segunda-feira, 19 de junho de 2017

Paradas & marchas






Sabe quando a gente lê algo que gostaria de ter escrito, mas as palavras não vieram?

É o caso desse texto, de autoria de Wagner Antonio de Araújo, a quem não conheço, mas com quem eu concordo.

Creio que o mundo seria bem melhor se realmente os cristãos fizessem o que Jesus ordenou, que saíssemos para pregar o Evangelho e tudo aquilo o que Ele nos ensinou.

Perdemos tempo com tantas coisas, enquanto tantas almas se perdem.

Leiam, reflitam, concordem ou discordem. 

Fernando Marin


Paradas & Marchas 


Por: Wagner Antonio de Araújo


Comércio, negócios, produtos, capital de giro, agenda turística. Tudo isso e muito mais. E nada mais também. É o que acontece na pobre cidade de São Paulo, vítima de tantas políticas destrutivas, de líderes corruptos, de orientadores religiosos criminosos e de um povo perdido em suas próprias mediocridades.

Em uma semana a cidade sedia uma marcha para Jesus. Jesus nunca pediu para marchar por Ele. Aliás, Ele e Seu Pai não procuram marchadores, dançarinos, figurinistas, humoristas e pregadores de stand-ups, igrejas inclusivas, shows gospel ou políticos religiosos. A marcha em São Paulo não passa de um aglomerado de gente que deseja circo, fazendo da temática da fé um bom motivo para divertir-se. "Ah, pastor, mas há muita gente sincera e que faz a marcha como um ministério, pensando servir a Deus!". A estes a Bíblia responde: Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento. (Rm 10:2). Zelosos, porém perdidos, segundo Paulo. Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. (Rm 10:3) Se forem crentes de verdade deveriam acordar para o seguinte fato: a verdadeira marcha para Jesus acontece dia após dia, quando um crente vive a Palavra de Deus, confrontando o mundo com os valores do Reino. Não é sambando, dançando, gritando na rua, seguindo um carro alegórico e líderes jactanciosos, que Cristo será glorificado. Seu Reino não é deste mundo; logo, o tipo de adoração que Ele busca não é midiático, mas diário. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. (Jo 4:23). O Reino não é show, mas é obediência E não se obedece marchando, mas servindo. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. (Jo 14:21). Se marchar para Jesus e virar evangélico fosse sinal de conversão, o país seria outro, pois o saneamento moral, cultural, ético, educacional, higiênico oriundo de uma vida de temor a Deus mudaria por completo este país. Mas é exatamente o inverso que acontece: quanto mais evangélicos, menos testemunho, não por serem evangélicos, mas por não serem nada mais do que um teatro para exibicionismo, como a suposta marcha.

Em contrapartida, esta cidade realiza a parada dos homossexuais. Mais de três milhões de pessoas, hotéis abarrotados de gente, comércio a vender toneladas de produtos. Não importa que a moral a ser exibida na passeata seja indigna dos nossos filhos e dos nossos familiares (nudismo, simulação de sexo explícito, acusações contra o cristianismo como inimigo da causa deles etc). O prefeito, amigo de Deus e do Diabo, não perde os dois palcos. À marcha mandou seu emissário e à parada deu todo o suporte. Claro, ele é prefeito de todos os paulistanos. Todos têm o mesmo direito. Disto ninguém discorda. Mas uma cidade e uma gestão que não tem opinião, que opta por tudo e por nada e que, para tristeza dos cristãos, opta por apoiar um movimento que dirá ser a religião a inimiga de suas causas, é, de fato, uma cidade sitiada. Um governante pode governar para todos, mas estabelecer um procedimento digno e não comprometido. "A cidade permite, estabelece regras, mas este prefeito não compartilha do ideal". Para um político assumir posições é coisa tão rara como um trevo de quatro folhas...

Não basta o desemprego monumental que estraçalha a vida familiar do paulistano. Não bastam os impostos abusivos que pagamos dia após dia, com o IPTU mais caro do planeta. Não basta a criminalidade que nos aprisiona atrás das grades de casa e deixa soltos os criminosos que roubam carros, celulares e ceifam vidas. É necessário investir em tudo aquilo que significa abominação contra os valores cristãos sobre os quais esta nação dizia ser construída. As vistas grossas de quem julga tudo como cultura, que não opta e não protege a cidade contra as agressões à família, à fé e aos valores morais terá as suas consequências cedo ou tarde. Talvez antes do que imaginemos.

E os cristãos, que deveriam alçar a voz não contra o direito de expressão de quem quer afrontar a Deus com uma sexualidade contrária à criação, mas contra o uso dessas manifestações para influenciar os seus filhos, famílias e bairros com os conceitos contrários aos seus valores, estão quietos, abobados, vivendo num mundo aparte, achando que o Espírito Santo os encheu e que vivem tempos de restauração, quando na verdade estão acovardados pelo poder do pecado e das trevas. Não apenas isso: estão coniventes, porque na chamada marcha estavam representados os homossexuais cristãos, uma aberração à própria fé, uma contradição aos valores que fazem a dita fé existir. Não há coexistência com o cristianismo quando se agride a fonte de informação da fé, isto é, a Bíblia. Cristianismo sem bíblia é república sem constituição, sistema solar sem o Sol, criação sem um criador.

O que esperar de tudo isso? Um governo que diga: têm direito, mas com limites? Para o governo, o limite é o lucro! Pode ser marcha para Jesus, passeata homossexual, grupo de raças diversas, festivais ocultistas ou briga de torcidas. Se for adicionar recursos à cidade, todos são bem-vindos! Que morram os idosos sem atendimento médico qualificado, que morram as grávidas por falta de vagas nas maternidades, que morram os professores por falta de segurança na sala de aula, que morram os policiais por falta de direito de policiamento e material bélico. Está na hora de acender a luz de alerta, o farol do atalaia e proclamar a verdade!

