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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Alimentação nos Tempos Bíblicos VI - O Tabule



Alimentação nos Tempos Bíblicos VI
O Tabule



Essa é a sexta receita da série, dessa vez ensinando a preparar o delicioso e saudável tabule. É simples e fácil. Um prato nutritivo e ideal para os dias de calor.
Experimente!

Tabule (em árabe:  تبولة  [tab•’bu•leh]),  é um prato que tem origem no Líbano, e é frequentemente degustado como um aperitivo.

O tabule original é feito de trigo para kibe misturado ao tomate, cebola, salsa, hortelã, suco de limão e pimenta, salsinha e pepino, além de vários outros temperos e ervas. Essa combinação de sabores e texturas deixa o tabule com um aroma e aparência irresistíveis, que vão fazer muito sucesso em sua mesa. Além de ser delicioso, o tabule é nutritivo e contribui com a sua dieta, pois é um alimento natural, vegetariano, sem gordura trans e sem lactose.


Receita de Tabule

Ingredientes:

3 tomates bem picados em quadrinhos;
2 pepinos descascados picados em quadrinhos;
½ cebola ralada;
½ xícara de hortelã picada;
1 xícara de salsinha picada;
½ xícara de trigo para quibe somente lavado e
bem escorrido;
3 colheres de sopa de azeite; suco de 2 limões;
1 colher de sobremesa de sal.


Preparo:


Misture todos os ingredientes numa travessa.
Coloque o tabule no centro de uma bandeja e enfeite com folhas de alface inteiras ao redor. Sirva acompanhado de folhas de alface tenras e fresquinhas.

Tradicional entrada de refeições típicas da região!

Fernando Marin


Fontes de pesquisa:
Culinária do Tempo de Jesus - Alaíce M. Kater
Wikipedia.org 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Aprendendo com o Ano Velho


Aprendendo com o Ano Velho

 É muito difícil escrever mensagens de ano novo, sempre acabamos repetindo coisas que já colocamos em anos anteriores, mas, o desejo de preparar uma mensagem para 2015 estava bastante ativo, tanto que cheguei até a caminhar com as palavras.

 Até que me deparei com uma bela mensagem, recebida via e-mail, escrita pelo Pr Jussy Eduardo Costa, de São Paulo, que eu não conheço pessoalmente, mas ,de quem aprendi a gostar e respeitar pelo testemunho de vida que tem nos passado.

 É uma mensagem positiva, com base bíblica e coerente, muito coerente com o tempo em que vivemos, de dificuldades, violência, desamor. E que nos dá esperança de tempos melhores!

 Leia, medite e Feliz 2015 para você!


Fernando Marin


Feliz Ano Novo !


Por: Pr Jussy Eduardo Costa


 COMEÇO ESTA MENSAGEM FAZENDO UMA PERGUNTA  A VOCÊS MEUS IRMÃOS E AMIGOS, UMA PERGUNTA QUE FIZ A MIM MESMO EM ORAÇÃO ESTA  NESTES ÚLTIMOS DIAS DE 2014, AS PORTAS DE UM ANO NOVO, O ANO DE 2015.
                  
 QUAIS SÃO AS MINHAS EXPECTATIVAS PARA O ANO DE 2015?
                
 PARA RESPONDER MELHOR PRECISO ENTENDER QUE: O CHAMADO ANO NOVO NADA MAIS É QUE UM DIA APÓS O OUTRO. APÓS A ZERO HORA DO DIA 31 DE DEZEMBRO DE 2014, TEM INÍCIO O DIA 01 DE JANEIRO DE 2015, UM DIA MUNDIALMENTE CHAMADO E INSTITUÍDO EM 1945 COMO O DIA DA PAZ. NA NOITE DO DIA 31 DE DEZEMBRO HAVERÁ EM MUITOS LARES E IGREJAS UMA GRANDE CELEBRAÇÃO DE GRATIDÃO POR MAIS UM ANO QUE TERMINA, E EM SEGUIDA UMA GRANDE CELEBRAÇÃO MOTIVACIONAL REGADA DE EXPECTATIVAS, SONHOS, PLANOS, OBJETIVOS, METAS A SEREM SE POSSÍVEL REALIZADO NESTE MÍSTICO E SOBRE NATURAL ANO NOVO.

 AFINAL COMO TERMINO ESTE ANO, QUAIS AS EXPECTATIVAS E TUDO MAIS QUE FOI  ALCANÇADO. E COMO VOCÊ VAI  INICIAR ESTE 2015?

