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sábado, 17 de dezembro de 2016

Uma reflexão sobre o Natal



Uma reflexão sobre o Natal


Por: Fernando Marin



 Mês de dezembro, aquela época do ano esperada por todos, afinal é Natal. Mais dinheiro no bolso, vamos todos às compras, são muitos presentes, vamos preparar uma Ceia maravilhosa,  a família estará reunida, fato raro nos dias de hoje.

 Mesmo em época de crise econômica é fundamental que se mantenham as tradições, compra-se menos, mas não se pode deixar de comprar.

 Correrias, confraternizações, amigos secretos, aquela rotina esperada e querida por todos, afinal é Natal.

 Natal. Você sabe que há cristãos que não celebram o Natal? Eu o celebro, e muito. Afinal, é a data escolhida para lembrarmos do nascimento daquele que Deus enviou a este mundo para morrer pelos nossos pecados. Aqui em casa montamos uma bela árvore, muito enfeitada e repleta de luzes coloridas, para demonstrar a nossa alegria pelo nascimento de Jesus.

 Infelizmente o espírito do Natal se perdeu aos poucos, e hoje a data possui um aspecto muito mais consumista do que no passado.

 Em um mundo dominado pela violência, pela fome, pela miséria, desemprego e outras mazelas parece que não sobrou espaço para o verdadeiro dono da data, Cristo.

 Natal significa celebrar o amor de Deus e mais que celebrar: praticar.

 Me entristeço com a questão dos milhares de refugiados das guerras covardes , com os enfermos desassistidos por uma saúde pública precária. Com os desempregados, que não sabem mais como dar o que comer aos seus em casa. Com as injustiças sociais , com a homofobia, o racismo, intolerância religiosa e todo tipo de discriminação que ainda existe por aí.

 Me revolto contra a corrupção em todos os níveis, que parece não ter fim.

 Natal é época para uma profunda reflexão: o que estou fazendo pela sociedade ? Será que posso me considerar um agente de transformações? Será que sou um bom exemplo para meus filhos?

 Estou sendo um bom exemplo de cristão?

 O mundo pode ser melhor, desde que cada um faça a sua parte.

 Feliz Natal!

Fernando Marin

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Aprendendo com a Tragédia



Aprendendo com a Tragédia

Por: Fernando Marin



O trágico acidente que dizimou o time da Chapecoense e mais outras vidas com certeza nos deixou um grande legado.

Há tempos não se observava tamanha comoção, tristeza , solidariedade. Nos mostrou que ainda podemos ter esperanças de um mundo mais ameno, com pessoas mais amorosas, que se preocupam com os demais a ponto de abrirem mão de sua própria vida pessoal e se entregarem a consolar aqueles que precisam.

Creio que Deus abertamente nos deu uma lição do que Ele espera de seu povo. Apesar de observarmos nossas igrejas cada vez mais lotadas de gente não vemos no cotidiano mudanças expressivas no comportamento das pessoas em geral.

A cada ano as estatísticas nos mostram um aumento significativo no número daqueles que se dizem cristãos / evangélicos, porém não vemos no comportamento da sociedade uma mudança de atitude , ou um decréscimo da violência ou fatores que pudessem confirmar esses dados.

Onde será que estamos falhando? No ensino da Palavra? No nosso exemplo de vida? Na falta de oração?

Estamos formando discípulos de Cristo ?

Ou estamos apenas formando cristãos nominais, que frequentam assiduamente a igreja, participam de todas as atividades, entregam seus dízimos pontualmente, mas que não experimentam um encontro verdadeiro com Jesus?

Tão bom seria se o que assistimos com o desastre da Chapecoense pudesse acontecer diariamente, quando milhares perdem as suas vidas, a maioria de forma violenta pela criminalidade, acidentes, abuso no consumo de álcool e drogas.

Infelizmente, parece que nos acostumamos de tal forma à violência diária que nem percebemos mais os estragos que ele tem trazido às nossas vidas e guardamos todo o nosso sentimento cristão apenas para as grandes tragédias.

Aprendamos com o que assistimos, no Brasil , na Colômbia e em todo o mundo nos últimos dias.

Que entendamos esse 'toque' que Deus nos deu nesse trágico evento e aprendamos com ele o que é efetivamente sermos cristãos de verdade.

Cristãos todos os dias, nas tragédias diárias, que acontecem bem perto de cada um de nós.

Fernando Marin



domingo, 30 de outubro de 2016

A sociedade tem jeito?



A Sociedade tem jeito?

Por Fernando Marin


Estive refletindo sobre os fatos a que temos assistido nos telejornais, na mídia e à nossa volta em geral. O que me tem chamado a atenção é a decadência moral da sociedade. Vemos a cada dia as pessoas mais arrogantes, vaidosas, independentes e egoístas, pensando somente em si e nas ventagens que podem obter.