E dize: Assim diz o Senhor Deus: Ai da cidade que derrama o sangue no meio de si para que venha o seu tempo! Que faz ídolos contra si mesma, para se contaminar! (Ez 22:3)

Ai da cidade ensangüentada! Ela está toda cheia de mentiras e de rapina; não se aparta dela o roubo. (Na 3:1)

A tua perversidade e as tuas abominações tu levarás, diz o Senhor. (Ez 16:58)

Eu também andarei contrariamente para convosco, e eu, eu mesmo, vos ferirei sete vezes mais por causa dos vossos pecados. (Lv 26:24)

Despertemos, cristãos paulistanos! Despertemos, crentes brasileiros! Despertemos, cristãos lusófonos! As nossas cidades estão pervertidas, os cristãos tornaram-se mundanos e coniventes, os nossos governos não protegem e nem dão direitos para quem deseja preservar os seus valores cristãos! Líderes evangélicos estão mais interessados em verbas, em cargos, em influências, em corrupção, em fama, em mídia, em megaconstruções, em grandes impérios, e fazem negócio com a alma de seus fiéis! E as cidades, à luz de governos libertinos, corruptos, impõem uma agenda e um valor avesso aos valores cristãos sobre os quais fomos construídos, como os banheiros públicos de escolas, destinados ao falso terceiro sexo! Faz-nos lembrar o que o novo testamento preconizou: O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. (2Ts 2:4)

Crentes, parem de marchar! Parem de palhaçada! Parem de exibicionismo! Vão marchar nos becos, nas vielas, nos campos missionários, nas perseguições, nos bairros carentes de Cristo. Saiam da preguiça espiritual e de seus megatemplos regados a luxo e visitem os bairros carentes de testemunho cristão qualificado! É fácil dizer que se ama a Jesus sambando pela rua. Diga que ama a Jesus levando uma pedrada pública por divergir da política de gênero e de celebrar festas idólatras! Marchem enquanto andam, enquanto deitam, enquanto vivem, sejam luz, sal, representantes do céu e absolutamente íntegros! Esse é o tipo de marcha que agrada a Deus!

E oremos por nossas cidades, para que Deus tenha piedade dos cristãos. A perseguição irá aumentar, mas que Deus abra os olhos dos coniventes, para que se levantem e digam NÃO ao sistema que ceifa a sua combatividade.

Ora, vem, Senhor Jesus!
Wagner Antonio de Araújo

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Meio ambiente:responsabilidade nossa, dada por Deus


Meio ambiente:responsabilidade nossa, dada por Deus


Por: Fernando Marin


 No calendário, o  5 de junho é o Dia do Meio Ambiente, uma data mais que celebrativa, uma importante ocasião para refletirmos e tomarmos posição em prol da natureza, que vem sendo degradada a cada dia pela ganância e descaso do ser humano.

 Há importantes medidas que devem ser tomadas, a despeito das conferências internacionais, onde se discute muito mas quase nada se resolve, devido aos interesses econômicos das nações poderosas que preferem a poluição e a degradação aos lucros menores.

 Creio que a questão ambiental deve ser resolvida por cada um de nós, com as nossas atitudes pessoais diárias e com a nossa força coletiva, até mesmo boicotando produtos de empresas poluidoras ou de países que não respeitam a importância da ecologia para a sobrevivência da população mundial.

 Nossas atitudes do cotidiano podem influenciar outras pessoas a uma tomada de posição em prol da natureza, a partir do momento em que damos exemplo de atos ecológicos ou em que passamos a falar mais sobre a questão, ampliando a consciência ecológica e pressionando as autoridades a fiscalizarem mais e a se comprometerem com temas ligados a essa questão.

 Quase tudo o que nos cerca hoje tem importância ecológica. O lixo, por exemplo, não se resolve no momento em que o caminhão faz a coleta, e ele sai de nossos olhos. É necessário que ele tenha a destinação correta para que não venha a poluir o lençol freático e nem a atmosfera , a partir da emanação do gás metano – causador maior do efeito estufa.

 Ainda em relação ao lixo, precisamos ampliar bastante a questão da reciclagem, que em países desenvolvidos tem índices bem superiores aos nossos. Reciclagem gera empregos, lucros e tira do lixo cerca de 40% de seu volume, dando aproveitamento e reuso dos materiais recicláveis, além de ampliar a vida útil dos aterros sanitários.

 Quanto à água, necessitamos de medidas urgentes em relação ao saneamento, rede de esgotos tratados para todos, diminuindo o lançamento de dejetos in natura em nossos rios e mares e diminuindo o número de enfermidades geradas pela falta de uma  destinação adequada da água usada. Ainda sobre a água, que cada um fiscalize e cobre a limpeza de rios e canais e a preservação da mata ciliar, fundamental para que não haja o assoreamento e nem o desaparecimento das nascentes.

 Urgente ainda é refrearmos o abate de árvores e a derrubada que vem acontecendo em nossas florestas, notadamente na Amazônia, que influencia no clima do mundo inteiro. Um manejo sustentável da floresta dá condição de sobrevivência a quem depende dela sem ameaçar o meio ambiente.

 Quanto à poluição atmosférica, precisamos lutar pela diminuição do lançamento de co2 no ar, principalmente o que vem pela queima de combustíveis fósseis (carvão e petróleo, por exemplo), implantando o consumo de energias renováveis e não-poluentes, como a energia elétrica hidrogerada , energia solar, eólica, álcool e outras que vem sendo pesquisadas com bons resultados.

 Tudo isso mais nossas pequenas ações, como não despejar óleo vegetal nos ralos e pias, economizar energia e água  em nossas casas, usar meios de transporte não poluentes ( bicicletas, por exemplo) com certeza tudo isso fará diferença, e a natureza agradece.

