sábado, 11 de junho de 2016

Tempos de Crise




Tempos de Crise


Por: Fernando Marin



E a crise política parece que não tem fim, com as continuadas denúncias de corrupção e acusações contra governantes e representantes do povo, inclusive com prisões e condenações.

Grandes empresários estão envolvidos em esquemas de propinas e doações de valores altos para campanhas políticas, muitas delas não contabilizadas e , portanto, ilegais.

Também há muitos políticos e ex-governantes tornados inelegíveis pela tida como implacável Lei da Ficha Limpa, que lutam com todas as forças para conseguirem encontrar uma brecha para escaparem de seus rigores e tentarem retornar à cena.

Enquanto isso, o país foi envolvido em uma enorme crise econômica, que vem causando desemprego e queda em todos os índices de produção, agora até mesmo na agroindústria, antes preservada dessa situação.

A mudança de governo ainda ensaia medidas que possam mudar esse trágico panorama, tenta dar sequencia à vida do país, mesmo em meio às denúncias que chovem sobre os que agora comandam o Brasil.

E a população , partidarismos à parte, é quem sofre com as dificuldades econômicas e a falta de emprego. Além disso, houve uma grande queda na qualidade dos serviços públicos, que já não eram eficientes, e que hoje pioram ainda mais devido à falta de verbas disponíveis.

Em cidades onde os royalties do petróleo eram fonte de receita, a situação hoje é quase que de caos, pois em muitas delas esses valores sempre foram gastos de forma incorreta, financiavam eventos, shows e outros supérfluos mais e , hoje, esse dinheiro vem fazendo falta até mesmo para o pagamento de serviços básicos, como coleta de lixo e limpeza de ruas.

Mas, por que chegamos até esse ponto?

Com certeza, sem medo de errar, a culpa é nossa.

Erramos quando votamos mal, escolhemos candidatos sem compromisso com as pessoas, que visam o poder e as vantagens que podem advir dele. Erramos quando não comparecemos à urna, no dia da votação, por acharmos que de nada adianta votar. Erramos quando anulamos nosso voto, e assim abrimos espaço para que um mau candidato seja beneficiado.

Erramos quando nos eximimos da nossa responsabilidade como cidadãos

Existe ainda o pensamento de muitos, principalmente de cristãos, de que a política não é ambiente para o povo de Deus, que seria um meio sórdido, recheado de pessoas desonestas. Ora, há pessoas desonestas em todos os lugares, inclusive dentro das igrejas. E se há pessoas assim na política isso acontece exatamente porque muitos dos bons, dos honestos, dos éticos se afastaram da vida pública pensando dessa forma, o que favoreceu aos desonestos e não éticos, que enxergaram espaço para as suas práticas não-cristãs. 

A responsabilidade é nossa, conosco e com os demais.

É nosso dever escolhermos bem em quem confiar o nosso voto, conhecer bem o passado do candidato, a sua vida pessoal, a sua conduta.

Mais uma eleição se aproxima. Que cada cidadão esteja consciente da importância que tem o seu voto, que reflita sobre tudo o que o Brasil tem passado por más escolhas do passado. E que planejemos um futuro de paz e prosperidade para nossos filhos e netos.

É o que eu espero.

Fernando Marin