 ENCONTRO NA BÍBLIA SAGRADA ALGUMAS ORIENTAÇÕES PARA PODER RESPONDER E QUEM SABE ALCANÇAR ESTAS REALIZAÇÕES TÃO DESEJADAS. VEJAMOS:

1.            APRENDA COM AS CONQUISTAS ALCANÇADAS EM 2014, MAS APRENDA AINDA MAIS COM AS DERROTAS, DECEPÇÕES E ANGUSTIAS DE 2014. (Melhor é ir a casa onde há luto do que ir a casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.) Eclesiastes 7:2.

 Parece e na verdade é meio estranho este conselho do autor do livro de Eclesiastes, contudo ele contém verdades fundamentais para uma auto reflexão e um processo de melhora da vida.  Olhar as vitórias, as conquistas nos trás motivação e alegria inenarrável, mas as lutas, as derrotas, e até mesmo os erros devem nos motivar ainda mais a fazer e SER melhor a cada dia.

2.            AO INÍCIAR O ANO DE 2015, FAÇA UM SEPULTAMENTO. (Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque não provém da sabedoria esta pergunta.) Eclesiastes 7:10.

 Como professor de história, para mim é meio difícil dizer o que vou dizer.... ”QUEM GOSTA DE PASSADO É MUSEU....” Ufa, doeu dizer, e parece conflitante com o que falei no ponto um, mas não é. Uma coisa é refletir e tirar lições para a caminhada na graça, outra é viver com saudades e ficar preso a questões e costumes outrora vividos. Enterre e olhe além.

3.            RENOVE A SUAS ESPERANÇAS. (Todavia, lembro-me também do que pode dar-me esperança:) Lamentações 3:21.

 Jeremias diante de tantas intempéries e amarguras vividas por ele e seu povo, faz esta lamentação. Isso me faz lembrar uma publicação do Pr. Aparecido Donizete Fernandes no seu blog denominado “Você Sabia Que Existe Uma Lamentação Correta?”. Chore sim, fale a Deus suas angustias, dores e lamentações, compartilhe com seus amigos mais chegados que irmãos, mas depois, como diz o poeta, “Levanta, Sacode a Poeira e dê à Volta por Cima!”. Traga à sua mente e coração as verdades da Palavra de Deus que são verdades Vivas e Eficazes e que promovem esperança.

4.            BUSQUE SABEDORIA PARA ENTENDER E APROVEITAR AS NOVAS OPORTUNIDADES QUE SURGIRÃO EM 2015. (“Mas hoje eu o liberto das correntes que prendem as suas mãos”“. Se você quiser, venha comigo para a Babilônia e eu cuidarei de você; se, porém, não quiser, pode ficar”. Veja”! Toda esta terra está diante de você; vá para onde melhor lhe parecer”.) Jeremias 40:4.

 Em 2015, portas e caminhos irão surgir naturalmente, mas a questão é “qual o melhor caminho a seguir”? Qual é a melhor decisão a ser tomada. Buscar em Deus é sempre o melhor caminho a seguir!

5.            MAS ACIMA DE TUDO SEJA SÁBIO, NÃO QUEIRA E NEM PROMETA ALÉM DAQUILO QUE VOCÊ SABE QUE NÃO PODERÁ CUMPRIR. (Quando você fizer um voto, cumpra-o sem demora, pois os tolos desagradam a Deus; cumpra o seu voto.) Eclesiastes 5:4.

 Avalie: quantas promessas você fez para si mesmo, para sua esposa, filhos, igreja e acima de tudo para Deus na virada de 2013 para 2014? Quais não foram cumpridas.?Lembre-se nunca vá além de suas forças e possibilidades, aqui vale o conselho de Tiago, ”...Se Deus permitir iremos, faremos e etc ....

 ASSIM MEUS IRMÃOS E AMIGOS, ENTENDEREMOS QUE O ANO NOVO NADA MAIS É QUE, UMA OPORTUNIDADE DE DEUS PARA NÓS. ENTENDEREMOS QUE É UM APELO PEDAGÓGICO CELESTIAL PARA NOS ENSINAR E MOTIVAR A SEGUIR NESTE CAMINHO SANTO, MARAVILHOSO E PERFEITO, QUE É O CAMINHO DA GRAÇA DE DEUS EM CRISTO.

 ENTRE TODO DERRAMAR DE MINHAS EXPECTATIVAS NO ALTAR DO SENHOR, COM HUMILDADE E EM NOME DE JESUS, FIZ UM QUE NO MEU ENTENDIMENTO É O MAIS IMPORTANTE:
*QUE TODAS AS MINHAS EXPECTATIVAS ME LEVEM A MINHA HUMANIDADE PLENA E ABSOLUTA, SEGUNDO A HUMANIDADE QUE O SENHOR TEM PLANEJADO PARA MIM EM CRISTO JESUS. (...Aliás, sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios.
 Os que ele distinguiu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que este seja o primogênito entre uma multidão de irmãos.