Isso está claro em todos os aspectos da vida social, mas me chama a atenção o descaso mundial com a questão dos refugiados na Europa, me parece que ninguém se importa com as absurdas e covardes guerras e muito menos com aqueles que procuram se salvar fugindo e buscando segurança em outros países. São tratados como algo que incomoda, atrapalha, e não se vê um futuro decente para eles.

Ainda hoje pela manhã assisti a uma reportagem onde se chamava a atenção para o aumento do desmatamento na amazônia, a ganância de alguns e a inércia do governo estão transformando a floresta em lucros altos para uns e em miséria para outros, sem falar no prejuízo ambiental sem precedentes, afinal a floresta influencia o clima de todo o planeta!

A criminalidade está sem controle, afinal ela é consequência da falta de investimento na educação e nas políticas públicas brasileiras. Armas cada vez mais sofisticadas entram com facilidade no país e acabam nas mãos dos bandidos, muitas vezes devido à corrupção e a uma falta generalizada de atenção à segurança pública.

Em relação à saúde pública a situação é de caos total em todo o país, pessoas estão morrendo sem atendimento , pois não há médicos e nem condições de atendimento, faltam leitos, remédios, pessoal, tudo.

O desemprego, a pobreza e a fome estão por todo o planeta, e pouco se faz para minorar seus efeitos.

Na Operação Lava Jato as denúncias e acusações continuam provocando a prisão de muitos empresários e políticos, e os valores roubados são da casa de bilhões de reais, dinheiro que faz falta em setores essenciais e que acabou desviado para o bolso de gente desonesta.

Nas ruas é cada um por si. Brigas e mortes em qualquer hora e lugar, por motivos fúteis. Crianças e idosos abandonados em orfanatos e asilos. Gente que só pensa em si própria e pouco se incomoda com o bem estar dos demais. Outros se embriagam e assumem a direção de veículos, causando tragédias. E por aí vai.

E eu me pergunto, será que a sociedade tem jeito?

Saio à busca de respostas. E as encontro na Bíblia, em 2Timóteo 3. O texto é curto e claro, não deixa dúvidas. Reproduzo, abaixo:

“Lembre disto: nos últimos dias haverá tempos difíceis. Pois muitos serão egoístas, avarentos, orgulhosos, vaidosos, xingadores, ingratos, desobedientes aos seus pais e não terão respeito pela religião. Não terão amor pelos outros e serão duros, caluniadores, incapazes de se controlarem, violentos e inimigos do bem. Serão traidores, atrevidos e cheios de orgulho. Amarão mais os prazeres do que a Deus;, parecerão ser seguidores da nossa religião, mas com as suas ações negarão o verdadeiro poder dela. Fique longe dessa gente! "(2 Timoteo 3 , 1-5 NTLH)

Infelizmente, Paulo diz ao seu discípulo Timóteo que a sociedade não tem jeito, o comportamento das pessoas irá se degradando até o final dos tempos.

Claro que , como cidadãos temos que continuar lutando e buscando mudanças que possam trazer bem estar e desenvolvimento social.

Como cristãos não é diferente, pois somos discípulos de Cristo e nos cabe viver de acordo com o que Ele nos ensina, amando , respeitando as leis, autoridades e ao próximo.

A igreja deve continuar a agir como um grande fator de transformação, espalhando o Evangelho pelo mundo e oferecendo oportunidade para que aqueles que venham a aceitar a Jesus obtenham a salvação e tenham as suas vidas transformadas pela ação do Espírito Santo, tornando-se em novos discípulos de Cristo, em novas criaturas e trazendo novos discípulos também.

Assim, todos nós temos esse grande desafio pela frente. Todos somos responsáveis! Não podemos nos acovardar ou passarmos essa tarefa para outros.

E vamos em frente!

Fernando Marin

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Cotidiano V



Cotidiano V

Tantos assuntos importantes acontecendo e eu sem tempo para escrever!!

Por isso, tenho recorrido ao que os amigos postam. E lendo esse material, publicado pelo amigo Pr Barbosa Neto, um defensor árduo da família, da ética e do Evangelho, não pude deixar de compartilhá-lo com vocês.

Afinal, como anda a família brasileira? O que temos feito em prol dela?

Há tempos vimos a dissolução familiar acontecendo dia a dia, mas parece que somos poucos os que defendem a estrutura familiar formal. Sinto que estamos perdendo terreno para todo o tipo de liberalidade!

Ainda tenho a esperança de dias melhores, mesmo assistindo ao desabamento da sociedade moderna.
A leitura do texto é leve, interessante e reflexiva.

