domingo, 2 de novembro de 2014

Os Palestinos, Israel e a Igreja - Parte Final




 Os Palestinos, Israel e a Igreja - Parte Final

 Essa é a parte final da história que nos mostra as origens dos conflitos entre Israel e Palestina. O artigo completo, dividido em 3 partes, é de autoria do Pr Julio César Paiva Gonçalves, a quem agradeço pela autorização para a publicação aqui no blog.

 A leitura das três partes dará o entendimento pleno dessa questão, que tanto tem entristecido ao mundo.

Fernando Marin


 Os Palestinos, Israel e a Igreja - Parte Final


QUEM É O ISRAEL DE DEUS HOJE?

 Mais uma vez entramos em terreno pantanoso, porém, necessário. Se queremos entender com profundidade o conflito na Faixa de Gaza, bem como a rixa milenar entre muçulmanos e judeus, precisamos compreender que a inaceitação de Israel frente aos territórios ocupados pelos palestinos remete-se, em seu entendimento, a uma promessa: de que é povo sagrado do Senhor, nação escolhida pelos céus como herdeira de uma herança irrevogável. Mas, será de fato isso ainda válido hoje?

 Como já apresentamos na última semana, a eleição de Israel repousa sobre Abraão, que ganha a promessa de uma terra peculiar:
Disse o Senhor a Abrão, depois que Ló separou-se dele: "De onde você está, olhe para o Norte, para o Sul, para o Leste e para o Oeste: Toda a terra que você está vendo darei a você e à sua descendência para sempre. Tornarei a sua descendência tão numerosa como o pó da terra. Se for possível contar o pó da terra, também se poderá contar a sua descendência. Percorra esta terra de alto a baixo, de um lado a outro, porque eu a darei a você". (Gênesis 13:14-17)

 À luz das Sagradas Escrituras não há o que discutir. Houve uma promessa de Deus sobre a vida de Abraão e seus descendentes. Entretanto, e aqui está um ponto relevante, as promessas de Deus sempre foram condicionadas à obediência:
“Se, todavia, o seu coração se desviar e vocês não forem obedientes, e se deixarem levar, prostrando-se diante de outros deuses para adorá-los, eu hoje lhes declaro que sem dúvida vocês serão destruídos. Vocês não viverão muito tempo na terra em que vão entrar e da qual vão tomar posse, depois de atravessarem o Jordão”. (Deuteronômio 30:17-18)

 Paulo, que não estava condicionado ao dispensacionalismo teológico, interpreta a era atual como a era da igreja. Ou seja, nós, os que cremos em Jesus, somos hoje o Israel de Deus, a verdadeira descendência de Abraão, a partir da primeira vinda de Cristo:
Não pensemos que a palavra de Deus falhou. Pois nem todos os descendentes de Israel são Israel. Nem por serem descendentes de Abraão passaram todos a ser filhos de Abraão. Pelo contrário: "Por meio de Isaque a sua descendência será considerada". Noutras palavras, não são os filhos naturais que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são considerados descendência de Abraão. (Romanos 9:6-8)

 Israel, então, foi esquecido pelo Senhor? De modo nenhum! Haverá um remanescente, um povo da linhagem física de Abraão, fiel a Jesus e guardado para os últimos dias:
Pergunto, pois: Acaso Deus rejeitou o seu povo? De maneira nenhuma! Eu mesmo sou israelita, descendente de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, o qual de antemão conheceu. Assim, hoje também há um remanescente escolhido pela graça. Irmãos, não quero que ignorem este mistério, para que não se tornem presunçosos: Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegasse a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: "Virá de Sião o redentor que desviará de Jacó a impiedade. E esta é a minha aliança com eles quando eu remover os seus pecados". (Romanos 11:1-2, 5, 25-27)

 É preciso entender isso com mais clareza. O Estado de Israel que conhecemos hoje, como um país legitimado pela ONU, não representa o povo da aliança com Deus. Israelita, dentro da ótica neotestamentária, é uma questão do coração, e não mais de raça. O fato de Israel ter se organizado como nação autônoma novamente em 1948, e voltado para o território bíblico, não está associado ao cumprimento de profecias messiânicas, pois todos os textos que tratam da volta de Israel para a terra sagrada referem-se ao Reino Milenar de Cristo, após, evidentemente, o seu segundo retorno.

 Mas, fazendo jus à irrevogabilidade das promessas celestes – e aqui quero a sua atenção – como vimos no texto acima, haverá um retorno dos judeus ao Senhor nos últimos tempos, quando cessar o tempo do seu endurecimento espiritual.

 A pergunta mais importante a ser feita é: você faz parte do Israel de Deus hoje? Os que estão em Cristo podem, de forma inconfundível, ser chamados de povo eleito do Senhor! Alegre-se nessa realidade, meu amigo e irmão!


Julio Cesar Paiva Gonçalves

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