terça-feira, 17 de maio de 2016

Corrupção




 Mais uma vez, pedi autorização ao Pr Marcos Granconato para compartilhar com todos um artigo sobre um tema bastante atual: a corrupção.

 Ela está  presente em todas as partes do mundo, em maior ou menor grau, mas pode chegar a comprometer até 33% do PIB, onde é mais atuante.

 Quando falamos em corrupção a maioria imagina que ela apenas aconteça no meio político, mas não é verdade. Ela está no cotidiano das pessoas, naquela momento em que um guarda de trânsito recebe uma 'gorjeta" para não multar um carro, na falsificação de uma carteirinha escolar para se pagar meia-entrada no cinema, na falta de emissão de nota fiscal quando se efetua uma venda, etc.

 É nas pequenas atitudes do dia-a-dia que a corrupção se instala na vida de muitos, às vezes sem ser notada. É como diz a famosa 'lei de Gérson", criada através de uma propaganda de marca de cigarros na década de 70:  o importante é se levar vantagem em tudo.

 E por aí, bilhões vão se escoando pelo ralo, deixando de atender às demandas maiores da população.

 Convido a lerem e refletirem no texto abaixo e, principalmente, convido a uma mudança de atitude a partir de agora em relação àqueles pequenos atos de que falei. Afinal, nada muda se não mudarmos.

Fernando Marin


Corrupção
O Brasil inteiro está assustado com a corrupção. Não que ela seja uma novidade para nós. É claro que não. Não somos tão ingênuos assim. O que assusta o povo brasileiro é o grau e a amplitude da corrupção. Em nosso país, vemos que ela é como uma chaga que afetou o corpo inteiro. Não há uma só parte que não tenha sido atingida. E isso numa dimensão assustadora. Quando ouvimos falar de suborno, não pensamos mais em algumas notas dentro de um envelope. Pensamos em bilhões. Isso mesmo... bilhões! Algo que o mundo nunca viu em sua história!

