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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Cotidiano V



Cotidiano V

Tantos assuntos importantes acontecendo e eu sem tempo para escrever!!

Por isso, tenho recorrido ao que os amigos postam. E lendo esse material, publicado pelo amigo Pr Barbosa Neto, um defensor árduo da família, da ética e do Evangelho, não pude deixar de compartilhá-lo com vocês.

Afinal, como anda a família brasileira? O que temos feito em prol dela?

Há tempos vimos a dissolução familiar acontecendo dia a dia, mas parece que somos poucos os que defendem a estrutura familiar formal. Sinto que estamos perdendo terreno para todo o tipo de liberalidade!

Ainda tenho a esperança de dias melhores, mesmo assistindo ao desabamento da sociedade moderna.
A leitura do texto é leve, interessante e reflexiva.

A segunda postagem também é muito oportuna, e vem nos trazer à tona a questão da criação de nossos filhos.

Fernando Marin


Papai ainda mora aqui?

Estranhando a prolongada ausência do pai em casa, a neta de Magali Cunha chegou para avó e perguntou: "Vó, o papai ainda mora aqui?"

A pergunta da menininha me fez recordar um episódio semelhante, vivido por Billy Graham. Logo no início de seu ministério, o evangelista foi com sua equipe realizar as chamadas cruzadas na distante Austrália. Por lá, ele e a equipe ficaram muito tempo. Meses depois, quando Billy retornou a casa, o filho Franklin olhou estranho para o pai e foi perguntar à mãe quem era aquele homem.

Muitas vezes as exigências da vida roubam de nós o tempo que gostaríamos de dedicar aos nossos familiares. Mas uma coisa é certa: precisamos definir as prioridades. Se os filhos são pequenos, eles devem receber a devida atenção. Até porque, não ficarão pequenos para sempre, nem para sempre ficarão conosco. É comum encontrar pais que olham para trás e lamentam que não tenham podido dar mais tempo aos filhos. Agora, que gostariam de fazer isso, os filhos já cresceram e têm outros interesses! Por essas e outras é que o Eclesiastes ensinava que "TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu" (Ec 3.1). Há um tempo, definido e limitado, quando podemos jogar bola com o filho, brincar de boneca com a filha, brincar de casinha, correr, empurrar de leve o filho num balanço, enfim... ser um pai ou mãe que dedique tempo para curtir a infância dessas pequenas criaturas que o Criador, por pouco tempo, nos emprestou. Quanto mais quando se sabe que essas serão as memórias mais gloriosas que conservarão consigo pelo resto de suas vidas!

O grande desafio que a vida coloca aos pais do século XXI é justamente encontrar o equilíbrio entre o presente e o futuro. Será que vale a pena dar aos filhos um futuro de riquezas perdendo com isso a vivência com eles na infância? Para achar esse equilíbrio, os pais necessitarão da suprema sabedoria do Céu.

Pr. João Soares da Fonseca

Enviado por:

Pr. José Rene Toledo - rene@batistas-mg.org.br




O Mundo Tenebroso, materialista e inadequado das "novas" festas infantis.


Bolo, balão, brigadeiro, amigos, familiares e parabéns. Onde encontramos todas essas coisas? Em festas de aniversário, especialmente nas de crianças, é claro! Infelizmente essa afirmação já não é tão óbvia assim nos dias atuais, quando as festas, nas classes médias e elites, ganharam espaços e formatos bem singulares – na maioria das vezes inadequados para os pequenos e massificados pelo mercado.
Sem tempo de preparar as festas dos filhos com a devida atenção os pais, hoje, acabam recorrendo a um mercado extremamente rentável de festas infantis customizadas que fazem tudo sob medida para o aniversariante. Os preços começam de aproximadamente R$ 2,5 mil e chegam até a espantosa soma de R$15 mil, segundo reportagem do ano passado.
Comecei a refletir sobre esse fenômeno no final dos anos 90, por ocasião do boom das festas em bufês. Nelas, a única coisa que remete ao aniversariante e à infância é, muitas vezes, o convite com a assinatura da própria criança. Ao chegar, você se depara com um baú onde deve “depositar o presente ao homenageado” – é esse o verbo usado pela recepcionista que fica na entrada. Depositar o presente, sem se esquecer de anotar seu nome no embrulho, para a criança saber, quando chegar em casa e abrir seu baú cheio de presentes, muitos repetidos, quem foi o “ coleguinha remetente”. Aquela delícia de dar o presente, escolhido a dedo ou feito com as próprias mãos; e de receber, desembrulhar e agradecer parece estar fora de moda.
A festa se desenrola, na maioria das vezes, em horário e com músicas, comidinhas ou brincadeiras nada adequadas à faixa etária convidada. No decorrer da comemoração, o pequeno aniversariante é estimulado, incansavelmente, por animadores que a todo momento nos fazem lembrar que hoje é o seu dia – e não do personagem famoso, geralmente licenciado, estampado nos quatro cantos do salão tentando roubar a cena das crianças.
A decoração em geral não foge ao padrão princesas para as meninas e super heróis para os meninos – como dita Walt Disney. Enquanto isso os pais, aqueles que conseguiram acompanhar seus filhos, ficam geralmente tomando uma bebidinha e jogando conversa fora, num merecido momento de descontração. Mas quem acompanha as crianças nas festas são, muitas vezes, as ditas folguistas – as babás de fim de semana –, que formam um séquito de branco de olhos atentos nos pequenos.