 Afinal, foi o próprio Deus quem, depois de criar todas as coisas, determinou ao homem que cuidasse de tudo (Então o Senhor Deus pôs o homem no jardim do Éden, para cuidar dele e nele fazer plantações. Gênesis 2-15 NTLH), mas, infelizmente, a ganância e o descaso vem trazendo degradação ambiental e preocupação com o futuro da humanidade.

 Que cada um faça a sua parte em benefício de todos.


Fernando Marin

sexta-feira, 12 de maio de 2017

A insegurança nossa do dia-a-dia




A insegurança nossa do dia-a-dia


Por: Fernando Marin



 Com certeza, sentir-se seguro é um dos itens necessários para que se tenha uma boa qualidade de vida. Muitas pessoas chegam a mudar para outras cidades em busca de uma vida com mais segurança, na ilusão de que ela é maior nas localidades de pequeno porte. E era, mas de tempos para cá a criminalidade, aliada a um tráfico de drogas cada vez mais atuante, vem frustrando essa expectativa de uma vida com mais tranquilidade.

 Quando acontece um aumento na criminalidade, a início a população costuma culpar a ineficiência da polícia, mas na verdade a insegurança provém de um somatório de causas de origem social, cabendo `a polícia apenas manter a ordem e retirar do convívio social os criminosos – o que já está se tornando tarefa difícil em várias regiões.

 Em grandes cidades, principalmente no Rio de Janeiro, a situação está aparentemente fugindo do controle dos órgãos de segurança. O grande número de comunidades carentes, as quadrilhas bem organizadas e lideradas, armadas com o que há de melhor e uma polícia em crise estão perdendo espaço para os bandidos. O número de roubos vem crescendo, agora com a explosão de carros-fortes e de caixas eletrônicos, mostrando que políticas sociais erradas nas últimas décadas estão cobrando a conta do governo e da sociedade.

  Aos poucos, sabe-se lá por que, a educação foi retirando das grades escolares disciplinas importantes, como religião, moral e civismo, organização social e política do Brasil, e outras mais, que davam às crianças e jovens boas noções de cidadania e de comportamento social. A degradação da estrutura familiar também colabora em muito nessa questão, a partir do momento em que deixa de haver uma referência de liderança  nos primeiros anos de vida, gerando muitas vezes jovens desajustados e sem noção de limites.

 A desigualdade social é outro fator importante, a partir do momento em que causa a falta de expectativa de vida para muitos jovens carentes e acaba facilitando a ida desses jovens para o crime. Falta de oportunidades de qualificação profissional e, consequentemente, de emprego também são fatores que acabam levando à criminalidade.

 Porém, a causa que considero a mais grave é a da impunidade. É mais que necessário que se revise e atualize a nossa legislação, adequando-a à realidade atual e criando punição mais severa para os que optarem pelo caminho do crime, como forma de retirar efetivamente os marginais do convívio social , com oportunidade de reeducação e reinserção na sociedade, cumprida a devida pena.

 Nossas leis, muitas da década de 1940, estão completamente defasadas, e necessitam de uma revisão urgente. É necessário que se cobre dos legisladores ( Deputados Federais e Senadores) leis mais severas, que venham realmente a inibir a criminalidade, sob pena de convulsão social iminente. É preciso que tenhamos uma polícia moderna, eficiente, baseada no uso da inteligência e dotadas dos recursos materiais disponíveis para que ela possa combater os bandidos de igual para igual. Necessitamos com urgência de uma reformulação na educação, que possa trabalhar de maneira inclusiva, criando 
oportunidades para que os jovens possam ingressar no mercado de trabalho, impedindo a sua ida para o crime.

 Na maioria dos países desenvolvidos do mundo o índice de criminalidade é pequeno, assim como o número de presidiários. Por que não copiamos o que há de bom? Por que não buscar subsídios onde há paz? A quem interessa essa legislação que não pune como deveria?

 Tema para a nossa reflexão.

Fernando Marin

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Nossa responsabilidade

Nossa responsabilidade

Por: Fernando Marin



 Como teólogo,  sou muitas vezes questionado  por aqueles que pensam que religião e política não devem se misturar, mas considero isso um grande engano, a partir do momento em que cabe à Teologia colaborar com o debate e com a leitura dos conflitos que surgem na sociedade, com consequências que envolvem a vida de todas as pessoas.

 Por isso, sempre procuro escrever sobre temas polêmicos, como a importância da participação na política , o aborto, a corrupção e outros que de alguma forma influenciam as nossas vidas, sempre colocando o que Deus revelou de Sua vontade sobre cada um deles.

 A revelação da vontade de Deus , o que chamamos de Verdade, está expressa na Bíblia, um livro onde encontramos um verdadeiro manual de vida, com orientações seguras para todas as situações com as quais nos defrontamos no cotidiano e como devemos nos colocar diante delas, fazendo a diferença e tornando a vida das pessoas melhor.

 O tema do momento é a grande – e parece que infindável – Operação Lava Jato, já na sua 40ª fase e sem previsão de quantas ainda virão, tal o tamanho da corrupção que envolve políticos e empresários no Brasil, corrupção essa que há muito tempo já era conhecida, mas só agora investigada a fundo e punida , não como gostaríamos, mas punida de forma a afastar os condenados da possibilidade de continuarem a se locupletarem com o dinheiro público.

 Claro que ainda há muito a se evoluir, afinal as nossas leis são brandas e cheias de brechas, onde os bons e caros advogados encontram saídas para amenizarem a punição aos culpados, ainda temos muito a caminhar nessa área.

 Mas, quem faz as leis no Brasil? Deputados e senadores, muitos deles envolvidos nos escândalos, investigados e réus em vários processos. Deputados e senadores eleitos pelo povo, alguns deles há décadas! E, por incrível que possa parecer, muitos desses voltarão a serem votados se conseguirem se candidatarem.