A segunda postagem também é muito oportuna, e vem nos trazer à tona a questão da criação de nossos filhos.

Fernando Marin


Papai ainda mora aqui?

Estranhando a prolongada ausência do pai em casa, a neta de Magali Cunha chegou para avó e perguntou: "Vó, o papai ainda mora aqui?"

A pergunta da menininha me fez recordar um episódio semelhante, vivido por Billy Graham. Logo no início de seu ministério, o evangelista foi com sua equipe realizar as chamadas cruzadas na distante Austrália. Por lá, ele e a equipe ficaram muito tempo. Meses depois, quando Billy retornou a casa, o filho Franklin olhou estranho para o pai e foi perguntar à mãe quem era aquele homem.

Muitas vezes as exigências da vida roubam de nós o tempo que gostaríamos de dedicar aos nossos familiares. Mas uma coisa é certa: precisamos definir as prioridades. Se os filhos são pequenos, eles devem receber a devida atenção. Até porque, não ficarão pequenos para sempre, nem para sempre ficarão conosco. É comum encontrar pais que olham para trás e lamentam que não tenham podido dar mais tempo aos filhos. Agora, que gostariam de fazer isso, os filhos já cresceram e têm outros interesses! Por essas e outras é que o Eclesiastes ensinava que "TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu" (Ec 3.1). Há um tempo, definido e limitado, quando podemos jogar bola com o filho, brincar de boneca com a filha, brincar de casinha, correr, empurrar de leve o filho num balanço, enfim... ser um pai ou mãe que dedique tempo para curtir a infância dessas pequenas criaturas que o Criador, por pouco tempo, nos emprestou. Quanto mais quando se sabe que essas serão as memórias mais gloriosas que conservarão consigo pelo resto de suas vidas!

O grande desafio que a vida coloca aos pais do século XXI é justamente encontrar o equilíbrio entre o presente e o futuro. Será que vale a pena dar aos filhos um futuro de riquezas perdendo com isso a vivência com eles na infância? Para achar esse equilíbrio, os pais necessitarão da suprema sabedoria do Céu.

Pr. João Soares da Fonseca

Enviado por:

Pr. José Rene Toledo - rene@batistas-mg.org.br




O Mundo Tenebroso, materialista e inadequado das "novas" festas infantis.


Bolo, balão, brigadeiro, amigos, familiares e parabéns. Onde encontramos todas essas coisas? Em festas de aniversário, especialmente nas de crianças, é claro! Infelizmente essa afirmação já não é tão óbvia assim nos dias atuais, quando as festas, nas classes médias e elites, ganharam espaços e formatos bem singulares – na maioria das vezes inadequados para os pequenos e massificados pelo mercado.
Sem tempo de preparar as festas dos filhos com a devida atenção os pais, hoje, acabam recorrendo a um mercado extremamente rentável de festas infantis customizadas que fazem tudo sob medida para o aniversariante. Os preços começam de aproximadamente R$ 2,5 mil e chegam até a espantosa soma de R$15 mil, segundo reportagem do ano passado.
Comecei a refletir sobre esse fenômeno no final dos anos 90, por ocasião do boom das festas em bufês. Nelas, a única coisa que remete ao aniversariante e à infância é, muitas vezes, o convite com a assinatura da própria criança. Ao chegar, você se depara com um baú onde deve “depositar o presente ao homenageado” – é esse o verbo usado pela recepcionista que fica na entrada. Depositar o presente, sem se esquecer de anotar seu nome no embrulho, para a criança saber, quando chegar em casa e abrir seu baú cheio de presentes, muitos repetidos, quem foi o “ coleguinha remetente”. Aquela delícia de dar o presente, escolhido a dedo ou feito com as próprias mãos; e de receber, desembrulhar e agradecer parece estar fora de moda.
A festa se desenrola, na maioria das vezes, em horário e com músicas, comidinhas ou brincadeiras nada adequadas à faixa etária convidada. No decorrer da comemoração, o pequeno aniversariante é estimulado, incansavelmente, por animadores que a todo momento nos fazem lembrar que hoje é o seu dia – e não do personagem famoso, geralmente licenciado, estampado nos quatro cantos do salão tentando roubar a cena das crianças.
A decoração em geral não foge ao padrão princesas para as meninas e super heróis para os meninos – como dita Walt Disney. Enquanto isso os pais, aqueles que conseguiram acompanhar seus filhos, ficam geralmente tomando uma bebidinha e jogando conversa fora, num merecido momento de descontração. Mas quem acompanha as crianças nas festas são, muitas vezes, as ditas folguistas – as babás de fim de semana –, que formam um séquito de branco de olhos atentos nos pequenos.