No fim da festa, a criança geralmente volta para casa exausta com tantos estímulos sonoros, visuais e gustativos, e um saco cheio de presentes, com uma ressalva para as famílias que pedem doações para crianças carentes no lugar de presentes ao homenageado.
Ainda assim, somos levados a questionar o que foi celebrado ali: as conquistas de mais um ano de vida entre amigos e familiares – ou o consumo?
É claro que os bufês infantis foram se modernizando e ganharam novos conceitos que acompanham as tendências das classes mais favorecidas, tais como alimentação mais light, sucos verdes, brigadeiros gourmet, brinquedos mais orgânicos, brindes inovadores e decoração ligada à natureza. Contudo, a essência consumista não mudou em nada e segue impregnada nesse rentável modelo de negócios.
Festas das elites
Mas isso não é tudo. O ano de 2011 marcou o início das festas sobre rodas. Meninas entre 6 e 11 anos, das elites de grandes centros urbanos, começaram a cobiçar festas que acontecem dentro de limusines locadas, geralmente cor de rosa. 
As mães das pequenas“noivas” alugam esses veículos pelo valor aproximado de dois mil reais para festejar mais um ano da vida de seus filhas, confinadas no trânsito de grande metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo – ao som ensurdecedor de celebridades mirins e ao sabor de doces e refrigerantes.Ainda assim, somos levados a questionar o que foi celebrado ali: as conquistas de mais um ano de vida entre amigos e familiares – ou o consumo?
É claro que os bufês infantis foram se modernizando e ganharam novos conceitos que acompanham as tendências das classes mais favorecidas, tais como alimentação mais light, sucos verdes, brigadeiros gourmet, brinquedos mais orgânicos, brindes inovadores e decoração ligada à natureza. Contudo, a essência consumista não mudou em nada e segue impregnada nesse rentável modelo de negócios.
“noivas” alugam esses veículos pelo valor aproximado de dois mil reais para festejar mais um ano da vida de seus filhas, confinadas no trânsito de grande metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo – ao som ensurdecedor de celebridades mirins e ao sabor de doces e refrigerantes.

A festa pode esgotar-se ali mesmo – sem espaço para troca ou movimento –, mas muitas vezes prolonga-se com uma ida a um cabeleireiro ou spa infantil, onde as convidadas podem pintar as unhas, maquiar-se ou exibir penteados arrojados. Exercitam assim o consumismo, valores materialistas e a sexualidade precoce.

E os meninos, peças fundamentais no exercício da brincadeira, e amigos queridos da aniversariante? Ficam de fora, como manda o figurino e o sexismo – desde a mais tenra idade. O sucesso dessas festas foi tão grande que a moda se reinventou e hoje atinge o público adolescente e o adulto com as famosas Festbus, que acontecem dentro de ônibus – transformados num grande salão de festas com pista de dança itinerante.

Já no ano passado o maior hit das festas infantis foram as chamadas festas do pijama, antes reconhecidamente caseiras – quando um grupo seleto de amigos passava a noite na casa do aniversariante. Hoje, mercantilizadas e abocanhadas pelo mercado infantil, têm decoração personalizada, com brindes que podem ir de pijamas e cobertores até tendas ou sacos de dormir, feitos sob medida para os convidados. Estes, depois de passarem horas navegando individualmente em seus tablets, adormecem na casa do amigo e levam os “mimos” para casa.

O velho colchão de dobrar, guardado embaixo da cama ou em cima do armário da casa da vovó saiu de moda, assim como também ligar para mãe que está recebendo os amigos para saber como estão as crianças ou simplesmente agradecer o pernoite. A comunicação entre pais fica restrita a seus filhos via whatsapp, denunciando a perda do sentido de coletividade e comunidade. E quem entretém as crianças são geralmente animadores contratados, com atividades tipo guerra de travesseiro.

