sábado, 17 de dezembro de 2016

Uma reflexão sobre o Natal



Uma reflexão sobre o Natal


Por: Fernando Marin



 Mês de dezembro, aquela época do ano esperada por todos, afinal é Natal. Mais dinheiro no bolso, vamos todos às compras, são muitos presentes, vamos preparar uma Ceia maravilhosa,  a família estará reunida, fato raro nos dias de hoje.

 Mesmo em época de crise econômica é fundamental que se mantenham as tradições, compra-se menos, mas não se pode deixar de comprar.

 Correrias, confraternizações, amigos secretos, aquela rotina esperada e querida por todos, afinal é Natal.

 Natal. Você sabe que há cristãos que não celebram o Natal? Eu o celebro, e muito. Afinal, é a data escolhida para lembrarmos do nascimento daquele que Deus enviou a este mundo para morrer pelos nossos pecados. Aqui em casa montamos uma bela árvore, muito enfeitada e repleta de luzes coloridas, para demonstrar a nossa alegria pelo nascimento de Jesus.

 Infelizmente o espírito do Natal se perdeu aos poucos, e hoje a data possui um aspecto muito mais consumista do que no passado.

 Em um mundo dominado pela violência, pela fome, pela miséria, desemprego e outras mazelas parece que não sobrou espaço para o verdadeiro dono da data, Cristo.

 Natal significa celebrar o amor de Deus e mais que celebrar: praticar.

 Me entristeço com a questão dos milhares de refugiados das guerras covardes , com os enfermos desassistidos por uma saúde pública precária. Com os desempregados, que não sabem mais como dar o que comer aos seus em casa. Com as injustiças sociais , com a homofobia, o racismo, intolerância religiosa e todo tipo de discriminação que ainda existe por aí.

 Me revolto contra a corrupção em todos os níveis, que parece não ter fim.

 Natal é época para uma profunda reflexão: o que estou fazendo pela sociedade ? Será que posso me considerar um agente de transformações? Será que sou um bom exemplo para meus filhos?

 Estou sendo um bom exemplo de cristão?

 O mundo pode ser melhor, desde que cada um faça a sua parte.

 Feliz Natal!

Fernando Marin

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Aprendendo com a Tragédia



Aprendendo com a Tragédia

Por: Fernando Marin



O trágico acidente que dizimou o time da Chapecoense e mais outras vidas com certeza nos deixou um grande legado.

Há tempos não se observava tamanha comoção, tristeza , solidariedade. Nos mostrou que ainda podemos ter esperanças de um mundo mais ameno, com pessoas mais amorosas, que se preocupam com os demais a ponto de abrirem mão de sua própria vida pessoal e se entregarem a consolar aqueles que precisam.

Creio que Deus abertamente nos deu uma lição do que Ele espera de seu povo. Apesar de observarmos nossas igrejas cada vez mais lotadas de gente não vemos no cotidiano mudanças expressivas no comportamento das pessoas em geral.

A cada ano as estatísticas nos mostram um aumento significativo no número daqueles que se dizem cristãos / evangélicos, porém não vemos no comportamento da sociedade uma mudança de atitude , ou um decréscimo da violência ou fatores que pudessem confirmar esses dados.

Onde será que estamos falhando? No ensino da Palavra? No nosso exemplo de vida? Na falta de oração?

Estamos formando discípulos de Cristo ?

Ou estamos apenas formando cristãos nominais, que frequentam assiduamente a igreja, participam de todas as atividades, entregam seus dízimos pontualmente, mas que não experimentam um encontro verdadeiro com Jesus?

Tão bom seria se o que assistimos com o desastre da Chapecoense pudesse acontecer diariamente, quando milhares perdem as suas vidas, a maioria de forma violenta pela criminalidade, acidentes, abuso no consumo de álcool e drogas.

Infelizmente, parece que nos acostumamos de tal forma à violência diária que nem percebemos mais os estragos que ele tem trazido às nossas vidas e guardamos todo o nosso sentimento cristão apenas para as grandes tragédias.

Aprendamos com o que assistimos, no Brasil , na Colômbia e em todo o mundo nos últimos dias.

Que entendamos esse 'toque' que Deus nos deu nesse trágico evento e aprendamos com ele o que é efetivamente sermos cristãos de verdade.

Cristãos todos os dias, nas tragédias diárias, que acontecem bem perto de cada um de nós.

Fernando Marin