No fim da festa, a criança geralmente volta para casa exausta com tantos estímulos sonoros, visuais e gustativos, e um saco cheio de presentes, com uma ressalva para as famílias que pedem doações para crianças carentes no lugar de presentes ao homenageado.
Ainda assim, somos levados a questionar o que foi celebrado ali: as conquistas de mais um ano de vida entre amigos e familiares – ou o consumo?
É claro que os bufês infantis foram se modernizando e ganharam novos conceitos que acompanham as tendências das classes mais favorecidas, tais como alimentação mais light, sucos verdes, brigadeiros gourmet, brinquedos mais orgânicos, brindes inovadores e decoração ligada à natureza. Contudo, a essência consumista não mudou em nada e segue impregnada nesse rentável modelo de negócios.
Festas das elites
Mas isso não é tudo. O ano de 2011 marcou o início das festas sobre rodas. Meninas entre 6 e 11 anos, das elites de grandes centros urbanos, começaram a cobiçar festas que acontecem dentro de limusines locadas, geralmente cor de rosa. 
As mães das pequenas“noivas” alugam esses veículos pelo valor aproximado de dois mil reais para festejar mais um ano da vida de seus filhas, confinadas no trânsito de grande metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo – ao som ensurdecedor de celebridades mirins e ao sabor de doces e refrigerantes.Ainda assim, somos levados a questionar o que foi celebrado ali: as conquistas de mais um ano de vida entre amigos e familiares – ou o consumo?
É claro que os bufês infantis foram se modernizando e ganharam novos conceitos que acompanham as tendências das classes mais favorecidas, tais como alimentação mais light, sucos verdes, brigadeiros gourmet, brinquedos mais orgânicos, brindes inovadores e decoração ligada à natureza. Contudo, a essência consumista não mudou em nada e segue impregnada nesse rentável modelo de negócios.
“noivas” alugam esses veículos pelo valor aproximado de dois mil reais para festejar mais um ano da vida de seus filhas, confinadas no trânsito de grande metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo – ao som ensurdecedor de celebridades mirins e ao sabor de doces e refrigerantes.

A festa pode esgotar-se ali mesmo – sem espaço para troca ou movimento –, mas muitas vezes prolonga-se com uma ida a um cabeleireiro ou spa infantil, onde as convidadas podem pintar as unhas, maquiar-se ou exibir penteados arrojados. Exercitam assim o consumismo, valores materialistas e a sexualidade precoce.

E os meninos, peças fundamentais no exercício da brincadeira, e amigos queridos da aniversariante? Ficam de fora, como manda o figurino e o sexismo – desde a mais tenra idade. O sucesso dessas festas foi tão grande que a moda se reinventou e hoje atinge o público adolescente e o adulto com as famosas Festbus, que acontecem dentro de ônibus – transformados num grande salão de festas com pista de dança itinerante.

Já no ano passado o maior hit das festas infantis foram as chamadas festas do pijama, antes reconhecidamente caseiras – quando um grupo seleto de amigos passava a noite na casa do aniversariante. Hoje, mercantilizadas e abocanhadas pelo mercado infantil, têm decoração personalizada, com brindes que podem ir de pijamas e cobertores até tendas ou sacos de dormir, feitos sob medida para os convidados. Estes, depois de passarem horas navegando individualmente em seus tablets, adormecem na casa do amigo e levam os “mimos” para casa.

O velho colchão de dobrar, guardado embaixo da cama ou em cima do armário da casa da vovó saiu de moda, assim como também ligar para mãe que está recebendo os amigos para saber como estão as crianças ou simplesmente agradecer o pernoite. A comunicação entre pais fica restrita a seus filhos via whatsapp, denunciando a perda do sentido de coletividade e comunidade. E quem entretém as crianças são geralmente animadores contratados, com atividades tipo guerra de travesseiro.

Em pouco tempo, este tipo de festa tornou-se a principal escolha de meninas entre 6 e 11 anos – como previu uma empresa carioca pioneira em festas para crianças que criou, inclusive, uma cartela de opções para o que chama de minisleep. Ideias para lá de “criativas” compõem o cardápio da empresa: festas de culinária, festas em sítios, focadas em futebol e onde mais sua imaginação e recursos financeiros puderem alcançar. Outra empresa focada nesse mercado inventa o que seu desejo mandar para a festa dos seus filhos, sem que você precise sequer sair de casa e desde, claro, que possa pagar por isso.