Em pouco tempo, este tipo de festa tornou-se a principal escolha de meninas entre 6 e 11 anos – como previu uma empresa carioca pioneira em festas para crianças que criou, inclusive, uma cartela de opções para o que chama de minisleep. Ideias para lá de “criativas” compõem o cardápio da empresa: festas de culinária, festas em sítios, focadas em futebol e onde mais sua imaginação e recursos financeiros puderem alcançar. Outra empresa focada nesse mercado inventa o que seu desejo mandar para a festa dos seus filhos, sem que você precise sequer sair de casa e desde, claro, que possa pagar por isso.

Vale dizer que até o singelo bolinho na escola ganhou novos contornos, estimulados pela própria instituição de ensino – que deveria ter o papel de fomentar outros valores e formas de homenagear o aniversariante. Hoje, o famoso “parabéns” em sala de aula pode ser acompanhado por uma roda de presentes, enviados pelas famílias para o “dono do dia”, que sai da escola com um saco de 15 presentes ou mais, sendo que, muitas vezes,nenhum
tem a autoria do amigo. Presente feito coletivamente na escola, cantoria de músicas ou algo que o valha parecem valores esquecidos, numa sociedade que mercantilizou as datas comemorativas e tem ensinado às crianças que, para ser, é preciso ter.

Mudaram, portanto, os valores, e não apenas os locais das festas. O que é transmitido para as crianças quando seu aniversário é festejado dentro de salões de beleza ou limusines? O que elas vão querer na festa de quinze anos ou no dia do casamento? O que pensar de famílias que se endividam o ano inteiro para isso e que, quando a festa acaba, já querem saber da criança o que ela pretende ter na festa do ano que vem?.
Cabe aos pais essa reflexão, numa tentativa de reinventar, criativamente, a comemoração do aniversário de seus filhos, de uma forma mais sustentável e que valha a pena rememorar no futuro. E, claro, às escolas cabe a reflexão sobre o lugar social que ocupam na vida dessas famílias – lugar que deveria ser de formação para cidadania e não de bufê infantil.

Mas, nem tudo está perdido. A tendência contrária são as comemorações ao ar livre, em parques, com a criançada correndo solta atrás da bola, entre as árvores. Foi reconfortante receber um convite da festa de aniversário do filho de amigos, feito pela própria criança. A comemoração foi no Jardim Botânico do Rio. Lá, tive a chance de entregar o presente na mão da criança e lanchar delícias feitas pelas tias e avós. Tudo muito original, com o lugar decorado por um grande mural de fotos dos momentos vividos no último ano pelo aniversariante e seus amigos, que ali estavam. No fim, o “dono do dia” carregava um saco não tão grande de presentes, mas um enorme sorriso no rosto. Ele pode partilhar, com pessoas importantes na sua vida, conquistas e atividades que ficarão na memória. E o brinde foi um cd, gravado pelo seu pai e ilustrado pelo irmão mais velho, com suas músicas preferidas. Isso, sim, merece ser festejado!

Enviado por:
Pr. José Rene Toledo - rene@batistas-mg.org.br
Diretor Executivo

sábado, 11 de junho de 2016

Tempos de Crise




Tempos de Crise


Por: Fernando Marin



E a crise política parece que não tem fim, com as continuadas denúncias de corrupção e acusações contra governantes e representantes do povo, inclusive com prisões e condenações.

Grandes empresários estão envolvidos em esquemas de propinas e doações de valores altos para campanhas políticas, muitas delas não contabilizadas e , portanto, ilegais.

Também há muitos políticos e ex-governantes tornados inelegíveis pela tida como implacável Lei da Ficha Limpa, que lutam com todas as forças para conseguirem encontrar uma brecha para escaparem de seus rigores e tentarem retornar à cena.

Enquanto isso, o país foi envolvido em uma enorme crise econômica, que vem causando desemprego e queda em todos os índices de produção, agora até mesmo na agroindústria, antes preservada dessa situação.

A mudança de governo ainda ensaia medidas que possam mudar esse trágico panorama, tenta dar sequencia à vida do país, mesmo em meio às denúncias que chovem sobre os que agora comandam o Brasil.

E a população , partidarismos à parte, é quem sofre com as dificuldades econômicas e a falta de emprego. Além disso, houve uma grande queda na qualidade dos serviços públicos, que já não eram eficientes, e que hoje pioram ainda mais devido à falta de verbas disponíveis.

Em cidades onde os royalties do petróleo eram fonte de receita, a situação hoje é quase que de caos, pois em muitas delas esses valores sempre foram gastos de forma incorreta, financiavam eventos, shows e outros supérfluos mais e , hoje, esse dinheiro vem fazendo falta até mesmo para o pagamento de serviços básicos, como coleta de lixo e limpeza de ruas.

Mas, por que chegamos até esse ponto?

Com certeza, sem medo de errar, a culpa é nossa.