 EM 2015 DEUS NÃO ESTÁ HÁ PROCURA DE ANJOS TERRENOS, SANTARÕES E NEM SUPER CRENTES.

 MAS COMO DISSE CERTA VEZ O PE. FÁBIO, “APRENDENDO A VIVER BEM O NOSSO MOMENTO DE UTILIDADE, PARA DISCERNIRMOS BEM E SERMOS MAIS QUE FELIZES QUANDO A NOSSA INUTILIDADE SE APRESENTAR!”.

 É ISSO!  SABER QUEM SOMOS E DE QUEM DEPENDEMOS PARA PODER SERVIR COM TODA LIBERALIDADE. SENDO HUMANOS COMO NOSSO JESUS ASSIM FOI QUANDO AQUI ESTE, E HOJE ELE É UM HUMANO DIVINAL, POR ISSO ELE PODE NÃO SOMENTE ENTENDER, MAS INTERCEDER E MEDIAR DIANTE DO PAI PARA QUE NOSSAS EXPECTATIVAS NOS LEVE MAIS PERTO DE DEUS E MAIS JUNTOS DE NOSSOS PRÓXIMOS!

A MINHA ORAÇÃO FINAL AGORA POR NÓS É:
(... Mas o Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará.) 1. Pe 5:10.

Pr. Jussy Eduardo Costa


domingo, 21 de dezembro de 2014

Época de Natal




Época de Natal

Por: Fernando Marin


 Gosto da época do Natal, é um tempo em que os amigos aparecem, nem que seja para apenas dizer ‘feliz Natal’, parentes telefonam, famílias se unem para a ceia, um tempo feliz.

 As ruas se enfeitam, se enchem de gente, os shoppings disputam quem faz a mais bonita (e cara) decoração natalina, muitos conseguem trabalho, mesmo que temporário, os comerciantes lucram, as pessoas recebem um salário a mais, enfim, é também época de fartura para a maioria.

 Tempo também de férias, viagens, folga no trabalho, dias ensolarados e quentes que convidam à praia, à vida ao ar livre, a aproveitarmos o tempo de maneira diferente da usual.

 Natal também é ocasião de muitas celebrações, no trabalho há as confraternizações, as ceias em família com todos aqueles pratos tradicionais, doces, frutas, enfim, fartura também em termos alimentares. 

 Mas, afinal, qual é a real motivação da celebração do Natal? 

 Hoje, com tantas ocupações e correrias não me espantaria se perguntasse a alguém na rua o que é o Natal e a pessoa não soubesse responder. Essa data acabou por se transformar em comercial, perdeu a sua conotação de celebração do nascimento de Jesus, o Filho de Deus que veio à terra, como homem, para morrer por todos nós naquela cruz.

 As próprias igrejas locais hoje não costumam dar a importância devida à data escolhida para celebrarmos o nascimento do Cristo, envolvidas como estão em tantas ocupações e problemas que nos ocorrem a todos ,essa data acaba tendo uma importância relativa, celebrada com uma cantata  ou, no máximo, com um jantar ou almoço entre seus membros.

 Esse fato me faz lembrar de um texto bíblico, bastante conhecido, onde o próprio Jesus dá um recado direto falando da mornidão espiritual e faz uma chamada ao arrependimento e à recuperação espiritual de seu povo.

 Falo do livro de Apocalipse, no capítulo 3, versos 14 a 22, onde Jesus diz à igreja em Laodicéia que ela era morna, e que Ele sentia vontade de vomitá-la de Sua boca.

 A igreja em Laodicéia é citada no Apocalipse e na carta de Paulo aos colossenses (4:13-16). As cidades de Laodicéia, Colossos e Hierápolis ficavam no vale do rio Lico. Laodicéia situava-se no local da cidade moderna de Denizli, Turquia, no cruzamento de estradas principais da Ásia Menor. Antigamente, a água da cidade vinha via aquedutos das fontes termais ao sul da cidade. Até chegar em Laodicéia, a água ficava morna. A qualidade dela não era boa, e a cidade ganhou a reputação de ter água não potável. Ao engolir esta água, muitas pessoas vomitavam.

 Outras características de Laodicéia servem como base para a linguagem desta carta. Foi conhecida como um centro bancário (3:17-18). A região produzia lã preta (3:18) que era usada para fazer roupas e tapetes ,  e um tipo de colírio para os olhos (3:19).

 Devido à fertilidade do vale em que se encontrava situada, a cidade tinha abundância de todos os produtos do campo, de modo a  ser autossuficiente na produção de alimentos.  Possivelmente, por este motivo ela se tornava indiferente às realidades espirituais, à semelhança de Sodoma, nos seus tempos.