Vale dizer que até o singelo bolinho na escola ganhou novos contornos, estimulados pela própria instituição de ensino – que deveria ter o papel de fomentar outros valores e formas de homenagear o aniversariante. Hoje, o famoso “parabéns” em sala de aula pode ser acompanhado por uma roda de presentes, enviados pelas famílias para o “dono do dia”, que sai da escola com um saco de 15 presentes ou mais, sendo que, muitas vezes,nenhum
tem a autoria do amigo. Presente feito coletivamente na escola, cantoria de músicas ou algo que o valha parecem valores esquecidos, numa sociedade que mercantilizou as datas comemorativas e tem ensinado às crianças que, para ser, é preciso ter.

Mudaram, portanto, os valores, e não apenas os locais das festas. O que é transmitido para as crianças quando seu aniversário é festejado dentro de salões de beleza ou limusines? O que elas vão querer na festa de quinze anos ou no dia do casamento? O que pensar de famílias que se endividam o ano inteiro para isso e que, quando a festa acaba, já querem saber da criança o que ela pretende ter na festa do ano que vem?.
Cabe aos pais essa reflexão, numa tentativa de reinventar, criativamente, a comemoração do aniversário de seus filhos, de uma forma mais sustentável e que valha a pena rememorar no futuro. E, claro, às escolas cabe a reflexão sobre o lugar social que ocupam na vida dessas famílias – lugar que deveria ser de formação para cidadania e não de bufê infantil.

Mas, nem tudo está perdido. A tendência contrária são as comemorações ao ar livre, em parques, com a criançada correndo solta atrás da bola, entre as árvores. Foi reconfortante receber um convite da festa de aniversário do filho de amigos, feito pela própria criança. A comemoração foi no Jardim Botânico do Rio. Lá, tive a chance de entregar o presente na mão da criança e lanchar delícias feitas pelas tias e avós. Tudo muito original, com o lugar decorado por um grande mural de fotos dos momentos vividos no último ano pelo aniversariante e seus amigos, que ali estavam. No fim, o “dono do dia” carregava um saco não tão grande de presentes, mas um enorme sorriso no rosto. Ele pode partilhar, com pessoas importantes na sua vida, conquistas e atividades que ficarão na memória. E o brinde foi um cd, gravado pelo seu pai e ilustrado pelo irmão mais velho, com suas músicas preferidas. Isso, sim, merece ser festejado!

Enviado por:
Pr. José Rene Toledo - rene@batistas-mg.org.br
Diretor Executivo

sábado, 11 de junho de 2016

Tempos de Crise




Tempos de Crise


Por: Fernando Marin



E a crise política parece que não tem fim, com as continuadas denúncias de corrupção e acusações contra governantes e representantes do povo, inclusive com prisões e condenações.

Grandes empresários estão envolvidos em esquemas de propinas e doações de valores altos para campanhas políticas, muitas delas não contabilizadas e , portanto, ilegais.

Também há muitos políticos e ex-governantes tornados inelegíveis pela tida como implacável Lei da Ficha Limpa, que lutam com todas as forças para conseguirem encontrar uma brecha para escaparem de seus rigores e tentarem retornar à cena.

Enquanto isso, o país foi envolvido em uma enorme crise econômica, que vem causando desemprego e queda em todos os índices de produção, agora até mesmo na agroindústria, antes preservada dessa situação.

A mudança de governo ainda ensaia medidas que possam mudar esse trágico panorama, tenta dar sequencia à vida do país, mesmo em meio às denúncias que chovem sobre os que agora comandam o Brasil.

E a população , partidarismos à parte, é quem sofre com as dificuldades econômicas e a falta de emprego. Além disso, houve uma grande queda na qualidade dos serviços públicos, que já não eram eficientes, e que hoje pioram ainda mais devido à falta de verbas disponíveis.

Em cidades onde os royalties do petróleo eram fonte de receita, a situação hoje é quase que de caos, pois em muitas delas esses valores sempre foram gastos de forma incorreta, financiavam eventos, shows e outros supérfluos mais e , hoje, esse dinheiro vem fazendo falta até mesmo para o pagamento de serviços básicos, como coleta de lixo e limpeza de ruas.

Mas, por que chegamos até esse ponto?

Com certeza, sem medo de errar, a culpa é nossa.

Erramos quando votamos mal, escolhemos candidatos sem compromisso com as pessoas, que visam o poder e as vantagens que podem advir dele. Erramos quando não comparecemos à urna, no dia da votação, por acharmos que de nada adianta votar. Erramos quando anulamos nosso voto, e assim abrimos espaço para que um mau candidato seja beneficiado.

Erramos quando nos eximimos da nossa responsabilidade como cidadãos

Existe ainda o pensamento de muitos, principalmente de cristãos, de que a política não é ambiente para o povo de Deus, que seria um meio sórdido, recheado de pessoas desonestas. Ora, há pessoas desonestas em todos os lugares, inclusive dentro das igrejas. E se há pessoas assim na política isso acontece exatamente porque muitos dos bons, dos honestos, dos éticos se afastaram da vida pública pensando dessa forma, o que favoreceu aos desonestos e não éticos, que enxergaram espaço para as suas práticas não-cristãs. 