Erramos quando votamos mal, escolhemos candidatos sem compromisso com as pessoas, que visam o poder e as vantagens que podem advir dele. Erramos quando não comparecemos à urna, no dia da votação, por acharmos que de nada adianta votar. Erramos quando anulamos nosso voto, e assim abrimos espaço para que um mau candidato seja beneficiado.

Erramos quando nos eximimos da nossa responsabilidade como cidadãos

Existe ainda o pensamento de muitos, principalmente de cristãos, de que a política não é ambiente para o povo de Deus, que seria um meio sórdido, recheado de pessoas desonestas. Ora, há pessoas desonestas em todos os lugares, inclusive dentro das igrejas. E se há pessoas assim na política isso acontece exatamente porque muitos dos bons, dos honestos, dos éticos se afastaram da vida pública pensando dessa forma, o que favoreceu aos desonestos e não éticos, que enxergaram espaço para as suas práticas não-cristãs. 

A responsabilidade é nossa, conosco e com os demais.

É nosso dever escolhermos bem em quem confiar o nosso voto, conhecer bem o passado do candidato, a sua vida pessoal, a sua conduta.

Mais uma eleição se aproxima. Que cada cidadão esteja consciente da importância que tem o seu voto, que reflita sobre tudo o que o Brasil tem passado por más escolhas do passado. E que planejemos um futuro de paz e prosperidade para nossos filhos e netos.

É o que eu espero.

Fernando Marin

terça-feira, 17 de maio de 2016

Corrupção




 Mais uma vez, pedi autorização ao Pr Marcos Granconato para compartilhar com todos um artigo sobre um tema bastante atual: a corrupção.

 Ela está  presente em todas as partes do mundo, em maior ou menor grau, mas pode chegar a comprometer até 33% do PIB, onde é mais atuante.

 Quando falamos em corrupção a maioria imagina que ela apenas aconteça no meio político, mas não é verdade. Ela está no cotidiano das pessoas, naquela momento em que um guarda de trânsito recebe uma 'gorjeta" para não multar um carro, na falsificação de uma carteirinha escolar para se pagar meia-entrada no cinema, na falta de emissão de nota fiscal quando se efetua uma venda, etc.

 É nas pequenas atitudes do dia-a-dia que a corrupção se instala na vida de muitos, às vezes sem ser notada. É como diz a famosa 'lei de Gérson", criada através de uma propaganda de marca de cigarros na década de 70:  o importante é se levar vantagem em tudo.

 E por aí, bilhões vão se escoando pelo ralo, deixando de atender às demandas maiores da população.

 Convido a lerem e refletirem no texto abaixo e, principalmente, convido a uma mudança de atitude a partir de agora em relação àqueles pequenos atos de que falei. Afinal, nada muda se não mudarmos.

Fernando Marin


Corrupção
O Brasil inteiro está assustado com a corrupção. Não que ela seja uma novidade para nós. É claro que não. Não somos tão ingênuos assim. O que assusta o povo brasileiro é o grau e a amplitude da corrupção. Em nosso país, vemos que ela é como uma chaga que afetou o corpo inteiro. Não há uma só parte que não tenha sido atingida. E isso numa dimensão assustadora. Quando ouvimos falar de suborno, não pensamos mais em algumas notas dentro de um envelope. Pensamos em bilhões. Isso mesmo... bilhões! Algo que o mundo nunca viu em sua história!