 O orgulho dos discípulos de Laodicéia os cegou ao ponto de não enxergarem os seus problemas. Eles se achavam fortes e independentes, mas Jesus viu o estado real de uma igreja fraca, cega e infrutífera. Não havia nenhuma doutrina errada e nenhum pecado de imoralidade. Jesus não condenou a igreja por práticas idólatras. Esta igreja, que se achava rica e forte, foi criticada por seu orgulho e autossuficiência. Exaltou-se, ao invés de se humilhar diante do Senhor. A sua riqueza era tão expressiva, que a fé em Deus ficava em segundo plano.

 A Igreja de Laodicéia é a única dentre as sete igrejas de Apocalipse que não recebe nenhum elogio de Jesus. Laodicéia foi uma igreja doente, indiferente – o que são sintomas imediatos causados pela apostasia. A vida espiritual da igreja era morna, indefinível, apática, indiferente e nauseante. A igreja era acomodada. O problema da igreja não era heresia, mas apatia.

 A igreja laodicense não se preocupou com o primordial que é revelar Jesus Cristo ao mundo. Exatamente hoje vemos muitas igrejas assim, tais quais Laodicéia. Preocupam-se com si mesmas em primeiro lugar. Preocupam-se com quão pomposos são seus templos, com a estrutura , seus departamentos ,com quantas congregações terão em alguns anos.

 Claro que crescer é importante, desde que o objetivo final seja adorar a Deus mas não é o que infelizmente temos visto em algumas ocasiões Assim, o foco em Jesus é perdido de maneira muito sutil. Mornidão, indiferença, apostasia. Algo ao mesmo tempo evidente e sorrateiro, que quando nos damos conta, já se infiltrou nos ministérios, igrejas e nas vidas de muitos.

 E aí, Jesus profere a sua sentença contra essa igreja: “... estou a ponto de vomitar-te da minha boca.” (vs. 18b)”.

 E então, nosso Rei e Senhor os chama ao arrependimento, a adquirirem    “Ouro refinado pelo fogo (apesar de terem um centro bancário) para te enriqueceres”- é uma linguagem metafórica, exortando a igreja a procurar as verdadeiras riquezas, as espirituais;

 A usarem “... vestiduras brancas (apesar de fabricarem tecidos famosos) para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez...”, que significam a pureza de espírito e a justiça.

 E, principalmente, “... e colírio (apesar de possuírem o famoso pó frígio que era transformado em colírio) para ungires os teus olhos, afim de que vejas”, para que a cegueira espiritual daquele povo fosse curada.

 Mas, a passagem que mais me impactou nesse texto está no versículo 20: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

 E aí cabe a pergunta: será que Jesus está à porta de nossas igrejas, de nossos lares, de nossas vidas? Se Ele está à porta é porque está do lado de fora!

 Abramos a porta! Das igrejas locais, das nossas casas, dos nossos corações para que Ele entre e venha a cear conosco!

 Esse deve ser o real motivo de celebrarmos o Natal, a comunhão com aquele que veio a esse mundo, em forma humana, para sofrer e morrer em nosso lugar.

 Que esse Natal seja a ocasião de abrirmos todas as portas que ainda possam nos separar de Jesus !

 Feliz Natal!!

Fernando Marin

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ética e Meio Ambiente




  Semana passada me chamou a atenção – e eu até mesmo compartilhei – o desabafo de uma diretora de escola gaúcha que passou por diversos questionamentos e críticas pelo fato de que estava vistoriando as mochilas dos alunos que chegavam para as aulas na escola que dirige. 

  Alguns pais, inconformados com essa “violência”, chamaram a polícia a fim de impedirem tal “arbitrariedade”, pais esses que, segundo a diretora, sequer comparecem às reuniões e eventos que acontecem na escola, que não demonstram qualquer interesse no que acontece no dia a dia escolar de seus filhos ( link para essa matéria : http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/geral/cidades/noticia/2014/11/minha-vontade-e-entregar-o-cargo-desabafa-diretora-do-santa-de-caxias-apos-polemica-sobre-revista-em-mochilas-4647809.html ).

  Essa foi a única maneira encontrada por ela para impedir a entrada de drogas na escola, fato que vem se tornando corriqueiro em todas as partes do país, e assim salvaguardar os alunos desse mal que assola a sociedade hoje.

  Só quem atua em sala de aula sabe das dificuldades hoje. A falta de limites, de respeito, de interesse pelo aprendizado tem se tornado uma rotina. Os professores estão cansados , desestimulados por não verem seu trabalho render bons frutos.

  O que será do amanhã?

  Costumo dizer aos meus alunos que sou de um tempo em que aprendíamos Moral e Civismo, Organização Social e Política do Brasil, formávamos no pátio da escola para hastearmos a bandeira, cantando o Hino Nacional, o Hino a Bandeira ( “existe isso”, me perguntam??), o Hino à Independência.