A responsabilidade é nossa, conosco e com os demais.

É nosso dever escolhermos bem em quem confiar o nosso voto, conhecer bem o passado do candidato, a sua vida pessoal, a sua conduta.

Mais uma eleição se aproxima. Que cada cidadão esteja consciente da importância que tem o seu voto, que reflita sobre tudo o que o Brasil tem passado por más escolhas do passado. E que planejemos um futuro de paz e prosperidade para nossos filhos e netos.

É o que eu espero.

Fernando Marin

terça-feira, 17 de maio de 2016

Corrupção




 Mais uma vez, pedi autorização ao Pr Marcos Granconato para compartilhar com todos um artigo sobre um tema bastante atual: a corrupção.

 Ela está  presente em todas as partes do mundo, em maior ou menor grau, mas pode chegar a comprometer até 33% do PIB, onde é mais atuante.

 Quando falamos em corrupção a maioria imagina que ela apenas aconteça no meio político, mas não é verdade. Ela está no cotidiano das pessoas, naquela momento em que um guarda de trânsito recebe uma 'gorjeta" para não multar um carro, na falsificação de uma carteirinha escolar para se pagar meia-entrada no cinema, na falta de emissão de nota fiscal quando se efetua uma venda, etc.

 É nas pequenas atitudes do dia-a-dia que a corrupção se instala na vida de muitos, às vezes sem ser notada. É como diz a famosa 'lei de Gérson", criada através de uma propaganda de marca de cigarros na década de 70:  o importante é se levar vantagem em tudo.

 E por aí, bilhões vão se escoando pelo ralo, deixando de atender às demandas maiores da população.

 Convido a lerem e refletirem no texto abaixo e, principalmente, convido a uma mudança de atitude a partir de agora em relação àqueles pequenos atos de que falei. Afinal, nada muda se não mudarmos.

Fernando Marin


Corrupção
O Brasil inteiro está assustado com a corrupção. Não que ela seja uma novidade para nós. É claro que não. Não somos tão ingênuos assim. O que assusta o povo brasileiro é o grau e a amplitude da corrupção. Em nosso país, vemos que ela é como uma chaga que afetou o corpo inteiro. Não há uma só parte que não tenha sido atingida. E isso numa dimensão assustadora. Quando ouvimos falar de suborno, não pensamos mais em algumas notas dentro de um envelope. Pensamos em bilhões. Isso mesmo... bilhões! Algo que o mundo nunca viu em sua história!

