vem acontecendo no seio da igreja?


 Sempre é tempo de mudarmos.

Fernando Marin