Segundo vejo, a corrupção é especialmente grave porque é assassina. Por causa dela famílias inteiras morrem em estradas que deviam ser mais seguras, mas não são porque houve “desvio de verba”. Por causa da corrupção milhares de pessoas sofrem amargamente e morrem nos corredores de hospitais abandonados. Por causa da corrupção não há vacinas para a população que enfrenta graves epidemias e vê seus queridos sofrendo e morrendo como vítimas de doenças terríveis. Aliás, é por causa da corrupção que as epidemias perduram, pois não há investimento pesado no combate a elas. Tudo vai para o bolso de meia dúzia de ladrões que têm, assim, as mãos sujas de sangue inocente.
Sim, o corrupto é um malfeitor perverso; um canalha que prejudica gravemente milhares de pessoas enquanto mantém na boca seu discurso hipócrita e seu sorrizinho cínico. Olhe para uma criança com microcefalia, pense na vida que ela terá de levar sendo uma pessoa limitada, observe a angústia e a luta agora perene de seus pais e considere que, se você olhar para trás, numa sequência de causas ininterruptas, no início de toda essa desgraça verá a mão de um corrupto que tomou para si os recursos que seriam usados no combate àquela doença.
Por isso, não devemos ver o corrupto apenas como um pilantra safado. Ele é um assassino, um genocida frio privado de qualquer sentimento de culpa, um torturador a distância, alguém que torna a vida de milhões de pessoas um inferno, fazendo com que haja desemprego em níveis jamais vistos, carestias, aumento da criminalidade, péssima segurança pública, baixa qualidade de ensino, ruas esburacadas... Podemos ter certeza de que a corrupção é a causa onipresente de todos os males que torturam o nosso povo, desde a falta de iluminação em um poste da rua até a proliferação das favelas.
O que pensar disso tudo à luz da Bíblia? Bem, em primeiro lugar temos de entender que a corrupção não é um problema cultural como dizem por aí. É claro que ela está engendrada na cultura do nosso povo. Mas a corrupção é, basicamente, um problema espiritual. Olhe para Isaías. Esse profeta que viveu no século 8 a.C. denunciou a corrupção política de Israel, condenando, inclusive, a venda de sentenças judiciais (Is 1.23). Isaías fazia isso não como um “reformador social urbano”, como afirmam os teólogos de esquerda, mas sim como um defensor das prescrições da aliança. Ele sabia que no cerne dos problemas sociais de Israel estava o abandono da lei de Deus. Por isso, ele não se importava a priori com “reformas sociais”, mas sim com uma conversão nacional — o retorno à obediência a Javé.
Quando lemos o capítulo 1 de Isaías, ficamos impressionados com a semelhança que há entre a realidade suja do seu tempo e a realidade brasileira atual. Então percebemos que a corrupção é sim um “problema cultural”, mas que esse problema afetou nossa cultura por causa da falta do temor do Senhor e do descaso diante da Palavra de Deus.
Com efeito, somos uma nação de ateus zombadores. Nossas crianças, sem jamais terem ouvido um versículo bíblico sequer, xingam os mais velhos com palavrões e, muito cedo, se enchem de malícia. Nossos jovens levam vidas ocas, nutrindo os vícios que aprenderam com seus pais e correndo atrás de futilidades. Se ouvem algo sobre o evangelho, escarnecem. Se são advertidos, tapam os ouvidos. O coração dos nossos jovens é novo, mas já se enrijeceu. Eles vivem vidas sujas, não se importam com isso, não escutam ninguém e, nisso tudo, muitas vezes contam com o incentivo dos familiares.
Considerem ainda nossas famílias. Há desrespeito, brigas, mentiras, separações... Tudo isso porque as verdades da Palavra são desprezadas. Ora, Isaías mostra que, quando isso acontece com um povo, o que se pode esperar é o aumento da injustiça e o caos social e político, manifesto inclusive na corrupção. Na raiz da “Lava Jato” está o desprezo por Deus.
Isso nos leva a uma segunda consideração. Se a raiz do problema da corrupção é o desvio espiritual, então a única solução para esse problema é o arrependimento, o voltar-se para Deus, andando nos seus caminhos. É o que diz Isaías: “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal” (Is 1.16). Sei que isso está muito longe de acontecer com nossos políticos e com nosso povo. Sei que isso está longe de acontecer com nosso mundo. Por isso, sei que a corrupção assassina vai continuar no Brasil e em todo o planeta. Em nosso caso, talvez haja alguma redução temporária em face das punições mais frequentes, mas o fim da corrupção sem o temor do Senhor é um mito que merece somente o nosso riso. De fato, acreditar que a corrupção vai acabar quando houver mais educação e maior noção de cidadania é o mesmo que dizer que o incêndio de um prédio vai se extinguir se as pessoas começarem a cuspir nele. Uma grande bobagem!
A verdade é que o fim de todo esse chiqueiro só ocorrerá com a vinda gloriosa do Rei da Justiça. Enquanto ele não vem, oremos por nossa pátria amada — a “mãe gentil” que engorda devorando a carne dos seus filhos.
Pr. Marcos Granconato 

sábado, 7 de maio de 2016

Ser Mãe


8 de maio de 2016, Dia das Mães. 


Quanta coisa a ser dita, lembrada. Nem tudo hoje é poético, temos visto verdadeiras atrocidades cometidas por "mães" , que geraram filhos sem estarem prontas para isso, ou até mesmo contra a sua vontade. É comum hoje a gravidez ocorrer depois de uma animada "balada", sobre o efeito de drogas ou álcool, ou porque a mãe convive com um grupo de dependentes químicos e não tem sequer a noção de seus atos.

Assistimos quase todos os dias nos noticiários fatos que envolvem mães que 'esquecem' filhos nos carros, ou que os deixam sós em casa e partem rumo à diversão. Ou pior, mães que abandonam recém nascidos nas ruas, nos hospitais.

Mas, não é disso que gostaria de falar hoje. Haverá ocasião para tal.

Minha mensagem hoje é de amor, de responsabilidade, de reconhecimento.

Recebi esse artigo em um grupo do qual faço parte, ela foi escrita pelo Pastor Marcos Grantonato, que nem tenho o prazer de conhecer.

Uma mensagem que nos mostra que devemos criar nossos filhos de acordo com o que Deus nos ensina, e que quando assim o fazemos o é que o verdadeiro amor de mãe é mostrado.