Segundo vejo, a corrupção é especialmente grave porque é assassina. Por causa dela famílias inteiras morrem em estradas que deviam ser mais seguras, mas não são porque houve “desvio de verba”. Por causa da corrupção milhares de pessoas sofrem amargamente e morrem nos corredores de hospitais abandonados. Por causa da corrupção não há vacinas para a população que enfrenta graves epidemias e vê seus queridos sofrendo e morrendo como vítimas de doenças terríveis. Aliás, é por causa da corrupção que as epidemias perduram, pois não há investimento pesado no combate a elas. Tudo vai para o bolso de meia dúzia de ladrões que têm, assim, as mãos sujas de sangue inocente.
Sim, o corrupto é um malfeitor perverso; um canalha que prejudica gravemente milhares de pessoas enquanto mantém na boca seu discurso hipócrita e seu sorrizinho cínico. Olhe para uma criança com microcefalia, pense na vida que ela terá de levar sendo uma pessoa limitada, observe a angústia e a luta agora perene de seus pais e considere que, se você olhar para trás, numa sequência de causas ininterruptas, no início de toda essa desgraça verá a mão de um corrupto que tomou para si os recursos que seriam usados no combate àquela doença.
Por isso, não devemos ver o corrupto apenas como um pilantra safado. Ele é um assassino, um genocida frio privado de qualquer sentimento de culpa, um torturador a distância, alguém que torna a vida de milhões de pessoas um inferno, fazendo com que haja desemprego em níveis jamais vistos, carestias, aumento da criminalidade, péssima segurança pública, baixa qualidade de ensino, ruas esburacadas... Podemos ter certeza de que a corrupção é a causa onipresente de todos os males que torturam o nosso povo, desde a falta de iluminação em um poste da rua até a proliferação das favelas.
O que pensar disso tudo à luz da Bíblia? Bem, em primeiro lugar temos de entender que a corrupção não é um problema cultural como dizem por aí. É claro que ela está engendrada na cultura do nosso povo. Mas a corrupção é, basicamente, um problema espiritual. Olhe para Isaías. Esse profeta que viveu no século 8 a.C. denunciou a corrupção política de Israel, condenando, inclusive, a venda de sentenças judiciais (Is 1.23). Isaías fazia isso não como um “reformador social urbano”, como afirmam os teólogos de esquerda, mas sim como um defensor das prescrições da aliança. Ele sabia que no cerne dos problemas sociais de Israel estava o abandono da lei de Deus. Por isso, ele não se importava a priori com “reformas sociais”, mas sim com uma conversão nacional — o retorno à obediência a Javé.
Quando lemos o capítulo 1 de Isaías, ficamos impressionados com a semelhança que há entre a realidade suja do seu tempo e a realidade brasileira atual. Então percebemos que a corrupção é sim um “problema cultural”, mas que esse problema afetou nossa cultura por causa da falta do temor do Senhor e do descaso diante da Palavra de Deus.
Com efeito, somos uma nação de ateus zombadores. Nossas crianças, sem jamais terem ouvido um versículo bíblico sequer, xingam os mais velhos com palavrões e, muito cedo, se enchem de malícia. Nossos jovens levam vidas ocas, nutrindo os vícios que aprenderam com seus pais e correndo atrás de futilidades. Se ouvem algo sobre o evangelho, escarnecem. Se são advertidos, tapam os ouvidos. O coração dos nossos jovens é novo, mas já se enrijeceu. Eles vivem vidas sujas, não se importam com isso, não escutam ninguém e, nisso tudo, muitas vezes contam com o incentivo dos familiares.
Considerem ainda nossas famílias. Há desrespeito, brigas, mentiras, separações... Tudo isso porque as verdades da Palavra são desprezadas. Ora, Isaías mostra que, quando isso acontece com um povo, o que se pode esperar é o aumento da injustiça e o caos social e político, manifesto inclusive na corrupção. Na raiz da “Lava Jato” está o desprezo por Deus.
Isso nos leva a uma segunda consideração. Se a raiz do problema da corrupção é o desvio espiritual, então a única solução para esse problema é o arrependimento, o voltar-se para Deus, andando nos seus caminhos. É o que diz Isaías: “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal” (Is 1.16). Sei que isso está muito longe de acontecer com nossos políticos e com nosso povo. Sei que isso está longe de acontecer com nosso mundo. Por isso, sei que a corrupção assassina vai continuar no Brasil e em todo o planeta. Em nosso caso, talvez haja alguma redução temporária em face das punições mais frequentes, mas o fim da corrupção sem o temor do Senhor é um mito que merece somente o nosso riso. De fato, acreditar que a corrupção vai acabar quando houver mais educação e maior noção de cidadania é o mesmo que dizer que o incêndio de um prédio vai se extinguir se as pessoas começarem a cuspir nele. Uma grande bobagem!
A verdade é que o fim de todo esse chiqueiro só ocorrerá com a vinda gloriosa do Rei da Justiça. Enquanto ele não vem, oremos por nossa pátria amada — a “mãe gentil” que engorda devorando a carne dos seus filhos.
Pr. Marcos Granconato 

sábado, 7 de maio de 2016

Ser Mãe


8 de maio de 2016, Dia das Mães. 


Quanta coisa a ser dita, lembrada. Nem tudo hoje é poético, temos visto verdadeiras atrocidades cometidas por "mães" , que geraram filhos sem estarem prontas para isso, ou até mesmo contra a sua vontade. É comum hoje a gravidez ocorrer depois de uma animada "balada", sobre o efeito de drogas ou álcool, ou porque a mãe convive com um grupo de dependentes químicos e não tem sequer a noção de seus atos.

Assistimos quase todos os dias nos noticiários fatos que envolvem mães que 'esquecem' filhos nos carros, ou que os deixam sós em casa e partem rumo à diversão. Ou pior, mães que abandonam recém nascidos nas ruas, nos hospitais.

Mas, não é disso que gostaria de falar hoje. Haverá ocasião para tal.

Minha mensagem hoje é de amor, de responsabilidade, de reconhecimento.

Recebi esse artigo em um grupo do qual faço parte, ela foi escrita pelo Pastor Marcos Grantonato, que nem tenho o prazer de conhecer.

Uma mensagem que nos mostra que devemos criar nossos filhos de acordo com o que Deus nos ensina, e que quando assim o fazemos o é que o verdadeiro amor de mãe é mostrado.

Hoje, muitas vezes criamos nossos filhos para o mundo, como se diz, os capacitamos para o trabalho, para estarem bem financeiramente. Mas, na verdade, não é isso o que realmente importa.

O importante é o SER, e não o TER.

Não deixe de ler, compartilhar e aprender com o Pr Marcos, com certeza foi Deus quem o inspirou.