 Assim, dentro do processo democrático, onde cada cidadão pode exercer a sua escolha pelo voto, a responsabilidade pelos maus políticos eleitos pertence ao povo, e cabe a ele, apenas a ele, votar em pessoas que irão trabalhar em prol da sociedade, não as reelegendo caso isso não aconteça da forma esperada.

 O Brasil tem jeito, basta que participemos mais ativamente do processo político, nos informando melhor e exercendo os nossos direitos de forma mais atuante. Me preocupo quando vejo que a grande maioria das pessoas cobra atitudes das demais, mas eles próprios procuram não  saírem de sua zona de conforto, afinal “alguém tem que fazer alguma coisa”, não é?

 Termino deixando um texto bíblico adequado para a reflexão de todos. É o de 1 Timóteo, capítulo 6, versos 7 a 10, na versão NTLH:

“O que foi que trouxemos para o mundo? Nada! E o que é que vamos levar do mundo? Nada! Portanto, se temos comida e roupas, fiquemos contentes com isso. Porém os que querem ficar ricos caem em pecado, ao serem tentados, e ficam presos na armadilha de muitos desejos tolos, que fazem mal e levam as pessoas a se afundarem na desgraça e na destruição. Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos.”


Fernando Marin

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Aborto: uma reflexão prática




Aborto: uma reflexão prática


Por: Fernando Marin



 Mais uma vez essa questão polêmica vem à tona, a eventual legalização do aborto no Brasil.

 Agora, uma decisão da Primeira Turma do STF, revogando a prisão de pessoas flagradas realizando procedimentos abortivos em uma clínica, reacendeu a discussão em torno do tema, o que levou a Câmara dos Deputados a formar uma Comissão para estudar eventuais mudanças na Constituição, criando regras mais claras sobre o aborto.

 Essa prática é regulamentada em muitos outros países, mas aqui no Brasil abortar só é permitido em três situações: em gravidez proveniente de estupro, em caso de risco de morte para a gestante ou, decisão mais recente, em casos de anencefalia, ou seja, de fetos constatados sem o desenvolvimento do cérebro. Fora esses casos, abortar é crime previsto no Código Penal e sujeita as gestantes e demais envolvidos a penas que podem chegar a 10 anos de reclusão, dependendo do caso apresentado.

 Mesmo assim, estima-se que cerca de 850 mil abortos sejam realizados clandestinamente todos os anos no país, um verdadeiro caso de saúde pública. A grande maioria desses abortos é realizada em ambientes que não possuem a estrutura necessária, o que pode causar morte da gestante ou sequelas graves nas mulheres que decidem interromper a gravidez.

 A grande discussão em torno do tema aborto coloca ciência, religião e ética em torno do assunto.

 Em termos científicos, alega-se que a interrupção da gravidez até os três meses não causa dor ao feto, essa  tese é aceita por muitos juristas – inclusive foi a que levou a decisão da Primeira Turma do STF – mas é rebatida pela religião, que aceita que a geração de uma nova vida se dá imediatamente quando há a fecundação, logo após o ato sexual, e portanto o aborto seria um  assassinato  a partir do momento em que causa a morte do embrião, e que isso iria de encontro à vontade de Deus.

 Já a bioética entende que um feto não seria um ser humano formado, já que considera  que só há pessoa humana quando esse indivíduo interage com o meio social. Além disso, a bioética defende que a mulher seria “muito mais” pessoa humana que o feto, e que sua vontade em relação ao próprio corpo deve ser respeitada. 

 Há vários textos bíblicos que poderiam embasar uma atitude totalmente contrária ao aborto. Aliás, dentro da visão cristã não há como se pensar favoravelmente a essa prática, já que a base do cristianismo é o amor ,e a partir desse pensamento interromper o desenvolvimento de uma vida seria um ato contrário a essa doutrina e , consequentemente, um grave pecado.

 Apesar dos vários versículos bíblicos contrários a esse ato, escolho a Primeira carta de Paulo aos Coríntios, no seu capítulo 3, versos 16 e 17 ( “Certamente vocês sabem que são o templo de Deus e que o Espírito de Deus vive em vocês. Assim, se alguém destruir o templo de Deus, Deus destruirá essa pessoa. Pois o templo de Deus é santo , e vocês são o seu templo.”), que nos deixa clara a importante missão que nossos corpos cumprem na terra, de sermos o verdadeiro templo de Deus.

 Espero que esse assunto polêmico seja bem debatido com todos os segmentos da sociedade e que a verdade e o bom senso levem a uma decisão dentro daquilo que Deus tem nos ensinado e que espera de nós.


Fernando Marin 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Um estudo sobre o dízimo


Liberdade do Abuso Financeiro ( Um estudo sobre o dízimo)


  As redes sociais até que cumprem com seus propósitos de informar, de causar discussão, de divulgar. Quando meu irmão e amigo Austri Junior, teólogo, pensador, escritor  ,chamou a atenção para esse texto eu o li  e imaginei que seria bom publicá-lo, até mesmo para esclarecer a muitos e polemizar com outros.


  Em uma época em que muitos pregam a prosperidade material, o troca-troca com Deus, textos assim bem elaborados e embasados podem trazer informação e verdade.
Leiam, pensem, concordem, discordem.

Fernando Marin


LIBERDADE DO ABUSO FINANCEIRO

  Dar o dízimo sob pressão? Semear para ganhar favor ou lucro? Fazer um pacto com Deus?