  E hoje? Raras são as escolas onde isso ainda acontece. Os jovens perderam a noção dos símbolos nacionais,. do amor à pátria, do respeito, são, de uma maneira geral, desinteressados pelos assuntos que dizem respeito á política, gostam de aproveitar feriados, mesmo sem saberem o porquê deles.

  Onde iremos chegar? Qual será o futuro dessa nação? A quem interessa tudo isso?

  Ainda acredito em salvação, e isso se torna mais real quando encontro entre meus alunos pessoas que estão, sim, preocupadas com mas questões que nos cercam, como o meio ambiente, a ética.

  Vou reproduzir abaixo um trabalho que recebi da aluna Andressa Amorim, do curso Técnico em Mecânica, que produziu seu comentário após assistir a um vídeo por mim recomendado, que fala da ética em relação ao meio ambiente.

  Nem tudo está perdido!


Fernando Marin


Ética e Meio Ambiente

  "A humanidade encontra-se em grande conflito entre salvar o mundo, as pessoas e os negócios financeiros - essa sempre foi uma questão delicada quando o assunto é discutir sobre um todo.

  Afinal é o dever que leva o homem a fazer uma coisa certa não a sua moral, ou seja, existe no homem apenas o desejo de fazer as coisas por dever. Exemplo: eu não devo matar os animais, não devo derrubar as árvores, não devo jogar lixo na rua, não devo desperdiçar a água, etc.

 Mas também posso fazer tudo isso sem que ninguém veja, fazer pensar que sou bom, que faço o bem. Mas ,engano, porque com este pensamento não chegaremos a lugar nenhum, só destruiremos a nós mesmos.

  De fato queremos melhorar nossa condição de vida, só que com isto derrubamos meia floresta ,assim dá para construir grandes edifícios, parques de diversões, estradas, grandes industrias têxteis, químicas, bélicas, alimentícias, desta forma não destruiremos de fato muito a natureza. É verdade que o homem tem desejo de evoluir, mas por que não replantar a meia floresta que foi derrubada? Porque desta forma também necessitará desta "meia floresta" que sobrou para construir muito mais.

  Contudo faltará o nosso ar, nossa sombra, a melhor forma de combater os raios ultravioletas que tem ficado cada vez mais perigosos, até o ar que nada fez para merecer entrou nessa guerra e sofre constantemente com os efeitos da  evolução do homem e suas industrias ,poluindo nossa camada protetora, nos adoecendo as poucos, nos matando lentamente.

  Onde se encontra a ética que visa a necessidade de avaliar o comportamento e o pensamento do homem nas mais diversas questões mundiais?

  Se desde a infância os homens construíssem valores morais as nossas crianças não estariam sofrendo com o aquecimento global, não falaríamos em animais em extinção, queimadas, desflorestamento, desertificação, elevação de mares e rios.

  Com a ajuda de  todas as instituições, congressos e  órgãos  encarregados de cuidar dessas questões não só falaríamos em combater como destacaríamos o real problema e poríamos em execução essas teorias de preservação ,mas existe um problema, a alma dos negócios fala mais alto.

  Por que querer investir em preservação? Era essa a pergunta que os nossos administradores e governantes se questionavam, por que  investir, mais simples iludir-nos com propagandas, falar um pouco sobre a poluição dos mares e outros seres marinhos, sobre as queimadas e o efeito estufa, pode-se  “marketinizar”  sobre estas questões  que depois de um tempo todo mundo esquece, mas na verdade ninguém esquece por que existem pessoas morais que lutam contra esses pensamentos: órgãos públicos, a ONU e outras instituições que combatem diariamente para manter a salvo o nosso planeta, que não se preocupam em somente salvar o nosso Lar Terra, mas também as pessoas, especialmente as pessoas.

  Cadê o Deus em cada ser vivo? Por que essa fome em conhecer os mistérios da vida, se Deus existe isso não basta?

  Não, a verdade é que não basta porque ainda tem aqueles que não creem, e eles precisam da ciência para provar muitas coisas, eles querem a evolução das espécies, dar nomes a seres viventes.

  Todo esse fundamento se esconde quando destruímos os sonhos dos pequeninos, quando tiramos sua infância e os transformamos em viciados, ladrões, corruptos, vigaristas, assassinos, psicopatas ,exploramos com trabalhos escravos, sexualmente,  tudo por dinheiro e um bem-estar que causa mal e tira a própria felicidade, que lhe obriga a ir pra guerra.

  Mas e o nosso Deus? Ele sempre está conosco, porém o egoísmo fala mais alto, nossas críticas não são aceitas nem opiniões ou/e ideias não contam, a não ser, é claro, que tenham algum valor real para a alma financeira.