Fernando Marin



Enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada (Pv 31.30).
Neste domingo se comemora o Dia das Mães. Pra mim, esse é um dos dias comemorativos que mais fazem sentido. Isso porque, se existe alguma figura que merece reconhecimento, essa é a figura da mãe. De fato, é a mãe que enfrenta o desconforto de gerar a criança em seu ventre, carregando-a dentro de si ao longo de quase um ano. É ela quem sofre horrores para trazer um filho ao mundo. É ela quem nutre um sentimento de afeto pelo seu rebento que supera tudo, a ponto de ser capaz de dar até sua vida em favor do seu “eterno bebê”, não importando se esse “bebê” é uma pessoa de bem ou um indivíduo ingrato e perverso. Quem não se comove com uma figura assim, tão singular?
Por tudo isso (e muito mais), ser mãe é uma experiência que, por si só, enobrece. Contudo, é possível que a mulher que vive essa experiência seja alguém ainda mais nobre, caso desempenhe seu papel de genitora sob a direção da Palavra de Deus. Na verdade, a mãe que não se sujeita a essa direção acaba por perder parte da grandeza da sua posição. De fato, a mulher que, no papel de mãe, põe a Bíblia de lado, via de regra se torna uma promotora do mal, um agente destruidor do caráter do filho, uma cúmplice que apoia os erros da sua prole, uma fonte de tristeza e de vergonha para a família toda, um fardo que, com mágoas e angústias, todos têm de carregar.
O que, entretanto, a Palavra Santa ensina que pode livrar as mamães de um perfil tão indesejável? Bem, a Bíblia ensina muitas coisas ligadas a isso, mas quero destacar somente três fatores: devoção, sabedoria e amor.
A mãe devota é a mulher piedosa, reverente, que leva a sério as coisas de Deus, jamais fazendo pouco caso delas ou deixando-as em segundo plano. Ela não negligencia, por exemplo, a oração pelos filhos, nem a vida espiritual deles. Antes, zela por educá-los no temor e na admoestação do Senhor, reconhecendo a importância de induzi-los ao amor pelo Deus vivo, pelo povo eleito e pela Palavra viva. Para essa mãe devota, a igreja é mais importante do que as festinhas de aniversário, as aulas de piano ou o curso de inglês. Ela vê como a maior das desgraças a possibilidade de seu filho ser um homem de grande sucesso, mas longe da verdade. Ela prefere que seu filho tenha o bolso vazio em vez do coração vazio. Ela se preocupa com o futuro eterno dele, mais do que com seu futuro aqui.
No tocante à sabedoria, a mãe dotada dessa virtude é aquela que sabe como e quando falar, além de como e quando agir. Sendo piedosa, ela sempre tem a visão certa e as palavras certas. Não age precipitadamente, nem fala sem pensar. É serena, equilibrada e comedida. Nunca é flagrada aos berros, nunca chantageia, nunca tortura os filhos ficando “de mal”. A mãe sábia tem uma notável noção de justiça e, acreditem, ela ama mais a verdade que o bem-estar da sua família. Por isso, jamais permite que seu senso de proteção a induza a apoiar os erros dos filhos.
Finalmente, a mãe bíblica é cheia de amor. Não estou falando aqui somente do amor pelos filhos, pois isso parece algo inerente a toda (ou quase toda) mãe. O que quero especialmente destacar é que a mãe bíblica tem um profundo amor pelo pai. Ela o respeita e ouve. Ela o trata bem, com docilidade, humildade e mansidão. A mãe bíblica não coloca o pai em segundo plano, dando aos filhos o primeiro lugar. Não! Isso destruiria o equilíbrio do lar e a saúde emocional, espiritual e, não raro, até física dos filhos. Em vez disso, a mãe cristã considera seu marido o “número um” da casa e, com isso, faz com que seus filhos se sintam seguros e obtenham a visão de um modelo saudável de casamento, um modelo que, um dia, desejarão imitar e que os tornará felizes e realizados no lar que construirão. Buscando, assim, o bem do marido, a mulher santa ganha muito mais: ela obtém o bem do marido e também dos filhos. Já a que busca o bem dos filhos deixando de lado o marido, no fim de tudo não promove o bem de ninguém.
As mães, geralmente, gostam de receitas. Eis aí uma das boas. Comecem a prepará-la ainda hoje, mamães, caso ainda não o tenham feito. Quanto à doce sobremesa, deixem que essa Deus faz. E não se preocupem. Dessa sobremesa vocês vão gostar.
Pr. Marcos Granconato – granconato@igrejaredencao.org.br