  Estes conceitos não fazem parte da nova aliança sob a qual vivemos hoje em dia.
Este texto é muito longo, mas completo, e vale a pena. E vai muito mais profundo do que o dízimo. Alguém fez um resumo perfeito dele, que aparece no parágrafo seguinte; depois você pode decidir ler ou não ler o texto por inteiro:
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  É plenamente cristão e ético a Igreja subvencionar e prover seus evangelistas que vivem evangelizando. A maior graça material na Terra para um cristão é poder colaborar abrindo seu bolso para o verdadeiro evangelho. O erro herético do falso-evangelho pregado no Brasil é proclamar que os cristãos estão debaixo do princípio dos dízimos velho-testamentarios. A graça da Cruz nos trouxe um princípio magnânimo e superior a qualquer princípio elementar do mundo ou da lei mosaica. Em Cristo somos despenseiros do Evangelho. Em Cristo fomos declarados um só Corpo em amor, em altruísmo, em espontaneidade, em liberdade, em compromisso, em consciência, em alegria, em proporcionalidade do que temos, segundo nossa prosperidade. Em Cristo fomos declarados FILHOS E COERDEIROS do Reino e não mais servos da Lei. FILHO não devolve nada ao pai porque o que é do Pai é do Filho e o que é do Filho abençoa tudo aquilo que é do Pai. Em Cristo estamos na Lei do Amor e da Semeadura e não mais no princípio dos dízimos.
[Obrigado a Frannk Lop Lop pelo resumo]
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  Deixe-me enfatizar que apesar da imagem e do título provocativos, existem pastores que ensinam sobre o dízimo com boa intenção, mas mesmo assim, o dízimo como exigência de Deus não é para os dias atuais. E quando Jesus caçou os cambistas do Templo, era porque eles impediam aos estrangeiros, os cegos e os mancos de aproximarem-se de Deus. De igual maneira, certas pessoas de hoje em dia querem reerguer as barreiras a Deus que Jesus já tirou.

  Para começar, não devo explicar o dízimo fora do panorama completo do evangelho da graça pura sob o qual vivemos hoje em dia, porque vão de mãos dadas; quem não entende a função do dízimo não entende a nova aliança pela qual Jesus morreu e ressuscitou. Para muita gente o entendimento da Graça é tão incompleto que, quando ouvem a ideia de que estamos debaixo da Graça e 100% perdoados, o primeiro pensamento delas é: “Quer dizer que podemos ir e pecar à vontade?”. Da mesma maneira, quando ouvem a ideia de que não estamos obrigados a dar o dízimo pensam: "Ah, então não vou dar mais!”, ou, “Você está incitando as pessoas a não colaborar com a obra de Deus!” Mas, em ambos os casos, a verdade é muito mais completa: você está 100% debaixo da Graça, livre para viver uma vida nova, a vida de Cristo em você (Romanos 6). Isso quer dizer que vai expressar a vida do Pai Amado e toda a sua conduta, incluindo o que você faz com seu dinheiro. Visto que até a maioria dos pastores não entendem claramente a diferença entre a nova aliança e a antiga aliança (como expliquei nesta publicação anterior: https://www.facebook.com/ACabanaEAGracaDeDeus/posts/569887979808694), sentem a necessidade de usar a lei para controlar o comportamento da congregação, e o dízimo para arrecadar dinheiro. Repetindo, a Graça não é um chamado para a libertinagem ou a preguiça e sim a entrar em uma verdadeira comunhão com o Cristo vivo e expressar a vida e a natureza Dele em todo o sentido. Por isso quero enfatizar minha publicação no link acima e mais os trechos bíblicos que citei: Romanos 5 a 8, Hebreus 7 a 10, 2 Coríntios 3 a 5 e Gálatas de 1 a 6, para dar um contexto aos meus comentários sobre o dízimo. Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre, (Hebreus 13:8), mas as alianças de Deus com a humanidade mudaram para sempre em 30 e 70 d.C.

  Dito isto, comecemos com 2 Coríntios 8 e 9. Em dois capítulos, Paulo explica a fundo a mentalidade dele sobre dar dinheiro e o nosso exemplo a seguir hoje em dia. Ainda que a explicação dele seja completa, vou fazer alguns comentários:

1) Não deixe que ninguém te cite o versículo 9:6 fora do contexto: “Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente. ” Se ler este versículo no contexto, isto não quer dizer que se der o dinheiro à igreja institucional, Deus vai te recompensar financeiramente com um bom negócio ou algo mais, ou que se não der dinheiro, vai cair em fracasso financeiro. De novo: leia os capítulos 8 e 9 por inteiro e vai ver o contexto e o sentido. Que agora você tem o privilégio de fortalecer o verdadeiro corpo, a verdadeira igreja de Cristo (todos os seres humanos que têm crido Nele; não um edifício). Você terá o prazer de colher almas para Cristo, de ver outros seres humanos despertando para a vida de adoção eterna e de ajudar e compartilhar com o seu próximo. A ideia de dar dinheiro para receber o lucro, é uma perversão em dois sentidos: é o orgulho humano tentando ganhar o presente que Deus oferece grátis (tão insultante quanto tentar pagar a um amigo um presente), e é dar para receber. Deus dá por dar simplesmente porque Ele é amor mesmo, não para receber algo em troca. A Graça significa expressar a natureza Dele, assim você também dá por dar apenas, sem esperar nada em troca. A colheita que desfruta é ver a edificação do Corpo de Cristo, do qual você faz parte.

2) Versículo 9:7 – “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” Isto é completamente incompatível com “E tem que ser ao menos “X" por cento, e tem que ser entregue no edifício da esquina chamada Igreja Fulana”. É completamente incompatível com “Dar a Deus o que é dele”, “Essa porção não é de você”, “ *devolver* o dízimo (porque não é dar, é dever)”, etc.

3) Em Deuteronômio 14 e Levítico 27, verás que o dizimo jamais foi dinheiro, mas comida, e era entregado só por proprietários de terrenos agrícolas e gados. Quer dizer, nem a maioria dos judeus pagavam dízimos. Nem Jesus pagava dízimos. O dízimo podia ser convertido em dinheiro por motivos de viagens distantes e depois convertido de novo em comida, mas nunca foi oferecido a Deus em forma de dinheiro. Uma exceção, se alguém queria reter um animal e substituir um dízimo em dinheiro, tinha que pagar uma multa de 20%, porque o dízimo em dinheiro não era o que Deus queria (Levítico 27:30).