Segundo vejo, a corrupção é especialmente grave porque é assassina. Por causa dela famílias inteiras morrem em estradas que deviam ser mais seguras, mas não são porque houve “desvio de verba”. Por causa da corrupção milhares de pessoas sofrem amargamente e morrem nos corredores de hospitais abandonados. Por causa da corrupção não há vacinas para a população que enfrenta graves epidemias e vê seus queridos sofrendo e morrendo como vítimas de doenças terríveis. Aliás, é por causa da corrupção que as epidemias perduram, pois não há investimento pesado no combate a elas. Tudo vai para o bolso de meia dúzia de ladrões que têm, assim, as mãos sujas de sangue inocente.
Sim, o corrupto é um malfeitor perverso; um canalha que prejudica gravemente milhares de pessoas enquanto mantém na boca seu discurso hipócrita e seu sorrizinho cínico. Olhe para uma criança com microcefalia, pense na vida que ela terá de levar sendo uma pessoa limitada, observe a angústia e a luta agora perene de seus pais e considere que, se você olhar para trás, numa sequência de causas ininterruptas, no início de toda essa desgraça verá a mão de um corrupto que tomou para si os recursos que seriam usados no combate àquela doença.
Por isso, não devemos ver o corrupto apenas como um pilantra safado. Ele é um assassino, um genocida frio privado de qualquer sentimento de culpa, um torturador a distância, alguém que torna a vida de milhões de pessoas um inferno, fazendo com que haja desemprego em níveis jamais vistos, carestias, aumento da criminalidade, péssima segurança pública, baixa qualidade de ensino, ruas esburacadas... Podemos ter certeza de que a corrupção é a causa onipresente de todos os males que torturam o nosso povo, desde a falta de iluminação em um poste da rua até a proliferação das favelas.
O que pensar disso tudo à luz da Bíblia? Bem, em primeiro lugar temos de entender que a corrupção não é um problema cultural como dizem por aí. É claro que ela está engendrada na cultura do nosso povo. Mas a corrupção é, basicamente, um problema espiritual. Olhe para Isaías. Esse profeta que viveu no século 8 a.C. denunciou a corrupção política de Israel, condenando, inclusive, a venda de sentenças judiciais (Is 1.23). Isaías fazia isso não como um “reformador social urbano”, como afirmam os teólogos de esquerda, mas sim como um defensor das prescrições da aliança. Ele sabia que no cerne dos problemas sociais de Israel estava o abandono da lei de Deus. Por isso, ele não se importava a priori com “reformas sociais”, mas sim com uma conversão nacional — o retorno à obediência a Javé.
Quando lemos o capítulo 1 de Isaías, ficamos impressionados com a semelhança que há entre a realidade suja do seu tempo e a realidade brasileira atual. Então percebemos que a corrupção é sim um “problema cultural”, mas que esse problema afetou nossa cultura por causa da falta do temor do Senhor e do descaso diante da Palavra de Deus.
Com efeito, somos uma nação de ateus zombadores. Nossas crianças, sem jamais terem ouvido um versículo bíblico sequer, xingam os mais velhos com palavrões e, muito cedo, se enchem de malícia. Nossos jovens levam vidas ocas, nutrindo os vícios que aprenderam com seus pais e correndo atrás de futilidades. Se ouvem algo sobre o evangelho, escarnecem. Se são advertidos, tapam os ouvidos. O coração dos nossos jovens é novo, mas já se enrijeceu. Eles vivem vidas sujas, não se importam com isso, não escutam ninguém e, nisso tudo, muitas vezes contam com o incentivo dos familiares.
Considerem ainda nossas famílias. Há desrespeito, brigas, mentiras, separações... Tudo isso porque as verdades da Palavra são desprezadas. Ora, Isaías mostra que, quando isso acontece com um povo, o que se pode esperar é o aumento da injustiça e o caos social e político, manifesto inclusive na corrupção. Na raiz da “Lava Jato” está o desprezo por Deus.
Isso nos leva a uma segunda consideração. Se a raiz do problema da corrupção é o desvio espiritual, então a única solução para esse problema é o arrependimento, o voltar-se para Deus, andando nos seus caminhos. É o que diz Isaías: “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal” (Is 1.16). Sei que isso está muito longe de acontecer com nossos políticos e com nosso povo. Sei que isso está longe de acontecer com nosso mundo. Por isso, sei que a corrupção assassina vai continuar no Brasil e em todo o planeta. Em nosso caso, talvez haja alguma redução temporária em face das punições mais frequentes, mas o fim da corrupção sem o temor do Senhor é um mito que merece somente o nosso riso. De fato, acreditar que a corrupção vai acabar quando houver mais educação e maior noção de cidadania é o mesmo que dizer que o incêndio de um prédio vai se extinguir se as pessoas começarem a cuspir nele. Uma grande bobagem!
A verdade é que o fim de todo esse chiqueiro só ocorrerá com a vinda gloriosa do Rei da Justiça. Enquanto ele não vem, oremos por nossa pátria amada — a “mãe gentil” que engorda devorando a carne dos seus filhos.
Pr. Marcos Granconato 

sábado, 7 de maio de 2016

Ser Mãe


8 de maio de 2016, Dia das Mães. 


Quanta coisa a ser dita, lembrada. Nem tudo hoje é poético, temos visto verdadeiras atrocidades cometidas por "mães" , que geraram filhos sem estarem prontas para isso, ou até mesmo contra a sua vontade. É comum hoje a gravidez ocorrer depois de uma animada "balada", sobre o efeito de drogas ou álcool, ou porque a mãe convive com um grupo de dependentes químicos e não tem sequer a noção de seus atos.

Assistimos quase todos os dias nos noticiários fatos que envolvem mães que 'esquecem' filhos nos carros, ou que os deixam sós em casa e partem rumo à diversão. Ou pior, mães que abandonam recém nascidos nas ruas, nos hospitais.

Mas, não é disso que gostaria de falar hoje. Haverá ocasião para tal.

Minha mensagem hoje é de amor, de responsabilidade, de reconhecimento.

Recebi esse artigo em um grupo do qual faço parte, ela foi escrita pelo Pastor Marcos Grantonato, que nem tenho o prazer de conhecer.

Uma mensagem que nos mostra que devemos criar nossos filhos de acordo com o que Deus nos ensina, e que quando assim o fazemos o é que o verdadeiro amor de mãe é mostrado.

Hoje, muitas vezes criamos nossos filhos para o mundo, como se diz, os capacitamos para o trabalho, para estarem bem financeiramente. Mas, na verdade, não é isso o que realmente importa.

O importante é o SER, e não o TER.