  Eis que temos de parar de tentar matar a nós mesmo e nos salvar; e salvar o nosso planeta também afinal ele nos salva todos os dias com água, ar, frutos e vida, o que há de errado em contribuir?!

  A vida é bela  com tudo o que Deus fez."

                                                     Macaé, 18 de novembro de 2014

Cemal Treinamentos - MEC 03/14

Professor: Fernando Marin
Disciplina: Ética e Mercado de Trabalho
Aluna: Andressa Amorim

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O Papa Francisco I



O Papa Francisco I


  Estando em uma sala de espera, peguei para ler um jornal que se encontrava disponível, uma publicação de uma igreja católica com matérias interessantes, sendo uma delas artigo escrito pelo próprio Papa Francisco e uma outra, que o cita, escrita pelo Padre Alexandre José Albuquerque.

  Talvez alguns de vocês estranhem o fato de eu estar citando material oriundo da igreja romana, mas, gosto de lembrar que são cristãos, assim como os evangélicos o são também, com problemas em comum.

  No artigo escrito pelo líder da igreja romana, cujo título é ‘ Ciúme e inveja desmembram a Igreja, que é corpo de Cristo”, Francisco faz um sermão bastante tranquilo sobre  questões a que todos nós estamos acostumados a assistir no seio da igreja, seja de que denominação for. Ele diz, por exemplo, que  não devemos sentir ciúmes, mas sim apreciar nas nossas comunidades os dons e qualidades dos nossos irmãos. Afirma que o ciúme ‘enche o coração, tornando-o ácido e infeliz”.  

  Aconselha, ainda, que demonstremos a nossa proximidade aos que sofrem,  de sermos gratos a todos os que cooperam e que não devemos nos sentir superiores a ninguém. Tudo com embasamento bíblico.

  Porém, o que me chamou mais a atenção foi mesmo o texto de autoria do padre Alexandre, onde ele faz uma citação do papa que realmente me impactou. Por isso, irei reproduzir o texto, para que cada um o leia, reflita e se posicione na sua comunidade.


Fernando Marin


“Não quero uma Igreja preocupada em ser o centro”


  Nesse mês repasso na íntegra o número 49 da Exortação Evangelli Gaudium do Papa Francisco. Texto tão bonito e tão forte que serão desnecessários meus comentários. Reflitamos:

”Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo! Repito aqui, para toda a igreja, aquilo que muitas vezes disse aos sacerdotes e aos leigos de Buenos Aires: prefiro uma igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às suas próprias seguranças.

  Não quero uma igreja preocupada com o ser centro, e que acaba presa em um emaranhado de obsessões e procedimentos. Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. Mais do que o temos de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer (Mc 6.37)”.

Padre Alexandre José Albuqueruqe 

Fonte: Bendito - Paróquia N.Sra da Conceição

 Francisco (em latim: Franciscum), nascido Jorge Mario Bergoglio SJ é o 266.º Papa da Igreja Católica Apostólica Romana e atual chefe de estado do Vaticano. É o primeiro jesuíta e o primeiro sul-americano a ser eleito Papa, além de ser o primeiro pontífice não-europeu em mais de 1200 anos. Arcebispo de Buenos Aires desde 28 de fevereiro de 1998 e cardeal-presbítero desde 21 de fevereiro de 2001, foi eleito em 13 de março de 2013.


domingo, 2 de novembro de 2014

Os Palestinos, Israel e a Igreja - Parte Final




 Os Palestinos, Israel e a Igreja - Parte Final

 Essa é a parte final da história que nos mostra as origens dos conflitos entre Israel e Palestina. O artigo completo, dividido em 3 partes, é de autoria do Pr Julio César Paiva Gonçalves, a quem agradeço pela autorização para a publicação aqui no blog.

 A leitura das três partes dará o entendimento pleno dessa questão, que tanto tem entristecido ao mundo.

Fernando Marin


 Os Palestinos, Israel e a Igreja - Parte Final


QUEM É O ISRAEL DE DEUS HOJE?

 Mais uma vez entramos em terreno pantanoso, porém, necessário. Se queremos entender com profundidade o conflito na Faixa de Gaza, bem como a rixa milenar entre muçulmanos e judeus, precisamos compreender que a inaceitação de Israel frente aos territórios ocupados pelos palestinos remete-se, em seu entendimento, a uma promessa: de que é povo sagrado do Senhor, nação escolhida pelos céus como herdeira de uma herança irrevogável. Mas, será de fato isso ainda válido hoje?