4) É verdade que o dizimo existia antes da lei, mas se algo é pregado indevidamente como se fosse uma lei, é o mesmo erro. Pode confirmar isto ao ler Gálatas 1 a 6, onde Paulo condenou em condições fortíssimas a exigência da circuncisão, que também existia antes da lei (além dos sacrifícios), mas era tratada como lei por essa gente.
Então, o que dizer das referências sobre o dízimo na Bíblia?

MALAQUIAS 3:6-10:
  Vamos primeiro a Malaquias 3, 6-10, o que cita-se volta e meia para verificar o dizimo para hoje em dia:
“Pode um homem roubar de Deus? Contudo vocês estão me roubando. E ainda perguntam: “Como é que te roubamos?” Nos dízimos e nas ofertas. Vocês estão debaixo de grande maldição porque estão me roubando; a nação toda está me roubando. Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova”, diz o Senhor dos Exércitos, “e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guarda-las."

  Há vários problemas em usar este trecho para os que estão em Cristo e debaixo da graça Dele:

1) Essa *exigência* de dar o dízimo faz parte da velha aliança, mosaica, que foi dada somente aos judeus, jamais aos gentios. Em todo caso, aquela aliança tornou-se antiquada e envelhecida com a morte de Jesus, e desapareceu por completo com a destruição do Templo de Jerusalém em 70 d.C. (Hebreus 8:13) (embaixo, ao final, vou esclarecer uma distinção importante entre velha aliança y velho testamento).

2) Este trecho é uma continuação do pensamento que começou em Malaquias 2:1: “Agora, pois este mandamento é para vocês, os sacerdotes.” Para um certo grupo de sacerdotes, em um determinado contexto. Não havia enumeração de versículos e capítulos no texto original, e pode ver a continuação você mesmo. 2:4 e 2:8 são enfáticos que esta advertência tem a ver com manter a aliança *levítico*. Você encontra um versículo parecido, exigindo um dízimo para manter sua aliança com Jesus? Isto é mais um exemplo da importância do contexto: quem fala a quem? Debaixo de qual aliança? E debaixo de quais circunstâncias? Tantas vezes nos púlpitos, citam Malaquias, começando em 3:6, e soa que Deus esteja falando a nós, hoje em dia. Mas é só começar em 1:1 e fica evidente que não. Citar este trecho fora de contexto tem causado confusão, coação, e condenação imensurável.

3) Versículo 2:2: do mesmo pensamento, Deus diz que tem amaldiçoado a essas pessoas, e promete amaldiçoa-las mais. Ao interpretar a Bíblia, uma pergunta muito útil de se fazer é: É isso possível depois da Cruz? E a resposta aqui definitivamente é: “Não”. Cristo se fez maldição por nós e quitou toda essa maldição. (Gálatas 3:13, Romanos 8:1, 2 Coríntios 5:21).

4) Malaquias 3:10 diz: “Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento [comida] em minha casa...Espera. Templo? Que tem a ver esse templo com você? E, minha casa? Nós, nossos corpos físicos, somos agora o templo, a casa de Deus. Nada em contra de congregarmos em um imóvel dedicado a esse propósito, e sim, é justo ajudar com os gastos disso (1 Cor. 9; Gálatas 6:6), mas há um erro em usar termos hoje em dia como templo, santuário, altar, etc, para nos referirmos a um edifício, ou as partes dele. Nós mesmos somos a igreja, o templo, a casa de Deus e onde dois ou três estiverem reunidos em nome de Deus, ali está a igreja. As coisas físicas na antiga aliança eram uma sombra; as coisas espirituais na nova aliança são a realidade. O templo a qual Malaquias 3:10 se refere é o Templo de Jerusalém, que foi destruído em 70 d.C.. Hoje nós somos o verdadeiro templo de Deus.

5) A história de fundo de Malaquias 3:10: os levitas recebiam uma décima parte das colheitas dos outros onze tribos de Israel em troca de seu labor de fazer sacrifícios no Templo. Chegou um tempo (Neemias 13:10-13) em que os levitas não recebiam estes dízimos e saíram do Templo para trabalhar por sua comida. Deus repreendeu os líderes por fazer isso. Para repetir, a velha aliança nunca foi dado a você, só aos judeus, e em todo caso esse templo e esse sistema foi destruído em 70 d.C. Toda a Bíblia foi escrita para nossa instrução, mas em muitos casos somos observadores, não destinatários; sempre olha o contexto.

6) Aqueles que exigem que os crentes em Jesus vivam como judeus quanto aos dízimos, não vivem eles mesmos como os levitas-- sem heranças, sem salários, sem terrenos ou propriedades.

7) Como disse antes, dar para receber é uma perversão do amor de Deus. Deus dá para dar, porque Ele mesmo é amor. Você agora é seu filho(a) amado(a), seu reflexo vivo, assim Ele vai te inspirar a dar e compartilhar seus bens, sem pensar em recompensa financeira. A antiga aliança trata de uma overdose de “Fazer o bem, receber o bem; fazer o mal, receber o mal”, para exaurir o orgulho e o esforço humano. Jesus veio e deu volta a essa economia, trazendo o favor e as bênçãos de Deus aos que mereciam menos. As referências na nova aliança sobre semear e colher têm seu próprio sentido e contexto, que você pode verificar ao ler 2 Coríntios 8 e 9, e Gálatas 1 a 6. Uma ajuda: não confunda castigo com consequências.