Não deixe de ler, compartilhar e aprender com o Pr Marcos, com certeza foi Deus quem o inspirou.

Fernando Marin



Enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada (Pv 31.30).
Neste domingo se comemora o Dia das Mães. Pra mim, esse é um dos dias comemorativos que mais fazem sentido. Isso porque, se existe alguma figura que merece reconhecimento, essa é a figura da mãe. De fato, é a mãe que enfrenta o desconforto de gerar a criança em seu ventre, carregando-a dentro de si ao longo de quase um ano. É ela quem sofre horrores para trazer um filho ao mundo. É ela quem nutre um sentimento de afeto pelo seu rebento que supera tudo, a ponto de ser capaz de dar até sua vida em favor do seu “eterno bebê”, não importando se esse “bebê” é uma pessoa de bem ou um indivíduo ingrato e perverso. Quem não se comove com uma figura assim, tão singular?
Por tudo isso (e muito mais), ser mãe é uma experiência que, por si só, enobrece. Contudo, é possível que a mulher que vive essa experiência seja alguém ainda mais nobre, caso desempenhe seu papel de genitora sob a direção da Palavra de Deus. Na verdade, a mãe que não se sujeita a essa direção acaba por perder parte da grandeza da sua posição. De fato, a mulher que, no papel de mãe, põe a Bíblia de lado, via de regra se torna uma promotora do mal, um agente destruidor do caráter do filho, uma cúmplice que apoia os erros da sua prole, uma fonte de tristeza e de vergonha para a família toda, um fardo que, com mágoas e angústias, todos têm de carregar.
O que, entretanto, a Palavra Santa ensina que pode livrar as mamães de um perfil tão indesejável? Bem, a Bíblia ensina muitas coisas ligadas a isso, mas quero destacar somente três fatores: devoção, sabedoria e amor.
A mãe devota é a mulher piedosa, reverente, que leva a sério as coisas de Deus, jamais fazendo pouco caso delas ou deixando-as em segundo plano. Ela não negligencia, por exemplo, a oração pelos filhos, nem a vida espiritual deles. Antes, zela por educá-los no temor e na admoestação do Senhor, reconhecendo a importância de induzi-los ao amor pelo Deus vivo, pelo povo eleito e pela Palavra viva. Para essa mãe devota, a igreja é mais importante do que as festinhas de aniversário, as aulas de piano ou o curso de inglês. Ela vê como a maior das desgraças a possibilidade de seu filho ser um homem de grande sucesso, mas longe da verdade. Ela prefere que seu filho tenha o bolso vazio em vez do coração vazio. Ela se preocupa com o futuro eterno dele, mais do que com seu futuro aqui.
No tocante à sabedoria, a mãe dotada dessa virtude é aquela que sabe como e quando falar, além de como e quando agir. Sendo piedosa, ela sempre tem a visão certa e as palavras certas. Não age precipitadamente, nem fala sem pensar. É serena, equilibrada e comedida. Nunca é flagrada aos berros, nunca chantageia, nunca tortura os filhos ficando “de mal”. A mãe sábia tem uma notável noção de justiça e, acreditem, ela ama mais a verdade que o bem-estar da sua família. Por isso, jamais permite que seu senso de proteção a induza a apoiar os erros dos filhos.
Finalmente, a mãe bíblica é cheia de amor. Não estou falando aqui somente do amor pelos filhos, pois isso parece algo inerente a toda (ou quase toda) mãe. O que quero especialmente destacar é que a mãe bíblica tem um profundo amor pelo pai. Ela o respeita e ouve. Ela o trata bem, com docilidade, humildade e mansidão. A mãe bíblica não coloca o pai em segundo plano, dando aos filhos o primeiro lugar. Não! Isso destruiria o equilíbrio do lar e a saúde emocional, espiritual e, não raro, até física dos filhos. Em vez disso, a mãe cristã considera seu marido o “número um” da casa e, com isso, faz com que seus filhos se sintam seguros e obtenham a visão de um modelo saudável de casamento, um modelo que, um dia, desejarão imitar e que os tornará felizes e realizados no lar que construirão. Buscando, assim, o bem do marido, a mulher santa ganha muito mais: ela obtém o bem do marido e também dos filhos. Já a que busca o bem dos filhos deixando de lado o marido, no fim de tudo não promove o bem de ninguém.
As mães, geralmente, gostam de receitas. Eis aí uma das boas. Comecem a prepará-la ainda hoje, mamães, caso ainda não o tenham feito. Quanto à doce sobremesa, deixem que essa Deus faz. E não se preocupem. Dessa sobremesa vocês vão gostar.
Pr. Marcos Granconato – granconato@igrejaredencao.org.br