Hoje, muitas vezes criamos nossos filhos para o mundo, como se diz, os capacitamos para o trabalho, para estarem bem financeiramente. Mas, na verdade, não é isso o que realmente importa.

O importante é o SER, e não o TER.

Não deixe de ler, compartilhar e aprender com o Pr Marcos, com certeza foi Deus quem o inspirou.

Fernando Marin



Enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada (Pv 31.30).
Neste domingo se comemora o Dia das Mães. Pra mim, esse é um dos dias comemorativos que mais fazem sentido. Isso porque, se existe alguma figura que merece reconhecimento, essa é a figura da mãe. De fato, é a mãe que enfrenta o desconforto de gerar a criança em seu ventre, carregando-a dentro de si ao longo de quase um ano. É ela quem sofre horrores para trazer um filho ao mundo. É ela quem nutre um sentimento de afeto pelo seu rebento que supera tudo, a ponto de ser capaz de dar até sua vida em favor do seu “eterno bebê”, não importando se esse “bebê” é uma pessoa de bem ou um indivíduo ingrato e perverso. Quem não se comove com uma figura assim, tão singular?
Por tudo isso (e muito mais), ser mãe é uma experiência que, por si só, enobrece. Contudo, é possível que a mulher que vive essa experiência seja alguém ainda mais nobre, caso desempenhe seu papel de genitora sob a direção da Palavra de Deus. Na verdade, a mãe que não se sujeita a essa direção acaba por perder parte da grandeza da sua posição. De fato, a mulher que, no papel de mãe, põe a Bíblia de lado, via de regra se torna uma promotora do mal, um agente destruidor do caráter do filho, uma cúmplice que apoia os erros da sua prole, uma fonte de tristeza e de vergonha para a família toda, um fardo que, com mágoas e angústias, todos têm de carregar.
O que, entretanto, a Palavra Santa ensina que pode livrar as mamães de um perfil tão indesejável? Bem, a Bíblia ensina muitas coisas ligadas a isso, mas quero destacar somente três fatores: devoção, sabedoria e amor.
A mãe devota é a mulher piedosa, reverente, que leva a sério as coisas de Deus, jamais fazendo pouco caso delas ou deixando-as em segundo plano. Ela não negligencia, por exemplo, a oração pelos filhos, nem a vida espiritual deles. Antes, zela por educá-los no temor e na admoestação do Senhor, reconhecendo a importância de induzi-los ao amor pelo Deus vivo, pelo povo eleito e pela Palavra viva. Para essa mãe devota, a igreja é mais importante do que as festinhas de aniversário, as aulas de piano ou o curso de inglês. Ela vê como a maior das desgraças a possibilidade de seu filho ser um homem de grande sucesso, mas longe da verdade. Ela prefere que seu filho tenha o bolso vazio em vez do coração vazio. Ela se preocupa com o futuro eterno dele, mais do que com seu futuro aqui.
No tocante à sabedoria, a mãe dotada dessa virtude é aquela que sabe como e quando falar, além de como e quando agir. Sendo piedosa, ela sempre tem a visão certa e as palavras certas. Não age precipitadamente, nem fala sem pensar. É serena, equilibrada e comedida. Nunca é flagrada aos berros, nunca chantageia, nunca tortura os filhos ficando “de mal”. A mãe sábia tem uma notável noção de justiça e, acreditem, ela ama mais a verdade que o bem-estar da sua família. Por isso, jamais permite que seu senso de proteção a induza a apoiar os erros dos filhos.
Finalmente, a mãe bíblica é cheia de amor. Não estou falando aqui somente do amor pelos filhos, pois isso parece algo inerente a toda (ou quase toda) mãe. O que quero especialmente destacar é que a mãe bíblica tem um profundo amor pelo pai. Ela o respeita e ouve. Ela o trata bem, com docilidade, humildade e mansidão. A mãe bíblica não coloca o pai em segundo plano, dando aos filhos o primeiro lugar. Não! Isso destruiria o equilíbrio do lar e a saúde emocional, espiritual e, não raro, até física dos filhos. Em vez disso, a mãe cristã considera seu marido o “número um” da casa e, com isso, faz com que seus filhos se sintam seguros e obtenham a visão de um modelo saudável de casamento, um modelo que, um dia, desejarão imitar e que os tornará felizes e realizados no lar que construirão. Buscando, assim, o bem do marido, a mulher santa ganha muito mais: ela obtém o bem do marido e também dos filhos. Já a que busca o bem dos filhos deixando de lado o marido, no fim de tudo não promove o bem de ninguém.
As mães, geralmente, gostam de receitas. Eis aí uma das boas. Comecem a prepará-la ainda hoje, mamães, caso ainda não o tenham feito. Quanto à doce sobremesa, deixem que essa Deus faz. E não se preocupem. Dessa sobremesa vocês vão gostar.
Pr. Marcos Granconato – granconato@igrejaredencao.org.br 

sexta-feira, 11 de março de 2016

Pela Ética na Política






Pela Ética na Política



Por: Fernando Marin


"Quando os maus sobem ao poder, o povo se esconde de medo; quando eles caem do poder, o número das pessoas honestas aumenta. Pv 28.28"