MATEUS 23:23:

  Nos evangelhos, Jesus sim se refere a dar, dizimar, etc, mas recorda que Ele mesmo ainda estava debaixo da antiga aliança (Gálatas 4:4,5). Não descartemos nenhuma palavra da Bíblia, mas sempre temos que levar em consideração o contexto. Em Mateus 23:23, por exemplo, Jesus estava falando aos fariseus baixo a aliança deles, antes da cruz. E a aliança deles jamais foi dado aos gentios. Se Mateus 23:23 fosse para o crente gentio de hoje, após a cruz, teremos de dar o dízimo até da hortelã, do endro, e do cominho-- ao pé da letra de o que Ele falou. É muito comum citar o final do versículo, “Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas,” para justificar o dízimo obrigatório, e ao mesmo tempo passar por alto o início do mesmo versículo: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas!”.

MATEUS 5:17:

  Em Mateus 5:17, Jesus disse que não veio abrogar a lei, senão cumpri-la. De novo, o contexto é primordial: Historicamente, a velha aliança tinha regras e condições: "Se você fizer isto, Deus fará aquilo." Porém, em Mat. 5:1, Jesus faz uma série de declarações que não soam assim, não são assim de condicionais. Por isso, Ele esclarece: “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra."

"Não vim abolir, mas cumprir." E Ele SIM cumpriu a lei. O desenlace de "Ele veio cumprir a lei" não é "Então eu tenho que seguir Seu exemplo e cumprir a lei também", senão João 19:30: "Está consumado! Tetalestai! Dívida paga!" E ao ler Efésios 2, escrito a um público principalmente de origem gentio, Paulo diz que Jesus SIM anulou a lei (ou desfez, ou aboliu, ou acabou com ela, dependendo da tradução). Isso foi para fazer de todos, dos judeus e os gentios, uma nova família--e não baixo a antiga aliança da lei, senão a nova aliança da graça. E em v.20 ele continua a dizer que o fundamento desta nova família são *os apóstolos e os profetas*, não *a lei* e os profetas. Isto é perfeitamente consistente com as demais cartas de Paulo e com Hebreus.

  Um pouco mais ao respeito deste desenlace: Lucas 24:44, Jesus em caminho a Emaus: E disse-lhes: “Foi isso que eu lhes falei enquanto ainda estava com vocês: *Era* necessário que *se cumprisse* tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”.

  Ainda mais: Em Atos 15, tiveram o Concílio de Jerusalém onde resolveram a questão de impor ou não impor a lei judaica nos convertidos gentios. Vá lá para ler por inteiro, mas cito aqui um pouquinho. A conclusão de Pedro, que andava com Jesus e caminhou na água, foi: 15:10 Então, por que agora vocês estão querendo tentar a Deus, pondo sobre os discípulos um jugo que nem nós nem nossos antepassados conseguimos suportar? 11 De modo nenhum! Cremos que somos salvos pela graça de nosso Senhor Jesus, assim como eles também”. A conclusão de Tiago, que em outro contexto disse a fé sem obras está morta, foi: 15:19 “Portanto, julgo que não devemos pôr dificuldades aos gentios que estão se convertendo a Deus. 20 Ao contrário, devemos escrever a eles, dizendo-lhes que se abstenham de comida contaminada pelos ídolos, da imoralidade sexual, da carne de animais estrangulados e do sangue.” Ponto. Cadê o dízimo? Depois, juntos escreveram uma carta à igreja em Antioquia que disse em parte, “15:28 Pareceu bem AO ESPÍRITO SANTO [Imagina! ao Espírito Santo mesmo, que tomou parte nisso!] e a nós não impor a vocês nada além das seguintes exigências necessárias: 29 Que se abstenham de comida sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual. Vocês farão bem em evitar essas coisas.” De novo: cadê o dízimo?

“DAR A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR, DAR A DEUS O QUE É DE DEUS”:

  E daí? Não há conexão nenhuma entre esta declaração de Jesus e uma exigência de todo o mundo dar 10% do salário bruto, em dinheiro, em certa igreja, a pessoas que não precisam viver como levitas— sem heranças, salários ou terrenos. Só a repetição, o hábito, a tradição. Não fica totalmente claro exatamente ao que Jesus se referia, mas não era um dízimo.

A VIÚVA E SUAS MOEDAS:

  É só olhar o texto: Lucas 21:1: Jesus olhou e viu os ricos colocando suas contribuições nas caixas de ofertas. Contribuições. Ofertas. Nada a ver com o dízimo. Um dízimo é por definição 10%, e por lei consiste de comidas e animais. Ela deu moedas, e ela deu tudo, não 10%. Então nada a ver.
— Por sinal, viu que ela deu moedas? Este é um de vários trechos que refuta a mentira que os dízimos eram em comidas só porque o dinheiro era escasso ou inexistente— “Era a moeda de troca na época”, dizem… …falso.

HEBREUS 7:

  Em Hebreus 7, há citação de dízimo, mas não é uma afirmação do dízimo para hoje em dia, e sim uma afirmação da superioridade de Cristo sobre todos, incluindo a Abraão, algo impensável aos judeus até então. *Uma certa vez* Abraão voltava de uma guerra, se encontrou com o sacerdote Melquisedeque, deu a ele a décima parte dos despojos de guerra e recebeu uma bênção, dois feitos que demonstraram a superioridade de Melquisedeque, uma sombra de Jesus.

1) Foi uma situação única.
2) Melquisideque não *exigiu* o dízimo de Abraão.
3) Melquisideque  abençoou Abraão, e depois Abrahão lhe deu o dízimo. Abraão não deu o dízimo para depois ser abençoado, como se ouve desde os púlpitos e televisões.
4) Abraão só deu um décimo dos despojos de guerra, e não dos seus bens materiais ou ingressos; estando em pé de guerra e longe de casa, teria sido impossível trazer tudo isso com ele.
5) Abraão recusou ficar com o outro 90%. Ou deu o 90% ao rei de Sodom, ou devolveu o 90% aos donos originais; não fica totalmente claro no texto, mas não era para Abraão.
6) Nem tudo o que Abraão fez é exemplo que somos obrigados a seguir: casar com sua irmã e sacrificar animais, por exemplo.
7) O ponto mais importante não é que Abrão deu o dízimo; é que Levi (representante da lei) deu o dízimo. Isto é, a linhagem levita, da lei, demostrou a superioridade da linhagem de Cristo, que é da graça. (Hebreus 7:9,10) (João 1:17: Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.) Qual dos dois sacerdócios é maior?