 Como já apresentamos na última semana, a eleição de Israel repousa sobre Abraão, que ganha a promessa de uma terra peculiar:
Disse o Senhor a Abrão, depois que Ló separou-se dele: "De onde você está, olhe para o Norte, para o Sul, para o Leste e para o Oeste: Toda a terra que você está vendo darei a você e à sua descendência para sempre. Tornarei a sua descendência tão numerosa como o pó da terra. Se for possível contar o pó da terra, também se poderá contar a sua descendência. Percorra esta terra de alto a baixo, de um lado a outro, porque eu a darei a você". (Gênesis 13:14-17)

 À luz das Sagradas Escrituras não há o que discutir. Houve uma promessa de Deus sobre a vida de Abraão e seus descendentes. Entretanto, e aqui está um ponto relevante, as promessas de Deus sempre foram condicionadas à obediência:
“Se, todavia, o seu coração se desviar e vocês não forem obedientes, e se deixarem levar, prostrando-se diante de outros deuses para adorá-los, eu hoje lhes declaro que sem dúvida vocês serão destruídos. Vocês não viverão muito tempo na terra em que vão entrar e da qual vão tomar posse, depois de atravessarem o Jordão”. (Deuteronômio 30:17-18)

 Paulo, que não estava condicionado ao dispensacionalismo teológico, interpreta a era atual como a era da igreja. Ou seja, nós, os que cremos em Jesus, somos hoje o Israel de Deus, a verdadeira descendência de Abraão, a partir da primeira vinda de Cristo:
Não pensemos que a palavra de Deus falhou. Pois nem todos os descendentes de Israel são Israel. Nem por serem descendentes de Abraão passaram todos a ser filhos de Abraão. Pelo contrário: "Por meio de Isaque a sua descendência será considerada". Noutras palavras, não são os filhos naturais que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são considerados descendência de Abraão. (Romanos 9:6-8)

 Israel, então, foi esquecido pelo Senhor? De modo nenhum! Haverá um remanescente, um povo da linhagem física de Abraão, fiel a Jesus e guardado para os últimos dias:
Pergunto, pois: Acaso Deus rejeitou o seu povo? De maneira nenhuma! Eu mesmo sou israelita, descendente de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, o qual de antemão conheceu. Assim, hoje também há um remanescente escolhido pela graça. Irmãos, não quero que ignorem este mistério, para que não se tornem presunçosos: Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegasse a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: "Virá de Sião o redentor que desviará de Jacó a impiedade. E esta é a minha aliança com eles quando eu remover os seus pecados". (Romanos 11:1-2, 5, 25-27)

 É preciso entender isso com mais clareza. O Estado de Israel que conhecemos hoje, como um país legitimado pela ONU, não representa o povo da aliança com Deus. Israelita, dentro da ótica neotestamentária, é uma questão do coração, e não mais de raça. O fato de Israel ter se organizado como nação autônoma novamente em 1948, e voltado para o território bíblico, não está associado ao cumprimento de profecias messiânicas, pois todos os textos que tratam da volta de Israel para a terra sagrada referem-se ao Reino Milenar de Cristo, após, evidentemente, o seu segundo retorno.

 Mas, fazendo jus à irrevogabilidade das promessas celestes – e aqui quero a sua atenção – como vimos no texto acima, haverá um retorno dos judeus ao Senhor nos últimos tempos, quando cessar o tempo do seu endurecimento espiritual.

 A pergunta mais importante a ser feita é: você faz parte do Israel de Deus hoje? Os que estão em Cristo podem, de forma inconfundível, ser chamados de povo eleito do Senhor! Alegre-se nessa realidade, meu amigo e irmão!


Julio Cesar Paiva Gonçalves

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

OS PALESTINOS, ISRAEL E A IGREJA II







Israel, Palestina e a Igreja II


 Esta é a segunda parte do artigo escrito pelo Pr Julio César Paiva Gonçalves sobre a antiga questão que envolve a belicosidade existente entre o povo de Israel e o da Palestina. A primeira parte está postada no blog anteriormente, e esta segunda parte ajudará bastante àqueles que desejam compreender melhor o assunto.


PALESTINOS E JUDEUS – A QUEM PERTENCE A TERRA PROMETIDA?