 É, a política está mesmo agitada no Brasil. Enquanto em Brasília um senador esteve preso e hoje “trabalha” utilizando aquela tornozeleira eletrônica , o presidente da Câmara é réu, mas se nega a se afastar do cargo ,utilizando-se de diversos artifícios para tal, ministros são nomeados irregularmente e a nossa vida segue em frente.

 Nos estados e municípios falta dinheiro para o pagamento de salários aos funcionários. Em outros, a polícia caça vereadores e ex-vereadores acusados de desvios, como é o caso de São Fidélis e Itaocara, no Rio de Janeiro.

 Nem mesmo nosso ex- presidente Lula escapa de ameaças de prisão, com acusações diversas feitas a partir de investigações do Ministério Público.

 Hoje também é grande o número de políticos que lutam na Justiça tentando desesperadamente anular condenações que os tornaram inelegíveis, oriundas da nova e temida Lei da Ficha Limpa, uma iniciativa popular que está sendo bem aplicada e que vem limpando o cenário político brasileiro.

 Parece que algo vem mudando em nosso país, finalmente. Até recentemente, as pessoas do bem procuravam se manter afastadas da política , tida como algo dominado por gente sem ética, sugadores do erário e que se locupletavam com uma relação promíscua com grandes empreiteiras e conluios armados com a finalidade do enriquecimento ilícito.

 Sim, algo está mudando, o anseio popular por uma política ética e feita por pessoas de bem tem encontrado eco em alguns setores da própria política, da Justiça e das cortes superiores do Brasil, onde bons promotores e juízes vem fazendo bem o seu trabalho – com grande apoio do povo – em prol de uma administração pública decente e voltada para o bem estar das pessoas.

 Infelizmente ainda há quem ache que não há nenhum político honesto, e que as coisas continuarão como eram por muito tempo. E continuarão enquanto essas pessoas apenas criticarem mas deixarem de participar, de cobrar, de tentar eleger pessoas com passado limpo e que tenham reais condições de prestarem um bom serviço ao povo.

 Me entristeço quando ouço de alguns que não mais participarão das eleições, desistiram de votar. Esse pensamento apenas facilita a vida de maus políticos, que acabam se elegendo se aproveitando das complexas matemáticas ainda presentes no nosso processo eleitoral, como chegamos a assistir nas últimas eleições.

 Me entristeço quando ouço de pessoas que nada vai mudar, que esses maus são poderosos, que compram a todos, alguém tem que fazer alguma coisa, dizem, desde que não sejam eles próprios a buscarem a mudança.

 Me entristeço quando vejo pessoas sendo enganadas (ainda) por promessas de cargos e de empregos por maus políticos, pessoas cúmplices da roubalheira, que torcem e trabalham pela eleição de maus apenas para poderem se aproveitar de umas “sobrinhas”.

 Me entristeço quando vejo pessoas atrás de políticos com pedidos diversos, dinheiro, remédios, materiais de construção, e que se aborrecem com um não, como se fosse a obrigação do candidato os suprirem com o que solicitam.

Sim, vejo uma luz no final desse túnel. Vamos em frente! Lutemos por mudanças, pelo novo, pelo honesto! Há muita gente boa que pode efetivamente trabalhar sério pelo município, pelo estado, pelo Brasil!

 Que haja uma mudança real de mentalidade não apenas da parte dos políticos, mas principalmente do povo ! 

 Que se escolha não aquele que dá algo ou promete dar, mas que se vote em quem pode e vai cumprir com a obrigação que seu cargo requer.

 Eleja com decência para que depois possa cobrar seus direitos.

 É a minha mensagem hoje.


Fernando Marin

domingo, 27 de dezembro de 2015

Palavra de fé para o ano novo.



Palavra de fé para o ano novo




Por: Fernando Marin






 Fim de ano e as mensagens para o que se inicia estão chegando, todas esperançosas de tempos melhores e de realizações que não puderam se concretizar no ano que ora finda.

 2015 foi mesmo um ano difícil, para todos. Uma crise econômica inesperada pela população pegou a muitos desprevenidos e os estragos foram grandes. Desemprego, inflação alta, queda nos negócios, um ano para ser mesmo esquecido.