  O contexto de Hebreus: foi escrito em 67 d.C. enquanto o Templo de Jerusalém ainda existia, antes de sua destruição pelos romanos no ano 70. Os dízimos contínuos eram para os sacerdotes levitas, para compensa-los do trabalho árduo e *contínuo* de fazer sacrifícios de animais pelos pecados do povo. (Nota esta palavra *contínuo*). No templo terrestre que era uma representação da morada de Deus, era explicitamente proibido qualquer móvel para sentar porque o trabalho nunca terminou. Quando Jesus entrou através de outro sacerdócio, fez *UM* sacrifício perfeito e final, entrou no Santo dos Santos literalmente no céu, e *sentou* à direita de Deus – Está consumado! – Onde permanece até agora, seu único sacrifício já feito e suficiente por toda a humanidade por todos os tempos. Leia Hebreus 7 a 10 e confirme isto, e analise o versículo 7:12: “Porque quando muda o sacerdócio, também tem que mudar a lei” – pense nas implicações disso!

  Conclusão do parágrafo anterior: se você ainda está entregando dízimos por obrigação, está dizendo que seu sacerdote ainda está trabalhando e fazendo sacrifícios. Seu sacerdote é um levita, ou é Jesus?

  Para resumir, em Cristo você já morreu à lei, incluindo aquela de dizimar. Agora a lei que te libertou e te rege é a lei do Espírito de vida, Cristo em você. Ha recebido o espírito de adoção. Em Cristo, você é uma nova criatura, literalmente uma morada Dele. Você foi 100% perdoado e transformado espiritualmente e tem o enorme privilégio de ser o corpo e o reflexo Dele nesta terra. Seus mandamentos: crer Nele e amar como Ele te ama, inclusive na gestão dos seus bens materiais. Dá liberalmente da forma que Ele te guie individualmente. E veja bem, o ponto muito mais importante de tudo isto é que você entenda o que significa a morte e a ressurreição de Jesus, e Ele dentro de você— a nova aliança instaurado com Seu sangue, e que não fique estancado com uma pé na velha aliança, que nunca foi de você.

Fonte:
https://www.facebook.com/ACabanaEAGracaDeDeus/posts/689902827807208:0

terça-feira, 21 de março de 2017

Participar é preciso




Participar é Preciso



Por: Fernando Marin


  E o cenário político nacional continua agitadíssimo, afinal a Lava –Jato prossegue em suas etapas e ainda há muita gente apavorada com a expectativa de encontrar a Polícia Federal à sua porta a qualquer momento.

  E isso vem causando uma série de acontecimentos, muitos deles sem o pleno conhecimento da população em geral.

  Fala-se agora em Brasília em se alterar o modelo de eleições no país , para a tal “lista fechada”, o que viria a favorecer os políticos que já possuem mandato, e prejudicar bastante aqueles que pensam em se candidatarem, em substituírem deputados e senadores veteranos  com anos de Congresso, ou seja, atrapalhar uma eventual renovação no meio político.

  Na verdade o que se quer é uma maneira de continuar no poder, mantendo o direito ao Foro Privilegiado – um mandatário só pode ser investigado e julgado pelo Supremo Tribunal  Federal. Com muitos políticos investigados e a serem denunciados, o pavor de não se conseguir uma reeleição tomou conta da Casa, e o pânico se instalou em muitos nomes que temem voltarem a serem cidadãos comuns, sem direto a privilégios e com espaço aberto para que a sua prisão possa vir a acontecer.

  Nesse sistema da “Lista Fechada” os partidos limitam o número de candidatos e os escolhe a seu critério, tirando do eleitor o direito de votar em um nome conhecido por ele. O povo votaria nos partidos, e os eleitos seriam os primeiros colocados na lista preparada pelo partido, a critério deles. Assim, o número de candidatos seria bem menor, as chances de eleição maiores e os custos da campanha muito mais baixos. Interessante para quem?

  Quando insisto em que o povo deveria participar mais da vida política de sua cidade, estado, país é justamente para que iniciativas como essa, totalmente desinteressante para a população e para a democracia fossem rechaçadas imediatamente. Todos sabemos da necessidade de uma grande renovação nos quadros políticos atuais, que já demonstraram a sua incapacidade de dar ao povo uma condição de vida digna.

  Queremos reforma política sim, com o fim dos super salários, da corrupção,dos privilégios, enfim, queremos que a qualidade de vida das pessoas venha a ser o único objetivo do Governo, o foco principal de todo o sistema administrativo existente.

  Precisamos conhecer melhor e implantar os modelos vigentes em países desenvolvidos, onde não há altos salários, mordomias, privilégios, para que aqueles que escolhem trabalhar pelo benefício do povo possam focar apenas e tão somente na qualidade de vida das pessoas.

  Precisamos da participação popular nos partidos, na vida política, como maneira de escolhermos os melhores candidatos e de promovermos justiça social e desenvolvimento.

  Penso que, se há coisas ruins acontecendo no meio político, isso se deve ao afastamento das pessoas de bem. Eu decidi participar e trabalhar. Não é porque estou em um meio tido como “sujo” que irei também me contaminar. Não.

  Muitos conhecem a história de Daniel, contada na Bíblia. Quem não conhece, leia. Ele não se deixou contaminar pelas coisas erradas que via ao seu redor, e se tornou um grande administrador. O mesmo aconteceu com José, no Egito. Porque não pode acontecer conosco?

  Ocupemos o espaço que nos é de direito, e mudaremos o país.


Fernando Marin