 Basicamente, essa é a questão central que permeia a crise entre judeus e muçulmanos: a quem pertence a Terra Prometida? Esse entrevero traz consequências terríveis não só para o Oriente Médio, mas para todo o planeta, tendo pleno potencial para se transformar no estopim de uma nova guerra mundial.
 Teologicamente, há quem creia que o restabelecimento do Estado de Israel faz parte dos planos divinos para a chegada do fim, visto que Israel representa o relógio de Deus para a concretização das profecias messiânicas. Assim, os palestinos devem ser de fato expulsos do território que pertence biblicamente aos judeus, pois isto faria parte da preparação para a volta de Cristo.
 Terá esse pensamento validação teológica? Será ele coerente com a mensagem das Escrituras Sagradas? Vejamos a resposta a partir de um breve relato histórico e uma objetiva constatação bíblica, reconhecendo mais uma vez o terreno pantanoso sobre o qual trilhamos em relação a este dilema.
 Por volta do ano 2000 a.C., Abraão recebe o mandato divino para deixar a Mesopotâmia e rumar para Canaã, em busca de um território que seria destinado aos seus descendentes ao longo dos séculos vindouros. Somente por volta de 1240 a.C., sob a liderança de Josué à frente de Israel, tal promessa começa a tomar forma, alcançando a sua consumação debaixo dos reinados de Davi e Salomão, pelos idos do século X a.C.
 Com o rei Roboão, neto de Davi, Israel é fragmentado em dois reinos: o Reino do Norte, cuja capital é Samaria, e o Reino do Sul, com Jerusalém como centro. O primeiro cai sob o domínio assírio, e nunca mais se restabelece, em 722 a.C. O segundo cai diante de Babilônia, no ano 586 a.C. Desde este período, a não ser por breves intervalos de tempo, os judeus jamais voltaram à autonomia política em relação ao seu território, passando pela jurisdição babilônica, persa, grega e romana. No ano 70 d.C., Jerusalém, que naquele tempo estava sob o domínio do Império Romano, foi destruída e em 135 d.C., os judeus foram expulsos da cidade e passaram a viver em diferentes partes da região.
 A Palestina passou a estar sob o domínio dos muçulmanos a partir do ano 638 d. C., quando Omar era o califa. Este domínio permaneceu até o ano 1918, exceto por alguns anos durante as Cruzadas, o que representa cerca de mil duzentos e oitenta anos sob o domínio muçulmano. Foi a partir de então que a região passou a estar sob o Protetorado Britânico.
 De 1880 em diante o número de judeus que se estabeleceram na Palestina, fugindo da perseguição antissemítica que estava havendo na Europa, começou a aumentar significativamente. Nessa época, 5% da população era composta por judeus e 95% por árabes palestinos. Quando os árabes perceberam as intenções a longo prazo dos judeus, passaram a ter uma atitude mais violenta.
 Em 1917, na Inglaterra, foi assinada a Declaração de Belfour, em que se reconhecia o direito dos judeus a terem sua própria pátria, com a ressalva de que em nenhum momento os árabes palestinos poderiam ser prejudicados pelas concessões feitas aos judeus.
 A violência entre os dois grupos continuou em aumento até que, em 1947, a Organização das Nações Unidas aprovou um plano que dava 52% das terras para os judeus (que então representavam 31% da população e possuíam legalmente apenas 6% das terras) e 48% para os árabes (que representavam 69% da população).
 Em 1948 o Estado Judeu foi estabelecido. Os árabes, inconformados com o que eles entendiam ser uma grande injustiça, se levantaram contra os judeus, foram derrotados e, no processo, perderam ainda mais território. Como resultado desta situação, ainda hoje há 3.5 milhões de palestinos refugiados em diferentes países do Oriente Médio.
 Este acontecimento foi visto por muitos cristãos como o “início do fim” e o cumprimento de promessas bíblicas. O povo judeu precisava de um território próprio, depois de sofrer intensamente o holocausto levado a cabo pelos nazistas. O problema era que a Palestina já era habitada pelos árabes palestinos há mais de mil anos, ou seja, há muito mais tempo do que o Brasil foi descoberto! O mundo tinha sido compreensivelmente simpático aos judeus que sofreram terrivelmente, mas ignorou os direitos e o clamor do povo palestino, que vivia naquele lugar há vários séculos. 
 Seiscentos e cinquenta mil muçulmanos e 55 mil cristãos palestinos foram expulsos de suas casas. O novo governo de Israel destruiu mais de 400 povoados palestinos. Desde então milhares, principalmente palestinos, morreram em meio às intermináveis batalhas. Milhares de árabes (muçulmanos e cristãos) continuam sem uma casa, sem uma pátria, o que só faz aumentar em larga escala esse conflito que parece não ter um fim visível.
 Que uma coisa fique clara: amo o povo judeu e tenho integral consciência de que a fé cristã deve sua existência ao judaísmo, do qual é herdeira direta. A princípio o Cristianismo não era visto como um novo movimento religioso, mas sim uma facção judaica. Jesus era judeu, os apóstolos eram judeus, a primeira igreja era judia. Também abomino e rechaço veementemente as ações radicais islâmicas. Entretanto, resta-nos saber se esse Israel de hoje representa o povo que biblicamente é chamado de povo de Deus, sujeito às promessas dos céus, com direito incondicional à Terra Prometida.
 Sobre isso, falaremos com mais calma na próxima semana! Até lá e que Deus nos abençoe!
Julio Cesar Paiva Gonçalves