 Alguns vêm o novo ano com desconfiança, outros com medo, poucos esperam mudanças positivas, e por isso estão cautelosos. Na verdade, espero que o novo ano se inicie com muitas dificuldades, porém vejo uma luz no fim do túnel já no último bimestre – numa perspectiva otimista.

 Vejo as pessoas abatidas, e nesse momento é que devemos fortalecer nossa fé e esperança em tempos melhores.

 Tudo isso me lembra do texto bíblico em Josué 1.

 Moisés, que liderava a caminhada do povo hebreu com destino à terra prometida, havia morrido. Deus levantou Josué como o novo líder e o encarregou de conquistar a terra. Isso demandava muitas lutas, guerras e enfrentar o desconhecido.

 Muitos de nós se sentem assim em relação ao ano de 2016, enfrentando o desconhecido. O que virá pela frente?

 Mas, Deus diz a Josué: "Seja forte e muito corajoso. Tome cuidado e viva de acordo com toda a Lei que meu servo Moisés lhe deu. Não se desvie dela em nada e você terá sucesso em qualquer lugar para onde for. " (Josué 1.7) .

 Seja forte e corajoso! E, principalmente, siga sempre a Palavra do Senhor! Viva dessa maneira, e você com certeza vencerá todas as batalhas!

 Creio que essa é a palavra de ordem para o ano novo: coragem ! Enfrentemos a crise com coragem, fé e disposição, afinal sabemos que Deus está conosco, assim como esteve com Josué naquele momento.

 Deixo para todos um versículo apenas da Bíblia, uma palavra de encorajamento para que possamos passar pelas dificuldades que surjirem com determinação, para que recebamos a força que necessitamos para enfrentar as lutas que virão com a certeza de que não estamos sós!

 "Lembre da minha ordem: Seja forte e corajoso! Não fique desanimado, nem tenha medo, porque eu, seu Deus, estarei com você em qualquer lugar para onde você for!"  ( Josué 1.9 NTLH).

Feliz Ano Novo ! Com fé e coragem!

Fernando Marin


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A Igreja e o Estado




 Um texto para a reflexão de todos, afinal, Estado e Igreja devem caminhar juntos?

 Aqui, meu amigo Leonardo Stuepp dá a sua opinião. Leonardo é professor, escritor, pensador católico, participa ativamente da vida na sua comunidade de fé em Blumenau, Santa Catarina e é conhecedor de todos os documentos e rotinas que norteiam a Igreja Católica Romana.

 Em um momento em que vivenciamos movimentos sociais que visam a implantarem novas modalidades de pensamentos sobre opção sexual, diversidade familiar, como deverá acontecer a ação da igreja ?

 Tenho analisado a atuação do papa Francisco e noto que ele se coloca como pastor, muito mais do que como Chefe de Estado.

 Qual deve ser o verdadeiro papel da igreja no mundo atual?



A Igreja e o Estado. O fim do Estado do Vaticano como necessário para a sobrevivência da Igreja Católica. Uma reflexão para o futuro.


Por: Leonardo Stuepp



 Algo está me atormentando a tempos quanto aos rumos da minha amada Igreja Católica Apostólica Romana.

  De seu início lá na Igreja Primitiva, onde, com os encontros e o sangue de milhares de mártires foi se construindo historicamente, com a complementação dos Evangelhos e de todo o Novo Testamento, com os escritos dos Padres e Doutores da Igreja, chegando a tornar-se a religião oficial de um Império, quando assume um papel quem sabe até necessário no contexto histórico, que muito colaborou para o bem das populações, mas ao mesmo tempo, muito colaborou para um lado obscuro, sendo participante e até conivente com muitas barbáries praticadas em nome de Deus.

 Foi poderosa, onde seu Chefe o Papa teve um poder temporal impensável nos dias de hoje.

  Com o caminhar lento e gradual da História, a Igreja aos poucos foi se distanciando do Estado, mas nem sempre o Estado da Igreja. Chegamos ao nosso tempo em que a maioria dos estados ocidentais se declaram laicos e, uma diversificação inumerável de denominações cristãs fazem com que a importância católica no mundo se torna bem menor.

  Nesse nosso mundo instantâneo, onde as comunicações são imediatas, onde as palavras e imagens circulam à velocidade da luz, a pessoa do Papa em suas duas figuras, a de Chefe da Igreja e de Chefe de Estado, não têm mais um sentido verdadeiro ( causando grandes confusões nas declarações do Papa em solenidades oficiais perante Chefes de Estado) considerando-se o fim a que a Igreja existe, ou seja sua missão, que é de evangelizar.

 Penso que falta ainda mais um passo para a Igreja voltar a ser novamente a Barca de Pedro: acabar com o Estado do Vaticano. O Papa tornar-se tão e simplesmente o Pastor da Igreja, sem vínculo algum com um Estado.

 Leonardo Stuepp